A greve dos professores

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Estava hoje a ouvir o fórum da TSF sobre a greve dos professores e não consegui deixar de soltar alguns sorrisos a muitos dos argumentos apresentados pelos que defendem que o dia de hoje, de exames fundamentais para muitos alunos, é o mais adequado para esta “jornada de luta”.

Por ser um assunto demasiado sensível, e com razões de parte a parte, é preciso analisar bem o problema.

Em primeiro lugar, acho muito bem que todas as classes profissionais se manifestem através da greve, o que é, aliás, um direito constitucional. Como também já aqui escrevi numa outra ocasião, também acho muito bem que quem entenda, em consciência, não fazer greve, seja porque motivos for, deve ter esse direito sem ser, por isso, diabolizado por colegas, insultado ou mesmo agredido por essa coisa tão pouco democrática chamada piquete de greve.

Não nutro particular simpatia por líderes sindicais. E por uma razão: são, quase sempre, ligados à CGTP, afecta ao PCP, e têm como profissão dificultar a vida a quem lhes dá trabalho, com uma defesa cega dos direitos dos trabalhadores, esquecendo, sempre, os seus deveres. Nunca vi um dirigente sindical insurgir-se contra um trabalhador incompetente, que não produz, que é trafulha. E também os há, e não são poucos. Ainda assim, caso haja um processo disciplinar a esse trabalhador, uma coisa é certa: ele contará com a defesa dos tais dirigentes sindicais, solidários com ele, e nunca com quem lhe paga o salário e não recebe, em troca, um trabalho competente ou eficiente.

Um desses dirigentes sindicais de que não gosto é Mário Nogueira, do sindicato dos professores. Mário Nogueira ganha como professor, mas não dá uma aula desde o início dos anos 80. Leva quase 30 anos como sindicalista profissional, contra quatro ou cinco como professor. Não lhe reconheço, por isso, moral para liderar protestos que têm, muitas vezes, um lado político e não tanto corporativo.

Venho de uma família de professores. Cresci num ambiente de escolas, com fichas de avaliação aos montes pela sala, com alunos a entrarem e a saírem de minha casa, onde tinham explicações. A minha mãe e o meu padrasto deram aulas durante muitos anos, andaram a ser colocados aqui e ali durante muito tempo, e, com isso, nunca tiveram a estabilidade que pretendiam. Também corrigiam testes, preparavam aulas, tudo como os professores fazem hoje. E, também eles, protestavam contra as condições de trabalho na altura, a falta de estabilidade, o tempo que perdiam em transportes.

Hoje, ouvia na TSF o marido de uma professora a queixar-se de tudo isto. Dizia ele que a mulher ficava “todos os dias” a “corrigir testes” ou “a preparar aulas “até às onze ou à meia-noite”. Depois, não tinha estabilidade e era mal paga. Ou seja, em 30 anos, pouco ou nada mudou. Quer dizer, há coisas que mudaram: há muito mais professores e muito menos alunos. Ou seja, é normal que haja muito mais professores desempregados.

Eu não compro esta ideia de que os professores trabalham “todos os dias” quase “até à meia-noite” a preparar aulas e a corrigir testes. Eu já fui aluno, e havia testes de três em três meses. Muitos professores levavam duas e três semanas para os corrigirem, mas outros levavam um ou dois dias. Ou seja, a cada três meses, havia quinze dias, no máximo, de trabalho mais intenso. Também não estou bem a ver que um professor tenha de ficar até tarde, todos os dias, a preparar aulas. Os professores têm entre umas 12 e 20 horas lectivas por semana, ou seja, resta-lhes outras 15 ou 20, dentro do horário de trabalho, para fazer isso. Que, em casa, precisem de mais uma ou duas horas (que até aceito), tudo bem, mas isso não obriga a ficar a trabalhar até à meia-noite quase todos os dias.

Quando escolhi ser jornalista, já sabia que se trabalhasse num jornal diário a minha vida seria um inferno, com fechos tardios, poucos fins-de-semana e uma necessidade de alerta constante, já que uma notícia pode afectar-me toda a rotina familiar. Ao longo dos quase 20 anos de carreira que tenho, passei mais de metade deles a trabalhar em diários, a sair às 23h ou 24h, a trabalhar 12 e 14 dias seguidos, muitas vezes 12, 13, 14 horas por dia, e a ganhar relativamente mal para aquilo que trabalhava. Mas eu já sabia que a minha profissão era assim, da mesma forma que os professores sabem que se querem exercer têm de corrigir testes e preparar aulas. Perderam direitos, segurança, garantias, regalias, certinho, mas quem é que não perdeu? Quem é que está, hoje, melhor do que há quatro ou cinco anos? Quem é que ganha mais? Quem é que está mais seguro? Quase ninguém. A vida mudou, a conjuntura mudou, e mudou tudo para pior, em todos os sectores, por isso, diabolizar este ministro, culpá-lo de todos os males da profissão, para mim, vale perto de zero.

Desde os anos 80 para cá não me lembro de um único ministro da Educação que, aos olhos dos dirigentes sindicais, tivesse sido bom. Todos, sem excepção, estiveram ali para lixar a vida aos professores e dar cabo do sistema de ensino. Isto leva-nos à história do Pedro e do Lobo. Tanto dizem mal, que, às tantas, já ninguém sabe bem o que é verdade ou não. Com isso, esvai-se a credibilidade dos sindicatos e, por arrasto, dos professores.

Como disse no início, não sou contra os professores, sou por eles, venho deles, cresci no meio deles. Mas acho que, mesmo em luta, é preciso bom-senso e espírito de missão. Aderir a uma greve num dia de exames revela pouco bom-senso e muito egoísmo. Ao contrário do que já ouvi dizer, este dia não faz levantar a voz dos professores, divide a sociedade, fragiliza-os perante os pais dos alunos que estudaram e, hoje, não puderam fazer o exame.

A luta mais eficaz é que é feita com cabeça, com a nossa própria cabeça, e não a que é pensada pela cabeça dos outros, mais ainda quando os outros são profissionais da luta, e não do ensino.

310 Comentários

  1. Para quem se diz informado, parece não fazer ideia do que é ser professor. Hoje iniciei a primeira aula às 9h e cheguei a casa às 21h. Depois de jantar, fui preparar as aulas de amanhã. Desde o dia 1 de setembro que não sei o que é descansar. Trabalhei nas férias da Páscoa e do Natal. O que ganho não chega a mil euros e tenho 27 horas lectivas fora os apoios e salas de estudo. Quando há exames nacionais, geralmente não escapo das correções. Faço dois testes por período e geralmente distam um mês um do outro. Não levo mais de uma semana a vê-los porque o regulamento interno não deixa. Por isso não sei onde raio foste buscar essas afirmações medíocres sobre os professores. Palavra que não entendo como alguém que se diz informado pode soltar um chorrilho tão grande de disparates. Os professores trabalham muito, muitas horas e por vezes em condições muito difíceis. Trabalhamos a aturar meninos que, muitas vezes, vêm de casa com excesso de mimo e falta de educação porque pais ignorantes não os sabem educar. Ensinam-lhes que os professores só existem para os servir e pronto. Aconselho-te a, de futuro, investigares melhor antes de dizeres barbaridades como as que aqui disseste. Não sei o que preocupa mais: se é um suposto jornalista escrever sem conhecimento da realidade ou se é aplaudirem o que dizes por falta de conhecimento também. Não sigo este blogue: fui conduzida hoje, por acaso, a esta página e deixa que te diga que a imagem que daqui levo é a de alguém que não sabe o que diz. Tens muitas visitas, não sentirás a minha falta, mas não tenciono mesmo voltar. É demasiado mau para ser verdade.

  2. Professores de música também sofrem, mesmo por não ter uma entidade que representa-os, não existe nada, a OMB é uma piada, não luta pela classe, apenas existe para cobrar taxas e impostos. Não oferece nenhum beneficio aos profissionais, lamentável visto que são também educadores e artistas, ensinam com entretenimento, divertem educando. mas estamos largados…

    Fernando Antonio
    Coordenador do IAM – INSTITUTO ARTÍSTICO MUSICAL
    contatoiam@hotmail.com
    http://www.institutoartisticomusical.com.br

  3. Se vens de familias de professores já te entendo… eram outros tempos… pois eram… agora? Havias de ver. Só não fazias greve porque já tinhas posto de lado a profissão mais nobre, em prol de uma nova geração, porque não aguentavas a frustração de remar contra a maré, de te deslocares ensinares a centenas de kilometros dos teus, os serões de papelada que agora exigem e as críticas constantes dos que nada sabem.
    sorte a tua… bem haja

  4. Nem acredito que ainda haja pessoas a terem estas ideias preconcebidas e arcaicas sobre o trabalho dos professores. Testes de 3 em 3 meses? 12 a 20 horas de aulas? Ui, que bom seria. Só mostra desconhecimento total dos atuais horários dos professores e das atividades que têm que cumprir. Desconhece igualmente que um grande número de professores dá aulas a cursos profissionais, a CEf’s e afins ,para os quais não existem manuais e que são os malandros dos professores que DIARIAMENTE têm de preparar o seu próprio material. Muito mais poderia acrescentar, mas este senhor não merece a minha atenção.
    Estou farta de comentadores de bancada. Falem, por favor, apenas do que sabem.

  5. Tem piada eu estar a ler isto hoje. Já se passou algum tempo e já estamos num novo ano letivo e o balanço até agora são escolas fechadas por falta de auxiliares, alunos sem certas disciplinas porque ainda não há professor, listas e listas de ordenação em atraso que deixam os alunos sem aulas e os professores em casa à espera de resposta… e sabe-se lá até quando!! No entanto, o problema é uma greve em dia de exame… hum… parece-me que sim! Aliás, em tudo se nota a preocupação que este país tem pela educação e pelos alunos!! Não importa se não estão preparados para os exames por falta de aulas, importa se há greve num dia de exame que pode ser mudado!! Tá bem… ainda bem que existe tanto ódio aos professores deste país ao menos sempre serve para haver “alguma preocupação” com a “educação”… embora que disfarçada, vá… e não, não sou professora, sou estudante em Lancaster UK e o ensino em Portugal é tão bom que eu fiz de tudo para conseguir uma bolsa fora do país para não ter que continuar os meus estudos ai. Achei que tinha de expressar a minha opinião.

  6. Tem gente aí dizendo que quando escolhe um trabalho escolhe por gosto..A minoria,pq o que vemos são Professores Incompetentes,que não sabem o que é lecionar,na minha região mesmo,tem a maioria dos professores que aderiram á greve e que deveriam estar dando aulas para o Pré e olha lá ainda pq a falta de educação é imensa,mal terminaram o terceiro ano e acham que já podem ser professor.É Preciso estar preparado e qualificado para ocupar um cargo.Escola é coisa séria,se não tem qualificação para ensinar,escolham outra profissão ou procurem aprender um pouco mais…

  7. Adorava ver estes professores revoltados a gerir um negócio e a trabalhar lá ! ADORAVA ! A minha mãe infelizmente tem um negócio e é a única empregada do negócio ! Trabalha todos os dias das 9h da manhã às 9h da noite, excepto a hora de almoço, são 11h por dia ! O negócio também está aberto ao sábado, e em dezembro também aos domingos, ou seja, a minha mãe trabalha 11 meses por ano o que faz 2904h, (66h por semana), em dezembro trabalha 77h o que faz 2981h anuais! Fecha no dia de natal e páscoa!

    Agora se for preciso atender fornecedores às tantas da manhã, ela tem que atender! Se a luz for abaixo, ela tem que se levantar e ver se a as arcas da loja nao se desligam, pois se desligar todos os produtos que ela vende estragam-se ! Se desligar, tem que alugar um gerador e afins ! enfim, despesas do ofício !

    E professores queixam-se que trabalham no máximo 25h semanais?! 1200 horas anuais, isto se trabalhassem todos os meses, e todos os dias úteis! É no mínimo ridículo estarem-se a queixar das horas que trabalham !

    Se forem a contar as horas que trabalham no trabalho e em casa nem a essas tais 1200h conseguiam chegar ! Queixem-se dos vossos direitos, mas nem sequer peguem pelas horas !

    Ah, como vi em certos comentários, não sei se aqui ou em outro post sobre o mesmo assunto, ganham 1050€ mensais ( não sei se é verdade ou não )! É no mínimo absurdo reclamarem visto a maioria da população nao ultrapassar os 600€ mensais!

  8. Rosinha
    Nas terriolas pequenas como a minha toada a gente conhece a vida social dos profs e toada a gente sabe que trabalham pouco mais que 20 horas por semana, porquanto não teriam tempo pra vida social que todos lhes conhecemos…e pronto…tá dito tá dito

  9. Nem percebo porque é que o Ministério da Educação passa a vida a negociar com os Sindicatos dos Professores. As negociações deveriam ser sim com os alunos e com os pais quanto ao teor e à qualidade do ensino. Porque as competências do Ministério são de Educar e não negociar anseios laborais, muito menos projetos político-partidários dos sindicalistas da área da Educação…..

  10. O vosso problema é de fato a escola privada… sabes que se fosse professora na tal privada ser-te-ia exigida responsabilidade que não te exigem e que os teus níveis de produção teriam que ser outros… pois o teu problema é a privada…ah já me esquecia eu sempre fui aluno da escola publica e o meu filho tirou o mestrado sempre na publica…..

  11. Assino por baixo o teu artigo…..
    Os comentários traduzem bem o sentimento dos professores e seus dirigentes sindicais… pouca ou nenhuma preocupação com a essência da escola…. os alunos….. pouco preocupados com o futuro da classe….o problema deles é o Governo…. tem que ir abaixo….. os do PS porque o Seguro tem a clientela à perna a querer galgar para o tacho… os do PCP porque a revolução não pode parar….. quanto aos custos disso que se lixe…alguém vai pagar um dia….. quanto aos sindicalistas é tão bom ganhar e não ter responsabilidades não é?….

  12. http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-portugueses-sao-dos-que-mais-tempo-passam-a-dar-aulas-1598298

    "Segundo o relatório, o horário total de um professor de uma escola pública em Portugal (soma da componente lectiva e não lectiva) são 1508 horas por ano, quando a média da OCDE ronda as 1670 e a da União Europeia as 1600"

    "na última década, esta classe profissional viu, na generalidade dos países da OCDE, a sua remuneração subir. Até que veio a crise e, entre 2009 e 2011, ela baixou, em média, 2%.

    "Em Portugal, os cortes fizeram-se sentir mais tarde — em 2009, ano de eleições, os funcionários públicos ainda foram aumentados, pela mão de José Sócrates. Os dados apresentados pela OCDE dizem respeito ao ano lectivo de 2010/2011 e a função pública só sofreu cortes em 2011."

    "Em Portugal, o salário era de 39.424 anuais, menos do que a média da OCDE (39.934/ano)."
    "O relatório mostra ainda que só no início da carreira e, no outro extremo, no topo da carreira, o salário de um professor português é, em geral, superior ao da média da OCDE (é mais baixo apenas nos escalões intermédios)."

  13. Meu caro Feliz, nenhum desses casos que referiu deveria ser considerado compreensível ou aceitável. Enquanto cidadãos temos de exigir a qualidade dos serviços públicos para os quais contribuímos, quer seja cuidados médicos, saúde ou educação. E quando uma classe profissional põe em causa a qualidade do serviço (principalmente num momento crucial como os exames do 12º ano) em prol da defesa dos seus direitos (com ou sem razão, isso é outra discussão), então sim, devem ser condenados. Usar os alunos como objectos de arremesso contra o governo é simplesmente inaceitável.

  14. Concordo com o "post". Infelizmente a conjuntura está má e todos estamos a sofrer consequências. Os professores não podes achar que têm mais direitos que os outros trabalhadores e que por isso devem ser poupados. Quantos trabalhadores, tanto no sector público como no privado, trabalham horas a mais (sem que lhes sejam pagas), levam trabalho para casa e ganham salários baixos?
    Sou licenciada há 9 anos e desde então que trabalho para o Estado. Sempre tive a contrato a termo certo, nunca me deram oportunidade de entrar para os quadros. Nestes 9 anos fiz um curso de especialização, uma Pós-Graduação e estou em vias de iniciar outra Pós-Graduação, isto tudo para investir em outras áreas que, quem sabe, um dia me venham a permitir encontrar um emprego melhor. Posso dizer que hoje, passados 9 anos, o meu salário líquido é menor do que o que eu ganhava no Estágio Profissional que fiz através do IEFP no meu 1º emprego no Estado após a minha licenciatura…
    Infelizmente é a conjuntura que temos.
    Eu sei que os professores (não todos, apenas os que se dedicam e gostam do que fazem) perdem muitas horas a preparar as aulas e a corrigir testes e trabalhos, mas depois têm outras recompensas que os outros trabalhadores não têm. Têm férias durante o mês de Agosto, no mês de Julho, depois das reuniões de avaliação, mesmo que estejam de serviço à biblioteca ou a qualquer outra área da escola, não têm que ir lá todos os dias e nos dias que vão, não ficam o dia inteiro, no Natal e na Páscoa, acabam sempre por conseguir ter também uns dias livres após terminares as avaliações, por isso, se contabilizarem bem todos os dias (dias úteis) livres que têm ao longo do ano, mais as horas de outros dias em que só passam apenas umas horas na escola (como em Julho), depois comparem esse tempo livre com o dos restantes trabalhadores!
    Achei um puro egoísmo e falta de consideração pelos alunos a greve em dia de exames nacionais que são decisivos na vida de um estudante. Alterar uma data de um exame nacional faz toda a diferença na organização do estudo de um aluno. O Governo devia alterar a legislação de forma a poderem exigir serviços mínimos em alturas específicas como a realização de exames.

  15. Margarida fui professor longos anos até solicitar licença sem vencimento, porque tinha outras opções.

    Pois não deixo de estar integralmente de acordo contigo. Hoje na minha empresa tenho que dar o litro, horas sem fim. Não me queixo até porque é mais estimulante. Além disso existiam situações no ensino com as quais não concordava. Situações essas que indiretamente referiste. Constatei quando lá estava que a maioria está acomodada e não quer mudanças, então na falta de argumentos o "Fado" é sempre o mesmo. Eu tenho 53 anos, formado(Mestrado) em Engenharia Mecânica e vê lá tu ainda continuo a estudar. Neste momento estou a frequentar uma especialização em Tecnologia Mecatrónica na Alemanha, então ando lá e cá.
    Em formação, já estive em vários países incluindo o Japão. Férias não sei o que significa desde à 4 anos.
    Ah tb tenho 3 filhos.A minha ex-mulher foi e continua professora, mas confesso que ao ler aqui a opinião da maioria dos professores, sinto-me ignorante.Não conheço a realidades deles. Só eles mesmos. Os alunos estudam mas não conhecem essa realidade. Só os professores. Mas se perguntares a um professor se já trabalhou numa empresa privada ou é capaz de constituir uma empresa, ficará irritado. Resumindo: todos nós conhecemos essa realidade, mas eles não conhecem a outra, no entanto, ignorante presunção é o que mais temos lido por aqui.
    Chega de vitimização. Não estão bem façam como eu. Saiam do ensino e criem uma empresa vossa.
    O país agradece…!

  16. Concordo plenamente.
    Retirando as devidas ilações :

    – Só os professores têm filhos
    – Só os professores trabalham longe
    – Só os professores têm de trabalhar em casa
    – Todos os demais não sabem nada e deveriam
    informar-se

    Enfim, nem irei alongar-me muito mais. O texto que o Ricardo Araújo escreveu, onde refere que ser professor é uma "preversão", deveria ler-se "presunção".

  17. Nem quero acreditar que a Juh seja professora.
    Ainda descrebiliza mais a classe.

    Quanto ao tópico, estou inteiramente de acordo com o texto escrito pelo Arrumadinho . Conheço bem o que a casa gasta. Andei por lá muitos anos.
    No entanto não devemos generalizar, até porque toda esta agitação deve-se ao facto de as alterações propostas, atingirem também os professores do quadro. Os contratados esses, sempre foram uns eternos sacrificados e continuarão a ser.

  18. É impressionante constatar que há pessoas capazes de escrever tanto e tão acertadamente, segundo elas próprias, sem saberem patavina do assunto. Eu, se não fosse professor, metia a viola no saco e ia tanger notas desafinadas para o portão do Palácio das Larangeiras

  19. Boa tarde, sobre os alunos/crianças com necessidades educativas especiais só quero dizer o seguinte. Tenho uma irmã surda que hoje tem 37 anos e que há, portanto, cerca de 30 anos estava na escola primária. Esteve integrada na escola pública e em turmas "normais´". Não é só de agora que isso acontece. Se agora é difícil apoio para estas situações, há 30 anos atrás era muito pior. A 1ª professora que teve, não lhe ligava, dizia que não podia fazer nada com ela que tinhamos que procurar apoio especial. No 2º ano teve a sorte de mudar de professora e esta senhora, como não conseguiamos o apoio especial, ajudou-nos e apoiou-nos – todos os dias ela tinha o cuidado de nos dizer que matéria tinha sido dada para que nós em casa a pudessemos ajudar. E foi devido a todo este esforço e apoio que ela conseguiu entrar numa escola de ensino especializado. A partir de uma altura voltou a frequentar a escola pública,mas continuando com o apoio da instituição de ensino especial. Fez o 12º ano e hoje, é casada, tem 2 filhas e tem emprego.Portanto sempre foi assim – professores bons e professores maus – ou melhor bons ou maus profissionais.

  20. Mas ninguém disse que somos os únicos, nós estamos a falar dos nossos direitos de professores. claro que todas as profissões têm direitos, se acham que estão a ser injustiçados façam greve também. Não estamos contra ninguém mas sim contra o sistema de ensino.

  21. nem mais!
    mas alguém ainda vai p universidade p ser professor? ou nas ultima década? uma coisa é paixão pela profissão, outra é não ler notícias, nem ter expectativas de uma vida estável. escolhas…

  22. O problema é que toda a gente hoje em dia está mal, e não são só os professores!
    O problema é que AINDA não perceberam isso.
    Acho que esta greve até podia ter toda a sua razão de ser, está tudo pior, mas não concordo consigo quando disse que menos exame mais exame não faria diferença, e faz não se calhar para a futura profissão do aluno, mas para o próprio. Estar a estudar para o dia do exame e depois não o ter, por causa dos professores que sempre os incentivaram a estudar e a ter melhores notas …
    Acho que tudo isto apenas contribuiu para o aumento do desrespeito para com os professores!

  23. Talvez porque os professores do privado, esses sim, são aqueles que vêm comentar que concordam com o que o Arrumadinho disse…

  24. Pois é nas escolas privadas os professores trabalham mais ganham menos e pasme-se não fazem greves.

    Maria do Rosário

  25. Sou filha de Assistente Social e Sobrinha de Professora, TODA A MINHA VIDA observei os seguintes factos a minha mãe trabalhava mais horas e sim tinha que preparar actividades que realizava com a população com quem trabalhava a minha tia também mas era inegavel que ao fim de uns anos ela já sabia o que leccionava da frente para trás é alias por isso que a maior parte dos professores tem tempo para dar aulas particulares!
    As diferenças a minha tia e a minha mãe tinham o mesmo patrão o estado tinham o mesmo nivel académico ( licenciatura ) mas a minha tia ganhava mais tinha menos responsabilidade e reformou-se antes embora tivesse começado a trabalhar depois, os meus primos podiam contar com a mãe para os acompanhar nas férias e noutras situações, já eu filha de assistente social e de um empresário podia sempre contar com a minha tia, já agora um grande beijo para ela que foi e é uma grande professora.

    Maria do Rosário

  26. Mariana Reis,

    Pelo que percebi és estudante. Assim pergunto apenas, como é que podes afirmar que as condições no sector privado são melhores que as condições no sector público.

    Repetições à parte, pede pf à tua mãe e à tua avó que são professoras que corrijam os teus textos antes de os publicarem: "O ensino está muito diferente desde à 30 anos atrás" ?!?, uma vez que a tua professora de português com os seus 100 alunos não te sabe ensinar.

  27. "ha menos professores mas também menos alunos" – um dos motivos de queixa dos professores é exatamente o aumento do número máximo de alunos por turma, que em muito compromete o ensino, como deve certamente perceber.

  28. Só posso dizer que tenho a mesma opinião que tu em relação a este assunto.
    Correcta ou errada, é esta a ideia que passam para a generalidade da população cuja profissão não está ligada ao ensino. Se é uma ideia errada, então há muito que deveriam ter procurado mudá-la com ajuda das tais entidades que dizem defender os professores. O problema é que se calhar contra factos não há argumentos e comparativamente com as restantes classes se calhar não têm assim tantas razões de queixa…
    Mais uma vez excelente post!

  29. O mundo e o país não giram em torno dos professores… Há milhares de desempregados neste país, todos estamos a sofrer com esta maldita crise.. Não vejo onde um professor desempregado sofre mais que um desempregado sem qualificações… Até quando têm trabalho se queixam…Tomara a muitos ter um misero part-time nos dias que correm… E a maioria que o consegue tem que se sujeitar a todo o tipo de situações incómodas e explorações…
    A minha conclusão é que a vida dos professores pode não estar fácil mas a do comum cidadão também não é nenhuma pêra doce e não os vejo a parar de produzir constantemente para reivindicar os seus direitos. É que aos professores não há governo que lhes agrade…Está sempre qualquer coisa mal…Poxa…

  30. E o trabalho que eu levo para casa???? E não sou professora!!!!!! Ou só os professres é que trabalham neste país?

    Queixem-se menos! Lutem pelos vossos direitos mas sem vitimizações e sem prejudicar quem não tem culpaa!

  31. Não podia concordar mais. É certo que os professores têm alguma razão para fazerem greve, mas esta greve em dia de exame só prejudica os alunos. Sendo o exame de Português o que tem mais alunos inscritos, é inadmissivel este comportamento dos professores. Cumprimentos

  32. Tenho muita pena que fale do que nao sabe! Pela primeira vez apeteceu-me nunca mais voltar a este blog! Dava-lhe 1 semana a trabalhar na escola e mudas de opinião! Hoje fiquei muito desiludida consigo!
    Rita

  33. Não li todos os comentários mas acho maravilhoso tratarem a situação como se fosse a maior desgraça! Mas terem reuniões, preparar aulas, corrigir testes e aturar alunos e pais, etc? Mas não foi a contar com isto que se tornaram professores? Todas as profissões têm coisas boas e más e se tiram um curso ou uma formação, ou o que quer que seja a idealizar sempre o lado bom da profissão, temos pena, mas a realidade não é essa!
    Eu tenho uma profissão numa área que nada tem a ver com Educação e, não tenho horários (e não tenho isenção de horário ao contrário do que se pense), trabalho até madrugada, tenho custos para controlar, mapas de controlo, pessoal e trabalho para organizar, pessoas a fiscalizar, ordens de muitos lados, contas a prestar, papelada e burocracias, datas e prazos a cumprir, etc etc. Assim como posso ter de me deslocar para longe. Eu e todos os meus colegas.
    Assim como tantas outras áreas que conheço e conheço bem, e levam trabalho para casa, trabalham fins-de-semana e feriados, vão para longe…
    Se quando tirámos o curso pensávamos que iria ser assim? Não que seria tanto, mas sim, sabíamos o que nos esperava.
    Se compensa? Não compensa em todos os casos, principalmente para quem está longe e bastante longe da família. E para quem gosta do que faz, fá-lo cansado, muito cansado, mas fá-lo com o mínimo de gosto. Senão, ou aguenta ou procura outra coisa… Se tal for possível. É a nossa realidade.

  34. É ridículo haver meias greves. Ou as há ou não. E quem não fez o exame? E se o exame for mais difícil? E se quem fez o primeiro exame, achar o de Julho mais fácil? Aliás, acho que os professores não se devem ter lembrado do impacto brutal que este exame vai ter como prova de Ingresso. Vai atrasar inscrições para a faculdade… E ainda mais! Atrasa as segundas fases do exame de português ao pessoal que fizer o exame em Julho! Muito feio. Muito muito feio.

  35. Mas desculpe la, se e uma profissao assim tao ma porque e que nao faz outra coisa? Porque que os alunos tem que pagar com isto tudo? Os professores servem o sistema de ensino e nao o contrario.

  36. gostei do comentário.
    e não te esqueças dos enfermeiros…..
    toda a gente fala do Serviço Nacional de Saúde, que é mau e é isto e aquilo, mas é simplesmente dos melhores do mundo e não temos meios financeiros nem materiais que os outros paises têm…deveria ser motivo de orgulho, mas não, só o que é dos outros países ou o que é privado é que é bo.
    a título de exemplo: nos jogos olimpicos de londres, no desfile relativo à Inglaterra, para lá da Rainha, Rolls Royce, Burberrys, Beatles, Gin, Whiskye (produtos e coisas tipicamente inglesas), estava lá também uma referência ao National Health Service – equivalente ao nosso serviço nacional de saúde. Com muito orgulho. Era bom que cá também fosse assim.

  37. Que tal a greve ter sido marcada para um domingo em pleno mês de agosto? Será que assim faríamos valer os nossos direitos?

    Fiz greve, como a maioria dos meus colegas… Não concordo com a lei da mobilidade. Dou aulas há 16 anos, e não estou com vontade de ir trabalhar a 200 ou 300km de distância com dois filhos pequenos e uma vida completamente organizada. Os senhores que inventam estas parvoíces deviam experimentar dar uma semaninha de aulas só para verem o que é bom e com o nosso ordenado…

  38. Devia ser da tua irmã… pois não é de todo exagero. Também fui aluna de secundário com História até 12º ano como qualquer aluno de Humanidades e as respostas exigem contextualização política, social e quantas vezes filosófica e literária.

  39. "porque teria de ser o Governo a ceder?"

    Pq está errado. pq está a governar mal. pq está cheio de decisões incompetentes.

    Claro q o Governo tem que ceder. Nisto e em muitas outras coisas.

    Deixem de olhar para o umbigo. Lutem para ter os mesmos direitos que os outros e não para que retirem os direitos aos outros.

  40. Arrumadinho não sou professora… sou filha de uma professora… está equivocado em relação ao horário de trabalho dos professores! Penso que antes de escrever sobre um tema devia estudá-lo, eu se tivesse de escrever sobre a profissão de jornalista também teria de estudá-la. A minha mãe quando leu o seu texto até as lágrimas lhe vieram aos olhos pois ela fez greve não por ela mas pelo meu filho seu neto que não quer numa escola pública assim. Posso dizer-lhe que a minha mãe este ano lectivo teve problemas de ansiedade não pelo trabalho (nada disso) mas por ter numa sala 28 alunos e não conseguir chegar a todos. OS programas são extensos e desajustados e com tantos alunos é impensável… A minha mãe sofre pela falta de atenção que os alunos estão a ter, são números e é assim que o nosso país os trata! Repense este texto…

  41. Basicamente defende-se o direito à greve desde que não o usem.
    Enfim…

    Cada dia nos tiram direitos e a malta apoia. Quando formos pouco mais que escravos para garantir a boa vida a meia dúzia, à elite, quero ver o que dizem. Provavelmente darão graças por ainda respirarem…

  42. Apesar de concordar com muitas das coisas que diz, não posso deixar de reparar que apenas falou da componente lectiva. Tudo o que envolve a componente não lectiva (e não estou a falar de corrigir testes)envolve uma carga horária descomunal que muita gente desconhece…

    Rita Martins

  43. Tenho pena que fale sem conhecimento de causa. Como muita gente já disse aqui, ser professor não é apenas corrigir testes e preparar aulas de sucesso para alunos crescentemente desmotivados e desinteressados (e o trabaho que isso dá, senhor!!!!!!!!!!!!!!). É também FAZER os testes, fazer fichas de trabalho constantes adequadas aos alunos, corrigir composições, estruturar estratégias de recuperação de alunos (PAP), etc. Além disso, se o Arrumadinho não sabe, os professores não têm apenas uma turma! Imagine tudo isto com 6 ou 7 turmas de 30 alunos. Os bons professores, que se preocupam com o sucesso dos seus alunos, trazem muiiiiiiiito trabalho para casa, diariamente. Fora o trabalho de casa, imagine o desgaste diário de dar aulas a turmas de 30 ou mais alunos, muito deles mal educados e mal formados. Ser professor arrisca-se a ser das professores de maior desgaste, emocional e físico. E o Arrumadinho deve-nos um pedido de desculpa.

  44. Muito poucas são as profissões que levam trabalho para casa? Também deve concordar que desconhece a realidade das outras profissões para estar a "falar". Já levei trabalho para casa, inclusivamente ao fim-de-semana. Quando não o faço, fico no trabalho até às 22h ou 23h da noite (se não for mais) e sim não sou mais paga por isso e ganho menos que um professor. Concordo com o direito à greve. Se não trabalhasse no privado também faria mais vezes. Mas prejudicar os alunos num dia de exames nacionais? Não concordo.

  45. Lamento muito que, ainda hoje, tenhamos de assistir a comentários deste tipo vindos de pessoas que deveriam ter como função primordial transmitir o seu ponto de vista, obviamente subjetivo, devidamente fundamentado na recolha de informação junto das entidades ou profissionais que visam através das suas publicações.

    Mais ainda lamento que a única fonte citada seja proveniente de alguém que, certamente, não estará familiarizado com a realidade do ensino do país em que vivemos.

    Basta de maltratar os profissionais que formam o futuro deste país. Provavelmente estarão errados os professores, dado o tão pobre resultado do seu ensino. Formam pessoas e seres humanos que, em nada, valorizam quem lhes proporcionou uma formação tão fundamental como o ensino.

  46. Mas se acham que este Governo já fez o suficiente por nós, que deve continuar a desprezar todos os pedidos de ajuda, atenção, todas as greves e manifestações… Como se nós fossemos umas crianças a pedinchar.

  47. Não acho que os professores sejam superiores. Mas lá que têm uma das profissões MAIS IMPORTANTES desta sociedade, ai isso têm. E atenção, eu não sou professora, ninguém próximo de mim sequer é professor, não estou a defender ninguém pessoalmente. Estou a dizer isto por ser a minha opinião.

    Por fim, acho que o Governo tem que ceder sim. O Governo representa os interesses de toda a gente, as pessoas do Governo estão a prestar um serviço PÚBLICO, e têm o dever de tomar as melhores decisões que beneficiem o povo. Não são uns pais a porem os filhos de castigo, ou não estão a fazer um concurso de teimosia. Por isso, logo de início, deviam ter mudado a data do exame por ser a melhor opção para os alunos. Ponto.

    Por fim, se o Governo tivesse mudado a data, a greve continuava a fazer sentido. Porque ao menos os professores tinham sido ouvidos. Ao menos tinham conseguido alguma coisinha, mesmo que seja quase nada.

    Já agora, sou a anónima lá de cima, a que começou o post.

  48. Finalmente alguém com bom-senso aqui na opinião publica! Adorei o seu artigo, alguém sem papas na língua. Penso da mesma forma. Todos perdemos direitos. Na minha profissão tb se tiver que ficaraté às tantas da noite a trabalhar "non-stop" faço-o, por haver espirito de sacrifício. Que parece que esta classe de profissionais não sabe isso o que é. Todos os descontentes tem o direito a se manifestarem mas greve no dia de exames? Não estou de acordo. Se fosse aluna não gostaria!

  49. Eu tenho de comentar este post pois ja tendo passado por essa fase há muito tempo e estando os meus filhos ainda longe de estar nesta fase, mas ainda assim atenta aos temas da nossa sociedade, só posso concordar com que a Mariana Reis escreveu. Foi chato? Foi e dps? As greves são para ser chatas! Adiantou alguma coisa? Não sei mas pelo menos quem fez está de consciencia tranquila porque manifestou o seu desagrado por algo que a cada dia esta pior. A mim preocupa-me pelos meus filhos onde é que isto irá parar. preocupa-me mesmo. O que mais me preocupa é a veleidade com que acham que existem mais professores do que alunos e depois fazem turmas de 35 alunos, coisa que toda a gente sabe que é um erro crasso. Querem formar alunos com conhecimentos sólidos, que tenham gosto pelo estudo, pelas aulas… assim não vão lá… e a mim preocupa-me esse facto… os meus filhos para já estão num colegio privado, vao entrar para o 1º ciclo e portanto não sentem estas coisas, nem nós… mas como mãe estou muito preocupada pelo futuro pois não sei o dia de amanhã e vejo tudo muito negro. Quanto a ti Mariana desejo-te muita sorte e muitos parabens por este texto.

  50. É isso mesmo Ana… muita gente tem uma vida muitoooo mais complicada do que a dos professores e nem por isso passam a vida a maldizer tudo e todos.

  51. Independentemente das razões que levaram os professores a fazer greve, a verdade é que o timming escolhido foi provavelmente o pior.
    Não quero saber se acham que este é ou não o melhor momento para se fazerem ouvir. O que me parece é que os direitos de uns cedem ante direitos de outros, mais relevantes. Será que os senhores professores já se esqueceram do dia em que foram realizar os exames de acesso à faculdade?? Era todo um futuro que estava em causa! Há todo um ano lectivo para fazer greve…esperar por esta altura, só porque era a melhor para se fazerem ouvir, revelou um profundo egoísmo da parte dos professores pelos seus alunos e pela época de tão grande decisão que os mesmos vivem nesta fase.

  52. Parece é que se esquecem, que estão a arruinar a educação de milhares de crianças/adolescentes!!!
    27h semanais mais umas reuniões periodicas?!
    e quem trabalha 40h semanais, mais as tais reunioes periodicas e salário bem mais baixo do que o dos professores?
    Parem de se queixar! E arregacem as mangas…

  53. Isso é toda uma outra questão… em que me parece que o importante seria lutar pelos seus direitos e dignidade enquanto trabalhadora, ao invés de preferir revoltar-se por nem todos serem (ainda) tão maltratados como é…

  54. Não poderia estar mais de acordo! E estes dois pontos resumem tudo, absolutamente tudo :

    "O que fizeram (e o que vão continuar a fazer) é uma vergonha. Arrastar alunos e prejudicá-los quando, a educação, é um direito deles e de todos, não. É vergonhoso, é abaixo de cão. "

    "Há maneiras e maneiras de fazer as coisas, e muitos são os desempregados que adorariam o vosso lugar. Só porque têm que trabalhar mais e porque vão ser sujeitos a uma série de despedimentos, prejudicam gravemente o presente e o futuro de adolescentes que são, teoricamente, o futuro deste país. "

  55. Penso que a posição do "Arrumadinho" é bastante sensata, concordo plenamente, e fiquei chocada por saber que alunos não tiveram a possibilidade de realizar o exame, ainda por cima quando é um exame tão decisivo para o futuro dos mesmos.

  56. Trabalhasse eu 25h semanais… e nem me importava de ter uma reunião de quando em vez…
    Acontece que eu trabalho 40h semanais, e ainda vou dando umas hora (que não são pagas) quando necessário e também tenho reunioes fora de horas ou noutros locais…
    Ah, e o meu salário não chega sequer aos 1.000 euros…
    Está certo, coitadinhos dos professores.

  57. Não pude deixar de comentar, porque tal como tu, grande parte da minha familia é de professores: pais, avós, bisavós, tios e tudo mais. Essa descrição do trabalho do professor que fazes é aquela que eu sempre vi os meus avós fazer, e nunca, mas nunca os vi queixarem-se (nem a eles nem aos alunos!).E sempre me lembro de ver a minha avó a fzer tudo pelos alunos e nunca descuidar de nada pela familia! Basicamente: Tinha tempo para tudo! No fim da sua carreira foi louvada pelo seu trabalho excepcional!
    Sei que com o passar dos anos as coisas poderiam ter melhorado, mas vamos ser honestos: Os professores são aqueles que mais puderam evoluir a nível profissional, comparativamente com outras carreiras! Não vejo, nem percebo a razão de se queixarem porque têm de corrigir testes e têm de fazer planificações e outro tipo de tarefas, que são inerentes à profissão!! E muito menos percebo porque fazem uma greve contra um horário de trabalho de 40horas, que é aquilo que todos os outros funcionários fazem há já muito tempo!

    IMXE

  58. " Os prazos apertadíssimos para corrigir exames?" Essa é para rir… já que como um exemplo, numa determinada escola, uma determinada professora da disciplina de Matemática , demora Um Mês a corrigir os testes!!!!!
    Deixem-me rir, meus caros, deixem-me rir!

  59. Lutar pelo bem dos alunos?! Em que sentido??
    Este ano letivo, principalmente, os professores andaram a BRINCAR com os alunos!!! E pouco ou nada se incomodaram com o fato de os estarem a prejudicar !
    Bonito bonito… era os professores assumirem toda a falta de empenho que têm tido!
    E garanto-vos, SEI muito bem do que falo.

  60. Caro Ricardo,

    Este post, a meu ver, foi um tiro ao lado.

    Como diria a minha Avó: "Presunção e água benta cada um toma a que quer".

    Este post destila presunção!!

    Abr,
    Paulo

  61. Caríssimo,

    Porque será que todos se sentem legitimados para falar (com putativo conhecimento de causa) de questões intrínsecas de actividades profissionais que não conhecem por experiência própria. Cada profissão tem as suas especificidades. A comparação entre profissões é, muitas vezes, um absurdo.
    Em relação à docência, muito se diz, mas acreditem, não há como experimentar. Experimente!

  62. 2 testes por periodo , sim, é perfeitamente normal. Agora, 3 e 4 ?!?! Não me faça rir Srª Professora !!!!
    E acha mesmo que os meninos são coitadinhos pelo tanto que têm de estudar? Pois digo-lhe, eu acho mesmo que são. Sabe porquê? Porque a maioria dos professores não fazem o trabalho deles!
    E não me faça rir outra vez Srª Professora se pensa que está a tentar convencer alguém de que os professores são uns mártires…….
    Se tem assim tanto orgulho da sua profissão, honrea ao ajudar os alunos e não a atacá-los!!!!!!!
    “pimenta no cú dos outros é refresco” ah pois é, e é mesmo por aí que a Srª Professora se baseia, já que neste caso… a pimenta está no C* dos alunos!!!!!

  63. A mim o que me incomoda é ver que há professores a escrever "há x anos" sem o "h". Medo.

    Nota: A minha mãe é professora, adora o que faz, os alunos têm-lhe imenso carinho e admiração (e muitos são apoiados por ela fora da escola), e nunca a vi fazer noitadas…
    Isabel

  64. O dramalhal que vai para aqui… Gente, o homem não disse que os Professores não têm direitos! O homem nem sequer disse que não temos direito à greve! Simplesmente disse que não concorda que os Professores adiram a uma greve marcada para dia de exames nacionais que, só assim por acaso, já estavam marcados há SÉCULOS, e para os quais todos nós andámos a preparar os alunos durante o ano lectivo INTEIRO.
    Haja paciência!
    E antes que venham cá dizer que não percebo nada e que não sei do que estou a falar, e bla bla bla, ficam a saber que sou Professora, com muito gosto e orgulho. E que também me sinto revoltada com tudo o que se passa, com o facto de o Ministério nos pisar constantemente os calos e com o pouco reconhecimento que temos tido.
    Agora, não me venham com tretas: acham que é assim, a causar este tumulto no país inteiro, a passar por egoístas que só pensam no seu umbigo, que vamos conseguir ter o tão desejado reconhecimento?
    Quando os maquinistas do Metro fazem greve, o que é que V. Exas pensam imediatamente? "Estes cabrões tinham que fazer mais uma greve. E tinha que ser HOJE, que estou ATRASADA!". Também não se passam quando isto acontece? Então não sejam hipócritas, "faxavôr".
    Temos direito à greve? Temos sim senhor. Todo.
    Se a greve estivesse marcada para outra altura, eu própria seria a primeira a aderir.
    Agora, temos direito a prejudicar os nossos alunos, que são a razão de ser da nossa profissão? Isso, desculpem, mas não.
    E quem vier para aqui dizer que os alunos não ficam prejudicados e beca beca, então digo desde já que não é um verdadeiro Professor. Porque um verdadeiro Professor sabe que o que anda a fazer o ano inteiro, ele e os alunos, culmina aqui, nesta fase, nestes dias. Um verdadeiro Professor não diz que é indiferente para os alunos fazer exame hoje ou daqui a duas semanas. Tenho dito.

  65. Querida alima das cartas… Das 9h até às 16.30h parece-lhe muito??? Todos os dias trabalha a menos que os comuns mortais 1.30h, o que ao fim de uma semana dá quase 8h (ou seja a senhora sua mãe trabalha 4 dias por semana e eu trabalho 5.
    15 km para ir às reuniões de agrupamento quinzenais????? Eu faço toooodos os dias 35km para ir trabalhar, e 35km para voltar para casa e não me pagam deslocações… É a vida, as pessoas têm que se deslocar aos postos de trabalho, infelizmente estes não vão até elas.
    E só para finalizar… Se a senhora sua mãe e os injustiçados colegas pegarem nas 8h semanais que trabalham a menos que os OUTROS, ou melhor, nas 32h mensais que trabalham a menos, ou nas 1.30h diárias, e aproveitarem esse tempo para preparar aulas, corrigir testes, etc no posto de trabalho… Quando chegarem a casa (ao fim de 8h diárias) não têm TPCs.
    E já agora permita-me uma sugestão, nessas formações anuais, incluam uma de gestão de tempo!
    Só para finalizar… Os OUTROS também trabalham por objectivos!!
    Ana Gomes

  66. Aos 23 anos cheguei à madeira e aos 36 aqui me mantenho deixando bem longe as pessoas que mais amo…e porquê???Porque adoro dar aulas!
    Há muita coisa, que não me agrada no modelo de ensino, os colegas de profissão que não me entendam mal, mas greve em dia de exame de português de 12.º ano??? Não aderi! Não seria eu professora de português há tantos anos a encorajá-los ao longo de cada ano letivo para se aplicarem e na hora H abandoná-los. Não seria eu, não foi isso que me propus fazer da minha vida!

  67. Revejo-me muito neste post!
    Se é verdade que toda a gente tem direito à greve e que os professores têm sido desrespeitados e com condições de trabalho cada vez piores (como todas as outras profissões…), sempre pensei que, na hora da verdade, não fossem capaz de faltar aos exames!
    A verdade é que, se as condições são as mesmas ou piores, a disposição para fazer algumas coisas por "carolice" já não existe e os professores cada vez são profissionais menos dedicados…
    Não acredito que muitos dos professores excelentes e dedicados que eu tive fossem impossibilitar-me de fazer um exame, condicionando o meu futuro para fazer valer os seus direitos perante a política…
    E como não gosto de generalizar, acredito que foi por isso que muitos dos professores compareceram… e ainda bem que existem!

  68. Tens 19 anos e 0 de inteligência e perspicácia.Não és bruxa nem feiticeira, apenas uma menina rica sem vergonha na cara.

  69. Tendo os meus professores do secundário como bons amigos, e sendo aluna há mais de 15 anos, devo dizer que concordo com tudo.
    Talvez tenha tido a sorte de ter aulas com autênticos dinossauros, que para darem as aulas bastava saberem do tema que era preciso falar. Tudo o resto era de cabeça, a responder a dúvidas. Também tive o oposto. Tive uma professora tão má que sentia que estava numa (má) apresentação de trabalho de grupo em todas aulas, com ela lá à frente de folhinhas na mão a ler, literalmente, a aula. Por isso, tempo de preparação da aula pode ser muito ou pouco e a qualidade da aula não vem daí. E isso parte da gestão de tempo de cada um. Do mesmo modo que ao aluno não basta ir às aulas, tem de estudar.
    E depois lá vêm os testes. 1 ou 2 por período. Havia quem os entregasse no dia seguintes, ou na semana seguinte. Mas também recebi uns um mês e tal depois. Afecta assim tanto a vida familiar e blabla? Então vou contar uma história…
    É que hoje tive exame. Não foi de português, não.. Foi de psicologia diferencial. Que é uma disciplina com uns "meros" 250 alunos inscritos.. Duas professoras para corrigir o exame (e não podem repartir o trabalho), 2 semanas para o fazerem, sendo que metade do exame era uma pergunta de desenvolvimento, e a outra metade eram escolhas multiplas com resposta curta.
    Se 90 testes (considerando um número máximo de 3 turmas de 30 alunos) dão trabalho imaginem 250 testes! A vida pessoal destas professoras é inexistente, só pode. E no entanto têm investigações a decorrer, outros trabalhos para corrigir, filhos para cuidar, enfim!

    Eu percebo o lado dos professores, é chato trabalhar deslocado e aturar adolescentes com as hormonas aos saltos não é fácil. Mas trabalhar deslocado trabalham muitas classes trabalhadoras. É o futuro da minha geração. E não se trata de trabalhar noutra cidade ou região mas noutro país ou mesmo continente.
    Acho bem que manifestem o seu desagrado, mas tentem não prejudicar milhares de inocentes.

  70. professores em pé de guerra com o Arrumadinho! mas o arrumadinho tem razao… toda a razão…diz quem conhece a dificil e ocupadissima vida de professor! uma classe privilegiada nunca custou nada, ate ao momento em que o contribuinte deixou de poder pagar tanto privilegio a todas as classes que tinham direitos que os seus utentes que lhes pagam o salarios nao tem!! pensem nisso… 40h por semana desde sempr, no minimo! mobilidade?! n. se não é preciso cessa-se contrato! avaliacao?! desde sempre, de acordo com as regras em vigor sejam elas quais forem! baixos salários?! a serio que ja fizeram comparativos de médias salariais… poupem-me!!!

  71. Caríssimo, o texto apresenta, pelo menos, 3 ERROS factuais! Já que se identifica como jornalista, tente, se conseguir, pelo menos, apurar a verdade dos factos!

  72. Confesso que estava com alguma curiosidade sobre o que o Ricardo iria escrever sobre a greve ( sim calculei que fosse debitar uma posta de pescada). Já esperava que sua opinião fosse esta, agora tanta desinformação choca-me. Já que opina sobre a minha profissão, eu opino sobre a sua. O jornalismo, como se vê, está pelas ruas da amargura, aposto que estas informações vieram de fonte segura, como grande parte das notícias que se publicam. Olhe sabe que mais? Escreva sobre roupa, sobre corridas, olhe escreva sobre o que quiser… Mas sinceramente deveria ter continuado anónimo, ter assumido quem é e qual sua profissão, só lhe tira credibilidade, a si, à classe.

  73. Também acho que para jornalista que é não está muito bem informado da realidade da carga de trabalho dos professores hoje em dia… e concerteza que os professores que conhece já estão reformados porque se estivessem no ativo já tinha percebido que a realidade mudou muito nos últimos anos para os professores… e se calhar um dia passado numa escola a falar com os professores ia ajuda-lo a escrever um texto bastante interessante para uma das suas futuras reportagens 🙂 Elucidava-o a si e a muitos dos que tivessem oportunidade de o ler e que ainda acham que a vida dos professores é "pêra-doce"

  74. Não se pode dizer estas coisas dos senhores professores… Ficam mesmo muito zangados quando se diz que eles apenas trabalham 25 horas ou deveriam trabalhar mais ou menos… Dos comentários acima já vimos de tudo! E um médico? Quantas horas trabalha um médico? E um Engenheiro? Quantas horas trabalha um engenheiro? E quantas horas trabalha um um advogado ou um gestor no sector privado? Na maioria das vezes sem ganhar horas extraordinárias… E muitas vezes a milhares de km de casa e das famílias?! Coitadinhos dos professores!

  75. Eu acho, muito sinceramente, que os professores acham se uma classe social diferente, superior.

    Só porque sao professores, nao podem estar no desemprego, trabalham horas demais, sao mal pagos, entre outras situações…

    Eu nao sou professora, mas também sou licenciada, entro as 9h da manha e saio, todos os dias as 8h30 da noite, porque preciso desse tempo para terminar o meu trabalho… Trabalho essas horas seguidas e ao fim de semana se necessário.

    Ja estive desempregada, a trabalhar numa loja, mesmo sendo licenciada, como milhares de Portugueses.

    Acho que toda a gente tem direito a greve, mas também acho que, voces, como professores, que dizem que estão a lutar pelos direitos dos alunos, fazerem uma greve num dos dias mais importantes da vida académica de um aluno, um desrespeito pela educação e pelo direito á educação!
    Um desrespeito pelos alunos, que, nao chegando o stress dos exames, ainda levam com esta incerteza toda!

    Queridos professores, se trabalham muito, e vos pagam pouco, encontram se em pé de igualdade com milhares de portugueses!

  76. Aí arrumadinho, desculpe mas para jornalista, o senhor está muito mal informado. Para a próxima faça uma pesquisa, antes de postar. Só lhe ficava bem

  77. Sou filha de professora e a minha mãe nao tem tempo para mim , what about that?
    Sabe quantas vezes apanhei a minha mãe a chorar de dores a frente do computador? Sabe as depressões? Sabe? Nao sabe, entao nao opine. A minha infância foi infeliz , poucos eram os dias em que via a minha mãe 5 m de manha pois so regressava depois das 9h ( em criança deitava-me as 9 sim ). Opa simplesmente nao falem do que nao sabem.

  78. Se os professores se queixam tanto de trabalhar até tarde e fazer "mil e uma hora", por favor explique-me como arranjam tempo para dar explicações?

    A minha namorada é professora de Física e Química, já esteve por 2 vezes deslocada na Madeira, no continente a mais de 100 kms de casa e com horário reduzido (pagava para trabalhar) e eu discoro dos vossos protestos.

    Eu trabalhei 3 anos para o estado a recibo verde, recebia 11 meses, descontava segurança social do mísero vencimento, e abri a pestana e saltei fora!

    Arranjem coragem, trabalhem no privado como eu e muitos, colegas com licenciatura, mestrados a ganhar 700€, faltem ou façam greve, sejam preguiçosos e vão ver, DESPEDIDOS!

    Eu trabalhava numas instalações, o meu departamento de 10 pessoas mudou todo para outras instalações a 15 kms e pensam que nos subiram o vencimento? ACORDEM!!!

    Eu trabalho no privado, com horário de 40 horas semanais de lei, e sabem quantas faço a mais, sem horas extra nem palmadas nas costas? Sábados ou domingos como foi o caso de ontem das 19h às 2 e meia da manhã para ter Reports prontos? O privado não é a brincadeira do publico!!!

    Com isto não quer dizer que não haja os bons e maus profissionais, os com verdadeira razão e aqueles que hoje ficaram no Algarve ou na Costa da Caparica mais um dia de "fim-de-semana", em todos os sectores, departamentos há os bons e os medíocres!!!

    Ser professor hoje é diferente, pois é! Hoje são aos magotes, cada vez mais novos e muitos ainda tremem como varas à frente dos alunos, não são nem de perto nem de longe a minha professora primária a D. Margarida, nem o meu professor de matemática do 2 ciclo o professor Lomba, esses sim impunham respeito e eram respeitados sem autoritarismo e greves, eram como pais!

  79. ahahahahahah mais uma vez a história que o governo atirou ao povo e que, quem ignora o que se está a passar, rapidamente aceitou: coitadinhos dos alunos que tiveram de levar com a greve! Valha-me Deus! Já não se pode ouvir esta estupidez.

    Por outro lado fala de coisas e não faz a mínima ideia do que está a falar. Um erro, frequente, de muitos jornalistas é o de opinarem sobre coisas que desconhecem completamente. Com muitos dados errados.

    Então o trabalho que os professores levam para casa é só corrigir testes e preparar aulas? ah ah ah ah ah informe-se primeiro e depois debite sobre o assunto.

  80. Não 🙂 a greve é mesmo boa num dia de exame nacional. Alias, porque fazer num dia de aulas normal? Bom bom é fazer num dia de exame e deixar 20mil alunos sem possibilidade de fazer exame.

  81. Apoiadíssimo, Arrumadinho! Enquanto o Mário Nogueira estiver à frente, não há credibilidade possível. Não sei como é possível os professores tolerarem aquele homem que luta pela sua agenda política e não pelos professores. Só de me lembrar de uma das maiores manifestações de todos os tempos porque, horror dos horrores, os professores iam ser avaliados… G.

  82. "Experimenta ser um professor de História do secundário…cada teste com mais ou menos 8 perguntas e cada uma delas ocupar em média uma/duas páginas A4" ?! a minha irmã teve história no secundário e não ocupava 1/2 páginas A4 (e sim, sei que se refere a página e não folha) para uma ou duas perguntas! que exagero!

  83. POderia dizer muito! Mas vou apenas dizer que se esqueceu dos professores do primeiro ciclo que têm que preparar 5 horas de aulas diarias para uma turma ( que até pode ter mais que um ano de escolaridade) com alunos de tenra idade e poucos autonomos, aos quais se deve atender à sua individualidade e ritmo de trabalho , mas que afinal tem que convergir num programa comum, ou seja planificar 5 horas pode significar planificar bem mais, dado o trabalho diferenciado para alguns alunos! Ah! Sabia que os alunos não podem ser retidos no 1º ano? e isso elva a que muitas vezes a maioria dsa turma de 2º acabam por ter os dois anos de escolaridade! Faça agora melhor as contas às horas que são pagas!

    * Só mais uma coisa: Não digo que esta data fosse de todo a melhor… mas muitas vezes para realmente alertar há que escandalizar! sabe bem disso.

  84. "Confesso que preparar aulas dá realmente trabalho nos primeiros anos, mas os conteúdos não mudam assim tanto de um ano para o ano!"
    haja alguém sábio! Obrigada caro anónimo!

  85. Bem dito!
    Isto dos professores já se fala há alguns anos! Aliás, nem percebo como é que o governo não obriga à diminuição de vagas (já nem digo fecho pois é mais complicado) nestes tipos de cursos (enfermagem, fisioterapia e afins podem juntar-se, mas isso fica para outra altura…)!

  86. "E a deslocação para a escola ninguém a paga. Assim como a deslocação para o Agrupamento que fica a 15km da escola onde a minha mãe trabalha… "
    » não se preocupe que não são só os professores nesta situação! Por isso não iremos pô-los no 1º lugar do pódio dos pobres coitados, quando a maior parte das pessoas também não recebe!

    "Para não falar nas acções de formação que ela tem que tirar se não me engano anualmente do bolso dela quando o agrupamento não as dá gratuitas."
    » idem! há muitos profissionais que têm de se atualizar (nomeadamente os da área da saúde) e as formações também não saem do bolso do estado!

  87. pelo menos tem a sorte de ter dias com 27 horas: "Não trabalho dez nem quinze horas por dia mas sim 25 fora as que dou de apoio ao estudo que são mais duas"!

    Agora falando a sério, realmente turmas em níveis diferentes são situações complicadas, que se tornam ainda mais difíceis quando há alunos estrangeiros que não falem a língua e quando há crianças com NEE. Nestes casos, acho que SIM, o governo TÊM de intervir mais, colocar um professor do ensino especial e, muitas vezes, outros profissionais (como sendo o terapeuta ocupacional). As crianças com NEE poderiam atingir todo o seu potencial se fossem devidamente acompanhadas desde pequenas, em vez de ignoradas e tratadas como incapazes. Se isso acontecesse podia estar a gastar-se com elas em crianças, mas no futuro muitas delas seriam adultos produtivos e, como tal, o estado não teria de estar anos a 'sustentá-los'. Portanto, professores, sei que têm razões de queixa, mas sejam modestos pois não têm a razão toda convosco. E acreditem, há muitas mais profissões que implica trazer trabalhos para casa!

  88. Sr Arrumadinho…para alguém que é jornalista há 20 anos ainda não percebeu que a função do jornalista é reportar notícias e ser isento?
    É verdade que também há jornalismo de opinião… mas isso é só para pessoas que estão bem informadas sobre todos os aspectos dos assuntos sobre os quais emitem opinião. Parece-me que este não é o seu caso!
    ainda não percebeu o que é fazer o trabalho de casa? Informe-se… instrua-se e depois talvez a sua opinião possa ser considerada

  89. Tenho 22h letivas, mais 3h de estabelecimento = 25 horas semanais (no mínimo, não estou a contar com as reuniões) na escola, 8 turmas (=157 alunos), 4 níveis – 24 anos de serviço (3º Ciclo – Ensino Secundário).

  90. Além de terem as horas semanais em que não estão a dar aulas (nas quais podem corrigir testes e/ou preparar aulas), vejamos: têm assim tantas aulas para preparar?! É que, se têm, não percebo! Afinal de contas, o programa não é sempre o mesmo?! Tem pequenas alterações? Certo, mas, de uma forma geral, é o mesmo. Até os manuais são os mesmos por, se não me engano, 3 anos. Portanto, qual é a dificuldade? Há atrasos nas matérias? Por vezes sim, mas a programação de uma aula não muda drasticamente por causa disso. E bem sabemos que os professores nunca atrasam assim tanto, dão a matéria a correr, às vezes, para poderem acabar o programa a tempo dos exames, testes intermédios e afins…

    Há 4 anos estava eu a terminar o 12º, ansiosa com as candidaturas à faculdade e não queria, de todo, estar na pele destes colegas! Senão vamos ver:
    » os que fizeram exame não vão querer repetir (dobro do trabalho)
    » a ser obrigados a repetir, se tiverem nota pior, nunca vão aceitar bem isso
    » os que não fizeram exame nunca poderão fazer o mesmo exame por causa do copianço e das injustiças:
    » se a média geral do 2º exame for mais baixa que a do 1º, os que agora fizeram exame vão ter mais facilidades no acesso ao ensino superior. isso VAI gerar confusão (e vice-versa)! Afinal, não é intenção dos exames dar uma oportunidade de igualdade a todos os alunos?!

    sinceramente não sei como se vai solucionar este problema, mas tenho mesmo muita pena dos alunos que estão a fazer o ensino secundário (não só 12º mas também 11º já que as médias dos exames deste ano também conta!). Foram apanhados no meio de um jogo de interesses…e é triste!

    Tenho uma prima professora, por isso não pensem que não percebo os problemas mas, lá está, menos alunos, mais professores…está a acontecer o que seria de esperar. Também não concordo com a história do horário zero, acho que é uma estupidez!.. (opiniões, eu sei)

    Outra coisa que me indigna é: tanto professor no desemprego e há maus professores nas escolas…o problema? Vários, um deles a avaliação entre colegas. Deveria haver uma entidade independente e não colega a avaliar colega! (penso que ainda é assim que se faz, pelo menos no meu secundário foi!!)

  91. Não é só a educação que vai mal.O problema não são só as condições de vida dos professores.O problema é a decadente qualidade de vida de todos e cada um de nós.
    Os alunos não puderam hoje fazer o exame de português?Qual é o problema, 43% dos alunos que termina este ano o secundário não planeia sequer ir para a universidade,uns porque não querem,uma fatia cada vez maior porque não tem possibilidades de o fazer.Alguns dos que concorrerão à universidade não irão sequer chegar a pôr lá um pé,pois não terão direito a bolsa nem conseguirão arranjar um emprego que lhes pague as propinas.Dos que conseguirão entrar na universidade,muitos deles irão acabar o curso e ficarão desempregados.Dos que não ficarão desempregados,muitos deles irão trabalhar fora da sua área de estudos,em empregos mal precários e mal remunerados.Os que se safarão melhor na vida provavelmente serão os que terão a coragem de deixar tudo para trás e emigrar.
    Todos os portugueses,de um modo geral,estão mal,e muito poucos têm perspectivas de conseguir ter uma vida decente em Portugal.A função pública,apesar de ser saco de pancada,é também a única que consegue exercer um direito que de universal tem só o nome:o direito à greve(sim,que greve no privado toda a gente sabe ser impossível).E por mais que chateiem as greves dos professores, as greves da CP,as greves da Carris,elas são precisas e necessárias,porque o povo não parece ter muitas outras maneiras de pressionar o Governo e sinalizar descontentamento senão estas duas: a greve e as manifestações.
    É por tudo isto que estou 100% do lado dos professores,dos maquinistas,dos estivadores,dos bombeiros…pela luta não pelos direitos de uma classe,mas pelos direitos de um povo.

  92. Antes de mais, começo por dizer que respeito os Professores, e acredito no direito à greve, mas também ao de igualdade. Contudo dizerem que a greve foi feita a pensar nos alunos é uma grande mentira. Esta greve foi feita a pensar apenas nos Professores, uma das classes trabalhadoras mais beneficiadas de sempre: férias de Natal, Carnaval, Páscoa e de Verão assegurados, fins-de-semana, feriados. sabem quantos colegas vossos de outras áreas, davam para ter isso. Se vão os outros, provavelmente, passar a trabalhar 40 horas, porque não será tal medida aplicada a toda a sociedade. Onde é que está o direito à igualdade? Já sei, e os argumentos, são sempre os mesmos, que os Professores têm isto e aquilo para fazer: testes para corrigir, reuniões, etc. Compreendo claro, que é difícil, conciliar uma vida profissional com uma vida familiar, que, apesar de sairmos do nosso local de trabalho, este não desaparece, porém, tal acontece com outras classes, e não deixa de ser difícil para eles, também.
    E os alunos, onde ficam os alunos?! Os exames estavam marcados há muito tempo, e a decisão de marcarem a greve no dia da realização de um importante Exame Nacional (não é nenhuma brincadeira, é um exame nacional) não foi aleatória. Sabem a importância que este exame tem na vida de um aluno que pretende ingressar na Universidade? Se uma pessoa já está nervosa pela realização do mesmo, mais estará, caso não saiba se este se vai realizar.
    E agora, estarem a iludir os alunos de que a culpa é do governo?!Discordo. Sim, a governação não tem sido a melhor, sim as medidas de austeridade são devastadoras (ainda mais para quem vai começar uma vida agora, como por exemplo: os alunos de 12ºano), e sim estamos em CRISE, mas os Professores estão a fazer deles próprios as vítimas, ao dizer que a culpa da greve se realizar no mesmo dia do exame é culpa do governo, que não quis mudar a data. O exame está marcado há imenso tempo, volto a referir, porque haveriam de ser eles a ceder e não os Professores.
    Acreditem que os únicos prejudicados foram os alunos.

  93. Para sua informação "ser professor" não passa apenas por "elaborar testes". Existem professores com vários níveis de ensino (eu, por exemplo tenho 3) e que ,além dos testes, preparam aulas, elaboram e corrigem fichas, pesquisam informação atualizada para ensinar aos seus alunos!! Trabalhamos muito mais que as 40 horas, e sim, até podíamos trabalhar mais 2 ou 3 em casa, se as escolas nos dessem condições para trabalharmos as outras "15 ou 20"(???!!)num gabinete com todo o material que temos em casa (manuais, livros científicos, scanner, folhas, tinteiros …) Agora, junte a isso, o tempo que muitos professores perdem na deslocação escola-casa (sim, porque alguns estão deslocados mais de 100 Km). Para que se inteire do que é "ser professor" convido-o a vir passar um dia à minha escola para que, depois de estar perante a realidade da escola pública, possa fazer um comentário decente sobre esta profissão, da qual muito me orgulho!!!!
    Mas deixe-me adivinhar…o seu filho está numa escola privada… e o que vai nascer (a quem desejo muitas felicidades) também vai para uma!! Pois, aí o cenário é outro…

  94. acho piada a este tipo de comentários. se estivesse informada saberia que "o arrumadinho" é pai, e não precisava de usar essa ultima frase que já está tão batidinha…

  95. exactamente, é isto que penso.
    Há por aí muito trolha a trabalhar e basta exigir um capacete de segurança(que é obrigatório, mas em muitos sitios nem vê-lo) e já é convidado a sair, imaginem fazer greve. E quando chega a hora da mobilidade é: ou vais pra espanha ou pra alemanha ou vais embora! Se o privado fizesse greves como fazem os funcionários públicos tava tudo despedido que era um instantinho, não faltam patrões que fazem questão de dizer que anda muita gente á procura de trabalho. O pior é que a maioria das pessoas não entende que organizações como a CGTP apenas têem interesses politicos, estão-se a marimbar para o verdadeiro sentido da greve…
    ana

  96. Cara Sandra, se fosse pelos seus alunos saberia que a não realização de um exame não os irá prejudicar mas sim incentivar a que também ponham a mão na consciência social para reflectirem problemas que fazem parte da actualidade.
    Não marcaram outro? Nunca fez greve enquanto aluna? Era pelos seus professores nessa altura e decidiu abdicar dessa greve só por isso?

  97. Subscrevo totalmente as palavras desta senhora. Aconselho-o a fazer algum trabalho de campo, (tentar) acompanhar-nos e então redigir novo texto sob uma outra "luz".

  98. Acompanho o seu blog há algum tempo, mas como leitora e professora, sinto-me desiludida por ter lido aquilo que li. É, no entanto, importante analisar estas opiniões, pois eu acho que o que o Governo está a fazer aos professores deste país é apenas o reflexo do que a sociedade transmite, do que pessoas como o autor deste texto, que não sabem minimamente o que é a vida de um professor contratado que tem uma vida organizada (ainda que andando com a casa às costas) e de um momento para o outro é expulso do seu local de trabalho para não mais voltar. Pessoas que não sabem o que é ser apaixonado por aquilo que se faz e não conseguir fazer isso nunca mais, por culpa de um Estado, de um país em crise, de um país que em vez de apoiar a Educação apenas a manda mais para baixo… A todos os meus colegas que fizeram greve, quero apenas agradecer o que fizeram por todos nós hoje. Quanto aos alunos que ficaram sem exame, certamente os mais conscientes estão do nosso lado pois um dos valores que tentamos passar todos os dias é que lutem pelo que acreditem e por uma sociedade mais justa.

  99. O que está na realidade em causa é a destruição do Ensino Público em Portugal. Não são apenas os professores que irão sentir de perto mais trabalho, mais pressão, mais burocracia… São também os alunos pois um professor com mais horas letivas vai obviamente ter mais alunos, mais testes, mais planificações, mais objetivos, mais avaliações, mais indisciplina, mais tudo e os alunos serão as primeiras vitimas destas mudanças, dado o decréscimo da qualidade de ensino. Senão reparem: o que foi válido até agora em que se considerava que com a idade era impensável o professor continuar a leccionar o mesmo número de turmas, agora já é válido e até com maior número de turmas e de alunos por turma. E tudo ao molhe e fé em Deus ou no Ministério da educação que assim acha que vai dar uma educação de qualidade aos jovens e formação de cidadania. Para quê tanta hipocrisia? Os senhores políticos de renome e estatuto social acima da média dos portugueses não colocam os seus filhos e/ou netos no Ensino Público mas sim no privado onde a greve nem se fez sentir. Quando se ataca assim a estrutura da sociedade que mais se poderá salientar a não ser aceitar que temos uma sociedade doente, que não vê que a cura de todos os males infligidos e negligenciados pelos adultos poderia ser revertida se apostássemos na Educação dos Jovens em Portugal. E muito haveria ainda por dizer mas retiro-me deste debate dizendo "Deixem os professores ser professores… não os queiram transformar em babysister, ou fantoches a toque de uma opção governamental em tempo de crise. Os jovens assim como os professores merecem o respeito da nossa sociedade. Eles são o futuro, a solução da crise e os anos vindouros que hão-de vir.

  100. Sou tua leitora assídua mas nunca comentei… Hoje é o dia… Tal como tu, sou filha de professores, mas antes disso, enquanto foram novos foram para Moçambique, dividiam uma refeição por dois, quando voltaram concorreram para professores, cada um tinham mais que um emprego, também eles durante anos andaram a saltitar de escola em escola, uns anos mais perto, outros mais longe até que conseguiram efectivar perto de casa… Toda a vida lá em casa houve livros, testes, folhas, canetas por todo o lado a toda a hora. Sempre vi muito trabalho, a maioria das vezes feito com gosto e raras foram as vezes que os ouvi queixar… Ser um BOM professor dá trabalho, implica muitas horas! Agora os meus pais já não são novos, estão velhos e cansados… Têm a sua carreira congelada, subsídios cortados… estão cansados de tudo… Hoje fizeram greve. Não tenho pena dos alunos, nem dos pais dos alunos, a greve é um direito que também assiste aos professores… Se tivesse sido feita num dia de aulas ninguém ligava nenhuma, e os alunos ainda davam pulos de contentes. Assim fizeram-se ouvir. E se pensarmos bem então todas as greves são egoístas, afinal de contas há sempre alguém que sai prejudicado. A diferença é que há profissões e profissões, e algumas delas são indispensáveis… Os professores têm o futuro de um país na mão mas com toda a certeza que os alunos de hoje não deixarão de ser médicos ou engenheiros só porque não fizeram exame de português hoje…
    Eu também sou professora, do ensino particular, sinto que sou explorada ao máximo e se me queixar muito vou dar uma curva que para o meu lugar à mil em lista de espera, mas se me perguntares se gosto do que faço, gosto e muito. Mas não gosto nada de ver os meus pais tristes… Por isso têm todo o meu apoio para fazer greves e manifestações…

  101. Só lhe peço uma coisa, não fale daquilo que não sabe efectivamente. Não é professor, não está lá dentro. Por favor, não fale daquilo que não sabe. Dê a sua opinião, mas não faça afirmações infundadas. Como bom jornalista que é, nem sequer o devia fazer. Muito menos afirmações baseadas em politiquices. Para quem se diz tão imparcial, cada vez menos o consegue ser.
    Cumprimentos

  102. Não conheço a fundo as motivações dos professores. Sou, como a maioria dos portugueses, espectadora destes combates anuais entre a classe, totalmente dominada por sindicatos afectos a partidos políticos, e os sucessivos governos (de direita ou de esquerda). Em minha opinião, as sucessivas reformas do ensino público têm contribuído em muito para descredibilizar o sistema de ensino, os alunos que o frequentam e, principalmente, os professores (assistimos quase diariamente a pais que invadem escolas, agridem professores). Frequentei sempre a escola pública e guardo delas as melhores recordações. Consigo ainda visualizar perfeitamente a minha professora primária, e sei o nome de quase todos os colegas que posam, comigo, nas fotografias de final de ano. A opinião que tenho formada é a de que hoje os professores dão aulas a alunos que não se esforçam nem metade daquilo que a mim, filha da geração de 70, me foi exigido(é uma generalização perigosa, bem sei). Recordo, no entanto, que o que me foi exigido durante as décadas de 80 e 90, foi-o igualmente aos meus colegas de turma, aos 20 e tal ou trinta que compunham cada turma que frequentei. Por isso, o argumento de que as turmas são enormes, com 20 ou 30 alunos ao invés dos 15 (?), não colhe em mim qualquer fruto. Sou funcionária pública, atrevo-me a dizer que de uma área que, tal como a docência, é fundamental para a garantia do Estado. Nunca tive direito ao pagamento de qualquer hora extraordinária, e deus sabe que as fiz/faço sempre que necessário. Cheguei a trabalhar 30 horas seguidas, e repito, sem nunca me ser paga uma hora extraordinária. Querem aumentar-me o horário para as 40 horas de trabalho? Boa, pode ser que seja desta que consiga reduzir o tempo que passo a trabalhar! É mau, é chato, mói o corpo e a alma, mas é a minha profissão, e quando fui na mesma nomeada já sabia ao que ia, e jurei fazê-lo da melhor maneira que pudesse, soubesse, conseguisse. Quando terminei a faculdade e o estágio (não remunerado), não me sindicalizei imediatamente, não fui para a rua gritar porque não tinha emprego, como o fazem os recém licenciados na área da docência. Fiz pela vida, mudei de área, procurei alternativas. Bem sei que as alternativas são hoje escassas, mas bolas, se é tão mau assim, para quê insistir?

  103. Não li os comentários todos… Aliás li o primeiro; não sei a opinião de todos, mas sei a minha…
    Sou aluna de secundário e felizmente esta greve não afeita os meus exames. Sei que não devia abrir a boca mas acho que tenho o direito de falar, primeiro porque se esta greve se prolongasse por mais um dia que fosse afetava-me – não sou das primeiras da lista (muito pelo contrário) logo a falta de professores ira-me afetar – e porque graças à greve às avaliações não sei a minha nota de exame (e neste caso a autoavaliações não contam porque entre elas e a pauta final está um conselho de turma). Pode não me afetar diretamente mas dezenas de pessoas minhas conhecidas não fizeram exame de Português e têm o de Biologia e Geologia amanhã – melhorias –, ou seja, perderam tempo a estudar para o exame de se vai realizar a 2 de Julho. E sim, numa altura desta, estudar para um exame em Julho é perda de tempo.
    Eu, contrariamente ao que aparece na televisão, acho que a maioria dos alunos estava contra o que aconteceu hoje. Uma boa parte de nós estuda com antecedência e levar um empurrão destes abala, leva-nos a perder a vontade e a força para estudar.
    Digam o que disserem os mais afetados nesta greve fomos nós; os professores ficam sem um dia no ordenado, tem um prazo mais apertado para corrigir exames, o ministério tem mais politiquices a cumprir devido à segunda parte da primeira fase do exame, mas os prejudicados foram os alunos que foram incomodados a fazer exame e aqueles que vão fazer um exame diferente… Por muito que digam que a dificuldade é a mesma, que os exames estão feitos de acordo com o mesmo tipo de perguntas a verdade é que entre a primeira e a segunda fase há sempre diferenças, exames mais fáceis ou mais difíceis…
    Todos têm direito à greve, todos a devem exercer… Aliás foi para isso que se lutou em 1974, mas os sindicados podiam perfeitamente marcar esta greve para outro dia…
    O presidente do sindicato não sabe o que um aluno trabalha durante os anos de escola para isto, não sabe o que esta coisa do ‘há greve, não há greve’ afeta os nervos dos alunos… Todos podem e devem fazer greve para se manifestarem, mas os professores fazerem o que fizeram sem olhar a quem está com eles todos os santos dias… Sabendo o que nos esforçamos para chegar aqui… Simplesmente, acho que para eles não passamos de um número, um obstáculo até à folha de pagamento. Se não é assim, é isso que hoje mostraram.
    E ataquem à vontade…

  104. Vários pontos:
    – Não percebo como é que os professores têm tanto trabalho e afinal têm tanto tempo para vir aqui comentar… Será que é porque o ano letivo já acabou e estão de férias? Que crime, dizer que os professores estão de férias quando acaba o ano letivo, têm tanto trabalho com as avaliações, os exames, as matrículas, os horários, etc. etc… Então vão lá trabalhar e deixem a net!
    – Há muitos profissionais que não são Professores e que TODOS os dias trazem trabalho para casa e não é bem até à meia-noite. Eu sou casada com um deles e ninguém lhe paga estas horas de trabalho (e não, não chega às 19h!)
    – Os professores que se queixam que têm que corrigir testes, preparar aulas, ter reuniões, etc. etc. devem-se ter enganado na profissão, pois isso não mudou desde há 20 ou 30 anos atrás!
    – Os professores do ensino privado também têm que fazer essas avaliações, preparações e reuniões e não os vi a fazer greve, por isso não justifiquem a greve com essas tretas.
    – O que os professores se queixam é que antigamente tinham tempo livre para dar explicações ou fazer uma perninha noutra qualquer atividade extra e usufruir um rendimento extra e agora afinal não podem! (como os restantes trabalhadores que têm um horário completo de 35 ou 40 horas)
    – Então e afinal o que é que conseguiram com a inadiável greve?

    Posto isto, também gostaria de dizer que não me parece drama nenhum que haja outra oportunidade de exame para daqui a 2 semanas. Muitas vezes há exames de 1ª e 2ª época e a equidade deve ser acautelada, esta é só mais uma situação.

    Agora, o que eu gostaria de saber é o que é que vai acontecer nos exames de Matemática do 6º e 9º ano, a 27 de junho, dia de Greve Geral e que ainda ninguém falou, parece que andam todos esquecidos.

  105. Concordo totalmente com o que escreveu.
    fazer greve em dia de exame nacional é um absurdo.
    Os professores têm alguma razão e devem sim manifestar-se, é um direito que lhes assiste!
    Mas também o ensino é um direito, e os professores ao manifestarem-se neste dia estão a prejudicar os alunos. É uma falta de respeito para com os alunos.
    Enfim, quem vai levar com as consequências de tudo isto são os alunos! Injustiça.
    Carolina

  106. Já fui aluna e, hoje em dia, professora e Concordo plenamente com O Arrumadinho! Há tantos outros profissionais que levam trabalho para casa todos os dias, que ganham muito menos que os professores e que não fazem greve…

  107. Caro arrumadinho,
    Estou a estudar para ser professora e concordo que a greve foi realizada num dia inapropriado. Penso que em nenhuma circunstância uma pessoa deve reivindicar melhorias para si próprio se isso significar prejudicar o outro. Porém, penso que não devia considerar que o trabalho de um professor é tão simples como diz. Um professor nunca tem apenas uma turma, nem dá apenas um teste por semestre (no mínimo 2 testes, quando não são três), ou seja, não considero verdadeira a sua afirmação "a cada três meses, havia quinze dias, no máximo, de trabalho mais intenso.".
    Por outro lado, é notório que cada vez mais os alunos são mal-educados e desinteressados pela escola, ou seja, por muito que o professor não planifique por escrito todas as aulas a dar existe sempre pelo menos um processo mental e de escolha de materiais a serem escolhidos, não esquecendo que um professor dá por dia mais do que uma aula. Para além disto, cada vez mais um professor tem de fazer o esforço de criar aulas motivadoras e diferentes para motivar os alunos. Par além disto, existem sempre a reuniões a que os professores têm de comparecer.
    De não esquecer também que um professor é um profissional que passa o dia inteiro a lidar com o constante barulho próprio de uma escola, que tem de esforçar muito o cérebro pois só assim é possível dar uma aula e ainda por cima levar com a má educação constante dos alunos de uma escola atual.
    Com isto não estou a afirmar que TODOS os alunos são mal-educados, existem como em todo o lado exceções, mas se não existissem os mal-educados e desinteressados a educação portuguesa não estaria como está.
    Sei que provavelmente nem todas as pessoas vão concordar e que talvez o próprio arrumadinho não vai ler, mas apenas quis escrever pois considero que neste caso falou sem ter totalmente consciência do que estava a dizer.
    Daniela

  108. Espero bem que o anónimo das 19:05 seja o primeiro na lista para a dispensa, pois não precisamos de professores que não saibam escrever português, seja qual for a disciplina!!!! (Nota: escreve-se "há dez anos para cá")

  109. Gostaria, honestamente, de ver todos estes professores que se queixam a descalçarem os seus sapatos um pouco apertados e experimentarem viver como um trabalhador da construcção civil que faz duas horas de viagem para cada lado (porque simplesmente esse é o sector mais prejudicado por toda a crise e tem que se sujeitar a isso se quer trabalhar), que passa o dia ao frio, ao vento ou ao sol, durante 9horas por dia num trabalho realmente duro fisicamente, com um chefe a exigir prazos a cada hora e a ameaça de ser substituído ao mínimo deslize sempre a pairar para trazer para casa uma MÉDIA de 800euros mensais.

    Mas um professor é de alta importância socialmente e deve ser reconhecido, dizem eles. Claro que sim, digo eu.

    E o vulgo trolha? …passamos todos a viver em casas na árvore mas estupidamente cultos e temos a sociedade perfeita?

    Há tempo para tudo e este tempo deveria ser, sobretudo, para olhar para o lado.

  110. Ainda bem para si que gosta de ser maltratado e explorado por ter escolhido a profissão de que gosta e que assim deve ser mais competente! Felizmente há quem sonhe e lute por não ser carrasco de uma profissão que quer desempenhar de forma competente!

  111. Realmente só os professores é que ficam para além das horas a trabalhar? Pois parece que não! A verdade é que tinham um tapete vermelho nos pés onde faziam o que queriam e quando apetecia e tiraram-vos, agora querem-lo de volta. Ainda têm muito para aprender (senhores professores), quando lutarem lutem sem prejudicar ninguém e com palavras que se diga sim, têm razão!

  112. Com a publicação deste texto ficou bem claro que o seu autor:
    Quiz dar a conhecer a sua "corrente" partidária.
    Desconhece a real situação que "reina" no ensino em Portugal.
    Não é um precário (ainda bem para ele).
    Não aceita os dirigentes sindicais, esses malandros!!(principalmente se forem da CGTP).
    Concorda com as greves, mas só se estas não incomodarem ninguém. E esta greve (pasme-se) até prejudicou os filhos de muitos professores.
    Enfim, haja alguém satisfeito com o actual poder político.
    E que o assuma.
    E que o escreva.
    É assim que deve ser.
    Afinal vivemos em Democracia.
    Por enquanto ?

  113. Tenho um respeito enorme pelos professores, pelo que ensinam (apesar de agora o acesso à informação estar a um clic) mas essencialmente pelo que transmitem enquanto pessoas! Nenhum computador, por mais e melhor informação que dê pode chegar "aos pés" das relações interpessoais tão frutíferas entre professor e alunos. A escola de há 20 ou 30 anos não é a mesma!!!!!!!!!!!! Basta ver a legislação!! Ou será que há 20 anos tínhamos de fazer planos de acompanhamento, tínhamos de elaborar relatórios por tudo e por nada, tínhamos de fazer projetos de turma, etc…… Os professores não se importam de fazer, se está na lei…. Agora, dar cada vez mais trabalho e reduzir ordenado e aumentar horas! Não há motivação que aguenta, até para o melhor professor do mundo que trabalha com o coração!
    E os diretores de turma que são "a menina dos olhos" de uma escola? Têm uma hora marcada no seu horário para receber os pais mas não se importam de receber noutra hora qualquer (não vá o patrão do EE despedi-lo só por ter de ir à escola falar e saber da conduta do seu filho!) Sem falar nos telefonemas em que o diretor de turma está sempre pronto a atender e a realizar do seu próprio telemóvel para que a informação chegue mais rapidamente aos EE (sim, porque há escolas que devido à "crise", já nem telefone e fax têm! Mas se o diretor de turma não informa o EE é julgado porque não está a cumprir com os seus deveres constantes em legislação! É que nem sempre os alunos são portadores da caderneta do aluno!). E quando o professor transforma-se em psicólogo (um louvor para os psicólogos que trabalham nas escolas) e houve os alunos no final da aula (no seu intervalo!) e tenta-os reconfortar com palavras e testemunhos de alento para com as problemáticas familiares em que está inserido! Isto é tudo muito bonito, está na moda falar mal dos professores e tenho pena que tenhamos chegado a este ponto. Venho, ainda, de uma geração em que o professor era respeitado. Sim…SOU PROFESSORA! Nem sabem as vezes em que já fechei os olhos a alguma má educação na sala de aula e em vez de marcar falta disciplinar, preferi respirar fundo e então, no final da aula, conversar com o aluno e tentar perceber a sua revolta e aí vejo que aquele miudo não pode dar mais que aquilo que recebe, pois a educação vem de casa, não? Não não faço testes de 3 em 3 meses, cada vez mais os professores têm de diversificar os métodos de avaliação. Fazemos testes, questões aulas, relatórios, atividades de compensação para alunos com mais dificuldades, etc, etc….(é que a lista não acaba!) Sim !!!! Fico muita vezes após as 10 da noite a trabalhar! Porque tenho uma família! Porque não fecho a porta do meu escritório e venho para casa refastelada! Tenho, como muitos outros, brio profissional e tentar fazer melhor, dá trabalho e tira tempo! É preciso ser artista! Pois o perfil de cada turma é diferente, as estratégias são diferentes!
    Ser professor é fazer parte de uma sociedade e trabalhar numa microssociedade. Se precisar de material para o meu trabalho preciso de comprar com o meu dinheiro, mas há trabalhos em que a entidade empregadora fornece o material necessário. Ainda um dia destes, um aluno faltou a um teste e não apresentou justificação para tal. Quando vim a saber o porquê, compreendi-o profundamente! O pai tinha acabado de emigrar, pois já estava desempregado há 2 anos e o aluno não tinha condições psicológicas para fazer-se à escola! Ainda no Natal, juntei um pouco de dinheiro de vários professores para fazer um cabaz de natal e oferecer a um aluno cuja família estava a passar por dificuldades, etc, etc, etc Tenho tanta, mas tanta coisa para dizer!!!!….Não me identifico quando o governo diz que estamos a prejudicar os alunos, fico magoada! Quando, muitas vezes, ponho os interesses dos alunos à frente da minha família!!!! Não é justo!!!!!

  114. Há uma coisa chamada vocação! Lá porque há pessoas que não encontram prazer no trabalho que os professores fazem, há outras que nunca imaginaram fazer outra coisa. Eu nasci para ser professora! Não me imagino a fazer mais nada, e olhe que das vezes que estive no desemprego à espera de colocação ponderei sempre quais seriam as minhas alternativas e nenhuma me fez mudar.
    Sempre quis ser professora, mas se olhar para o ano letivo que agora termina e para os 10 que já passaram, pouco ensinei em termos de conteúdos disciplinares, mas posso acrescentar no meu "currículo" que fui mãe, tia, amiga, psicóloga, assistente social, relações públicas e secretária, dei material escolar,roupa,comida e tempo, do meu! Alguns agradeceram verbalmente, mas eu fico feliz por simplesmente ver os meus alunos crescer!
    Eu sei que é carolice minha, mas é à conta da minha carolice e da carolice de milhares outros colegas que o ensino público neste país tem sobrevivido!

  115. Ora bem, depois de ler e reler tudo o que foi dito nesta "página", fui fazer o meu trabalho de casa e consegui este resultado surpreendente:
    Jornalista: profissional que trabalha em comunicação social, exercendo funções de pesquisa, recolha, seleção e tratamento de factos, notícias ou opiniões, através de texto, imagem ou som, destinados a ser divulgados através de publicações, agências noticiosas, televisão ou rádio.
    Ao "trabalhador" lá de cima, faltou uma fase importante ao seu trabalho, a de "pesquisa". "Recolha de informação" (paletes dela!)não lhe faltou, acho até que foi a parte que fez melhor, mas foi mesmo só isso. Já a parte do "tratamento dos factos",um brasileiro diria "Oi?". Francamente,expor por escrito o que se "ouve aqui e ali" não é trabalho de um profissional. Aposto que no dia em que elaborou o texto esteve a trabalhar até às 17h, não foi? Só assim se justifica um texto cheio de "gralhas". Não se preocupe, não me refiro a gralhas de escrita (talvez tenha tido um bom professor de português, um daqueles que trabalhava até à meia-noite, está a ver?), refiro-me a gralhas por falta conhecimento e de ignorância! E estas ninguém as pode corrigir, nem mesmo o melhor professor de português do mundo, entende?
    Como diria o professor da Primária para o Zezinho: "Vá para a próxima, esforça-te mais, está bem?"
    Cumprimentos!

  116. O Ricardo fala deste assunto com um desconhecimento absolutamente gritante do que realmente se passa. Para a próxima procure investigar e informar-se antes de escrever tantas baboseiras.

  117. Perdi-me a meio do que estava a escrever. Os professores do 2ºCiclo ao Secundário têm uma tarde livre. Mas também entram na escola às 8:30 na maioria das escolas e só saem por volta das 5 em dias "normais", chegando a sair por volta das seis e meia, ou oito caso tenham reunião. Os professores têm 20 minutos de intervalo por volta das dez da manhã porque esse é um direito dado aos ALUNOS, depois disso têm 5 minutos para mudar de sala. Garanto-lhe que não é nenhum "intervalinho para o café".
    Os professores não se importam de ser avaliados, não querem é ter de fazer fantochadas, tipo aulas com ppt e atividades experimentais em disciplinas para as quais NÃO HÁ atividade experimental que se possa fazer.
    As correções das fichas são feitas no quadro para aí até ao 2º ciclo no máximo, em que o professor tenta interagir com os alunos e melhorar uma próxima prestação dos alunos com piores classificações.
    Não fale do que não sabe.

  118. É lááá, tanto ressabiado! Dêem-se mas é por contentes por terem direito a greve, há quem a tenha na teoria mas se a pratica vai pra rua, e é isso que vai acontecer a muitos

  119. O quê?! Os filhos dos professores? Priveligiados? Têm os papás à espera ao fim da escola para os levar a lanchar? Ha Ha Ha! Mas você vive onde? Em Marte?
    Além disso, se em intervalos de 15 ou 20 min conseguia fazer o trabalho de um dia, é porque não era assim tão bom profissional…

  120. Liliana Guerreiro, professora e DT, e no entanto começa o comentário com "não tem muito haver com" em vez de "não tem muito a ver com". Espero que pelo menos o que lecciona não seja português.

  121. Um professor medíocre e preguiçoso é posto na rua, caso não saiba.
    Breve explicação: se um professor ousar sequer pensar em reprovar um aluno, pois este nem notas para passar tem e ainda é mal educado, recebe uma queixa do Encarregado de Educação e o mais provável é ter um processo disciplinar em cima. O assunto é estudado e, caso o professor "ganhe", ainda ganha também o carro riscado ou mesmo ter pessoas a seguir os filhos (e sim, conheço casos assim!). A um professor dizem-lhe assim: Ou vais de Braga para o Algarve trabalhar e recebes metade do ordenado ou vais para casa. O professor que se amanhe, que o Ministério não quer saber se o professor tem filhos para criar, marido, casa, etc.

    Não duvido que também haja más condições de trabalho no privado, mas que neste momento estão melhor que o público, estão.

  122. Tens 19 anos e só dizes disparates.

    Até o próprio Ministro da Educação disse que os professores trabalhamm mais de 40h semanais.

    Felizmente, sempre andei no público, não por falta de possibilidades, e entrei no curso que quis com uma média muito boa. Tive muitos professores dedicados, preocupados e que foram e até hoje são um exemplo.

    Os professores do privado ou do público são iguais. Não se fez uma fornada de professores de alta categoria especialmente para o privado. Alguns passaram pelo privado e foram para o público e vice versa. E tanto ressabianço com os professores, só pode revelar alguma dor de cotovelo ou trama de criança por resolver

  123. Arrumadinho, tens razão nisso do Sr. Mário Nogueira.
    Está lá há não sei quantos anos e mesmo que ele tenha razão ou não na sua luta, já era altura de "passar a pasta", irrita-me sempre alguém que está tanto tempo numa qualquer função. Seja sindical ou outra.
    Mas se está lá, merece o nosso respeito (mesmo que não se concorde, claro está).
    Por outro lado, é o dirigente máximo do sindicato e nem todos os que lá estão serão como ele, certo?
    Se não, que dizer do Ministério que era tutelado pelo Sr. Miguel Relvas? isso que dizer que eram todos como ele? Não me parece. 1º argumento.
    Mas porque razão não falas do ministro? falam do consenso e do diálogo e depois não concretizam isso. então chegam à reunião com os sindicatos e dizem "esta é a nossa proposta, aceitam? óptimo. Não aceitam? então a reunião acabou."
    que negociação é esta? que governo é este?
    sabes o que falta?
    eu digo-te o que falta: desses ministros todos que referiste, que sempre foram criticados pelo sindicato (lembro que nada tenho a ver com o sindicato), alguma vez lhes ouviste um elogio? nada.
    isto vale para os professores, para os médicos, para os juizes, para os militares, etc.etc.
    alguma vez ouviste um elogio? ainda que logo a seguir seja necessário cortar no número dos profissionais, medida que defendo pois, desde logo, já não há tantos alunos como antes. alguma vez ouviste o ministro estar solidário com os professores agredidos (novidade destes tempos, pois há 10, 20 e 30 anos isso jamais acontecia).
    enquanto não valorizarmos os bons profissionais, para assim, com legitimidade, criticarmos os maus e agirmos em conformidade, não vamos a lado nenhum.
    e este ministro não vai a lado nenhum por isto.
    aliás, não é só dele. alguma vez ouviste um elogio, um incentivo que seja deste governo? e que nos diz este governo? recordo os "melhores exemplos"
    "não sejam piegas";
    mandam os mais jovens emigrar; dizem a reformados de 60 e 70 anos que ganham 1.300 euros que são "reformas douradas"; justificam tudo com "herdamos a herança socialista": pegando num exemplo que tu próprio deste: então não sabiam que o pais estava numa situação dificil, pensavam que ia ser fácil ?!!?!?
    e mais não digo, que já chega.
    shame on you, arrumadinho

  124. Até que enfim uma opinião plausível! Concordo com a parte dos sindicatos e dos professores fazerem aquilo que o sindicato lhes manda fazer acreditando que assim defendem a profissão! O problema advém de há muitos anos, dado que os professores também já se revoltaram com as avaliações (mau sistema que foi implementado é certo) mas o problema da classe é mesmo que sempre teve habituada a fazer tudo à sua maneira sem justificações e quando lhes são pedidas estranham e revoltam-se! A classe dos professores sempre foi uma classe com muita liberdade dentro da sua actividade e é por isso que agora sentem mais as mudanças!

  125. Desculpe, mas para quem tem 19 anos, ainda lhe faltam "dois dedos de testa". Gostava que me explicasse em COMO é que os professores são uns priveligiados. E, se o são, porque não vai para professor? É muito fácil falar de boquinha cheia, mas a experiência que tem é pouca. Um professor NÃO trabalha APENAS 40h semanais, quem lhes dera. Aliás, digam aos professores "Trabalham 40h semanais, mas a pasta fica na escola." e eles até fazem uma festa. Esta greve foi feita propositadamente para prejudicar alguém, e quê? Eu DE CERTEZA que não fico sem fazer exame, e qualquer pessoa com um mínimo de tino concorda comigo nisso.
    Graças a Deus que teve possibilidades para pagar o privado? Desculpe, quem teve possibilidades foram os seus pais, que devem ter que trabalhar IMENSO visto que as mensalidades não são baratas, e eu posso comprovar como tenho professores no público que são umas jóias de pessoas, que nos incentivam a estudar e nos propõe maneiras de melhorarmos notas. Se faltamos, perguntam aos colegas o que nos aconteceu e mal nos vêem perguntam-nos como estamos, mesmo depois de deixarmos de ser alunos dele. Isso de dizer que o privado é melhor é muito bonito, mas mau era pagar centenas de euros por uma mensalidade e os professores não "prestarem".
    É triste como alguém que é "o futuro deste país" tem uma mente tão pequenina.

  126. E que tal "exercer primeiro" e comentar depois? É que "falar" do que se desconhece não lhe fica nada bem!
    Mas, por outro lado, ainda bem que concorda com o que foi dito pelo "trabalhador" lá de cima! Sabe porquê? Porque da maneira que as coisas estão,e com pessoas a pensarem assim, inclusive alguns "colegas", não terá de se preocupar, pois nunca irá "exercer"!

  127. Aos 19 anos e com este tipo de governação eu não estaria tão certo/a de que serei o "futuro" deste país, lamentavelmente. Foi também por isso que hoje os professores fizeram greve.

  128. Muito triste o comentário deste senhor….que só revela desconhecimento em relação à Educação em Portugal e da nossa Sociedade atual, onde a maioria dos Portugueses se debate com desemprego e problemas sócio-económicos graves que acabam por ser transpostos para as nossa escolas e para a nossa sala de aula. No entanto é fácil criticar….a greve de professores que apenas querem manter o seu emprego….sim …porque muitos postos de trabalho estão em risco….mas o que interessa isso???? "Tivesse escolhido outra profissão"………Pois bem…….VOCAÇÃO é este o lema de quem anda nesta LUTA.

  129. A classe mais beneficiada. Coitadinhos dos senhores professores!!!

    Mário Nogueira é uma parasita da cidade de Coimbra. Sempre o vi nas ruas a protestar, para não falar do cv dele, como menciona. Continuo a não entender como ainda vão "atrás" das ideias dele.

    Os bons professores estão a extinguir-se, infelizmente. E o resultado vê-se nos exames de 4ª classe: português e matemática (disciplinas muito importantes) com notas negativas.

    MUITO BEM ESCRITO! 🙂

  130. Não há palavras para descrever este post. Só mostra a sua ignorância. Não sou Professora mas tenho uma irmã que o é. Acha que por ter pais professores sabe o que se passa numa escola? Não diga o que não sabe. Só quem trabalha numa escola é que sabe. Sei bem o que a minha irmã passa todos os anos. Apesar de não corrigir testes todos os dias, tem aulas para preparar diariamente. E sim às vezes está mais de 2 horas a fazê-lo. Sim, porque não tem só uma turma, e porque não lecciona apenas uma disciplina. Por isso acredite que há professores que estejam até às tantas a preparar aulas. Depois há os bons profissionais e os maus profissionais, como tudo na vida. Há os que usam a mesma preparação de aulas durante anos e anos, sem inovar. Que limitam-se a passar acetatos/slides que já estão gastos pelo tempo. Que não fazem um esforço para dar aulas dinâmicas e motivarem os alunos, dando sempre o mesmo tipo de aulas. Aborrecidas. Sim, tive muitos bons professores assim. Se calhar era o método que os seus pais usavam, para não gastarem mais de 1 ou 2 horas/dia a preparar aulas. Não generalize e antes de escrever sobre qualquer tipo de assunto, veja se o domina e se realmente está mesmo por dentro do assunto.

  131. Desculpem-me tenho de comentar,mas o que li deixa-me preplexa com tanta propotencia e cito " Eu, que preciso de transportes públicos para me deslocar, não vou poder ir trabalhar dia 27. É chato? É sim senhor. Mas já que anda tudo mal, anda tudo mal para todos."
    Desculpe????? não pode ir trabalhar?????? porque???? eu digo-lhe porque… Porque é funcionario publico, porque eu e todos os funcionarios que não são publicos vão ter de se desenrrascar e ir trabalhar de por onde der.A isto chamo de responsabilidade, ou seja a democracia que tantos falam.Só os funcionarios publicos podem fazer greve, a tal que se diz ser um direito de todos…mas todos traduzido quer dizer os funcionarios publicos, porque os outros se o fizerem, ficam marcados, e na proxima oportunidade de redução de custos, lá vamos nós.

  132. Fiz o os exames nacionais há 4 anos. Penso ter a proximidade e o distanciamento necessário para dar uma opinião. Assim como também sou de uma famália de professores, sei pelo que ''passam''.
    Acho completamente inadmissível a greve ter sido hoje! Isto não é minimamente justo para os alunos, é brincar com o futuro deles. Ainda há quem culpe o governo por não ter alterado a data para do exame para não calhar em dia de greve? A FENPROF sabia desde sempre que se iria realizar. Qual era a diferença se o governo alterasse a data? Brincar aos dias de exame? Ridículo! É o bom do comunismo que não consegue ir para o governo, mete-se nestas coisas!

    Para além do mais a maioria dos professores desempregados já sabiam o que os esperava quando decidiram tirar o curso.. O que é que os motivou? Os 2 meses de ferias + natal, pascoa e Carnaval? Os professores indignam-se muito e o escudo de defesa deles é corrigir os ''testes e preparar as aulas''. Eu desde o 1º ao 12º tive muuuuuito poucos professores que todos os dias preparassem aulas, toda a gente sabe que a matéria se repete ano após ano. Aproveitam tudo dos anos anteriores e até de uns colegas para os outros. Eu na faculdade (principalmente em arquitectura, como estou) passo muito mais tempo nas aulas ou a fazer trabalhos, estudar que os professores trabalham (bem sei que é muito diferente estudar que trabalhar mas para mim e simplesmente incompreensível isto)

    Verdade seja dita, gabo-lhes a paciência para as crianças mas vida santa a que eles levam!

    Margariga

  133. Nao sou aluna hoje, ja fui e tambem fiz estes exames ha 13 anos atra…o tempo passa! A verdade e quem sabia hoje sabera daqui a 1 semana ou 2. Os alunos tem um ano inteiro para se preparar e culpabilizarem os Professores que o insucesso so se deve por causa de hoje e arranjar bodes expiatorios.
    Guardo com muito carinho e muita saudade alguns dos Professores que passaram na minha vida e que a alteraram para melhor. Ajudaram a fazer de mim o que sou hoje e sendo uma priveligiada nos dias que correm tenho de agradecer o trabalho que fizeram e o tempo que me dispensaram. Certamente se fosse nas condicoes de hoje em dia seria tudo muito mais dificil para todos.

  134. Fico feliz por ver que alguem tao novo ja tem a cabeca tao arrumada e certa naquilo que acredita e defende.
    Felicidades! Votos de muita sorte para que a vida te corra bem.
    Cabeca tens, espero que a estrelinha tambem de acompanhe 🙂

  135. É privado e não provado. E não foste tu que tiveste possibilidades, foi alguém que teve e que pagou para poderes estudar no privado. Privilégio que apenas uma pequena percentagem tem, mas ainda bem que tiveste, porque alunos como tu os professores do ensino público dispensa.

  136. Mariana, fico feliz que alguem tao novo tenha ja a cabeca tao arrumada e certa do que acredita e quer. Nao sou aluna, ja fui, tambem ja passei por estes exames ha 13 anos atras…e sim! Quem sabe hoje sabera daqui a 1 semana ou 2.
    Espero sinceramente que a repeticao do exame te corra de feicao e que consigas nota e media para entrar no que queiras e perseguir o teu sonho.
    Felicidades! Tenho a certeza que iras ter sucesso 🙂

  137. O texto é perfeito e revela por inteiro a minha opinião. O meu testemunho vai para uma classe que VERDADEIRAMENTE tem que se "queixar"- Enfermagem. Pouco se fala desta profissão e da mediocridade em que os enfermeiros exercem as suas profissões (talvez pela fraca força que o sindicato e a ordem dos enfermeiros representa). Os enfermeiros são os licenciados que têm o salário mais baixo, em comparação com os restantes licenciados. Têm défice enorme de profissionais e um número elevado e crescente de utentes, ao contrário dos professores (ha menos professores mas também menos alunos). Os professores lidam com a educação dos nossos jovens e os enfermeiros cuidam e muitas vezes salvam as vidas de pessoas (inclusive dos familiares, e dos próprios, professores), por isso aos professores digo que apetece-me fazer greve quando tiverem um exame marcado ou uma cirurgia ou simplesmente um rabo de "merda" para limpar. Muito mais havia a dizer, mas apenas sublinho a grandeza de uma classe que atravessa becos e veredas para fazer visitas de enfermagem ao domicilio e a pobreza de espirito e inteligencia de uma classe com resultados péssimos (pois os alunos têm notas vergonhosas). Há sempre professores que são dedicados e sensatos, assim como existem maus enfermeiros, mas o enfermeiro tem aguentado o SNS com resultados positivos perante a miséria das condiçoes.
    Enfim….este país não é para trabalhadores produtivos, é para quem quer ter apenas um emprego…

  138. Discordo! A greve não é egoísmo, alguém que está a lutar por todos é egoísta? em tempos que correm, quem faz greve está a lutar contra um sistema que não respeita as pessoas…

    E o que diz dos professores, bem..pois que há uns que nada fazem.. mas são mais os que conheço que são a única "família" dos seus alunos, e sim são mais de 40 horas a maioria delas a fazer tudo menos ensino, papeis e burocracias.. não generalizemos!

  139. Infelizmente somos muitos assim, e os tais portugueses de primeira queixam-se de barriga cheia porque nunca souberam o que são as verdadeiras dificuldades!!!

  140. Custa-me ver a opiniao publica tao manipulada contra uma classe, sem perceberem bem porquê, sem terem noçao do que é o dia a dia de um professor…sem saberem que há milhares de casais separados com filhos pequeninos longe dos pais ou das maes, sem terem noçao que muitos ganham 1200 euros e com isso tem de sustentar a familia, leia-se o marido ou a mulher que se tb for professor pode estar no desemprego e pagar a casa…mais a outra casa a 400 km de casa mais as viagens se quiser ver o marido ou a mulher ou um filho 4 vezes por mes!
    E nao nao sao casos pontuais. Sao milhares! E sim trabalham para catano, horas infinitas nas escolas em reunioes burocraticas que nao levam a lado nenhum mas tem de ser feitas. E a parte que eu gosto mais é dizerem que há muitos professores e menos alunos…menos alunos?? Deve ser por isso que os agrupam em turmas de 30, para serem menos turmas e depois o mundo achar que sao menos alunos. Dar aulas com 30 alunos pouca gente deve ter noçao do que é! Uma sala de pre-escolar com 25…pensem bem no que querem para o dia a dia dos vossos filhos…pq vos garanto que é humanamente muito dificil fazer um bom trabalho nestas condiçoes!! Imaginem-se a voces numa sala sozinhos com uma auxiliar e terem 25 putos de 3 anos a vossa volta…e nao nao há amor a profissao, ou formaçao especializada que colmate esta grande porcaria para nao lhe chamar outra coisa!
    Gosto do arumadinho. Mas hoje esteve péssimo! Nao faz a minima ideia do que está a falar.
    Ai e tal que sou filho de professores!! Ora bem tb eu! Ser professor nesse tempo e agora sao duas realidades tao diferentes como o dia da noite!
    a minha mae e os professores de agora sao 2 mundos a anos luz um do outro. Eu, se um filho meu me disser que quer ser professor…acho que eu propria o amarro e lhe corto os pulsos com colheres de chá e sem anestesia!!!

  141. Uma salva de palmas, por ser um dos poucos professores a ser e fazer pelos alunos. Algo de louvar (que eu, tendo trabalhado numa escola neste ultimo ano lectivo) vi muito pouco nos professores de algumas escolas.

  142. Sinceramente, não lhe reconheço conhecimento da matéria nem tão pouco humildade para comentar atitude de uma classe, da qual não faz parte. Não e professor e, muito provavelmente, nem sequer é pai. Se os seus pais e restantes familiares, exercessem nos dias de hoje a profissão de professor, muito provavelmente, também aderiam à greve. Se já no passado se sentiam injustiçados, nos dias de hoje, com toda esta desvalorização da classe, ainda mais se sentiriam.
    Ah, e da próxima vez todos os professores terão em atenção o dia da greve…talvez façamos greve no decorrer do alo letivo e compareceremos unicamente no dia dos exames. Bem haja…

  143. O menino sabe qualquer coisa sobre a vida dos professores porque cresceu no meio deles, mas não sabe tudo. Precisava de continuar no meio deles para verificar que as condições de trabalho destes piorou drasticamente. Sou professora há 31 anos, e de ano para ano, tudo muda para pior. Estamos no limite, com a indisciplina dos alunos que nos consome quase toda a energia, o trabalho burocrático é assustador, as reuniões intermináveis…Ainda dizem que não trabalhamos 40h. Claro que há exceções, como em qualquer profissão, há sempre quem consiga umas belas gazetas. Quanto à greve, todas as que houve antes não foram levadas a sério, até porque segundo o ministério, a percentagem de adesão não ia além dos 10%. Era necessário uma doesse.

  144. ARREEE…. mas isto é uma opinião fundada em juizos de valor. aqui faz paralelo com a profissão de jornalista. e com as horas de trabalho. esquecido muito assunto. este anonimo é um dos que da palmadinhas nas costas.

  145. O menino sabe qualquer coisa sobre a vida dos professores porque cresceu no meio deles, mas não sabe tudo. Precisava de continuar no meio deles para verificar que as condições de trabalho destes piorou drasticamente. Sou professora há 31 anos, e de ano para ano, tudo muda para pior. Estamos no limite, com a indisciplina dos alunos que nos consome quase toda a energia, o trabalho burocrático é assustador, as reuniões intermináveis…Ainda dizem que não trabalhamos 40h. Claro que há exceções, como em qualquer profissão, há sempre quem consiga umas belas gazetas. Quanto à greve, todas as que houve antes não foram levadas a sério, até porque segundo o ministério, a percentagem de adesão não ia além dos 10%. Era necessário uma doesse.

  146. Acredito que o professor tenha muito trabalho. Mas um bom professor, se sabe bem a matéria, acho que não tem necessidade de preparar as aulas e fazer revisões da matéria todos os dias?????

    Há muitos exemplos de bons e maus professores, alguns que nem mereciam ter a profissão que têm, porque são uma nulidade. Com isto acho bem que sejam por exemplo avaliados. Já fui estudante e hoje conheço crianças que estudam e que relatam coisas que não fazem sentido nenhum. Todos os trabalhos têm as suas dificuldades, a função pública foi sempre previligiada em comparação ao privado. É mais ou menos vai se fazendo…

    Depois de um desabafo, porque estou farta dos "coitadinhos" da função pública…sou a favor da sua opinião.

  147. este seu comentário….que comparação. sabe realmente qual o motivo desta greve? não são só as horas… tantas, tantas questões a ser discutidas. não me parece que esteja assim tão informado.

    os seus juízos de valor são imensamente ridículos.

    c.

  148. pois, tu aqui só te referes às horas de trabalho que, realmente, nem sempre os trabalhos vão noite dentro.
    A medida das 40 h só vão arrastar mais pessoas para o desemprego.
    aqui também se discute a qualidade do ensino: mais alunos por turma equivale a ter um ensino distanciado, pq um professor não chega a todos os alunos.
    a greve serve também para mudar o sistema de colocações: SÃO ANOS E ANOS A TRABALHAR E AS GARANTIAS E SEGURANÇA NO POSTO DE TRABALHO SÃO NULAS. SABES O QUE É TODOS OS ANOS NÃO SABER ONDE SE VAI SER COLOCADA? A 100 OU 200 OU 300 KM DE CASA? E AQUI NÃO EXISTEM AJUDAS DE CUSTO!!!!!!! AQUI SAI DO BOLSO DO PROFESSOR. TANTOS E TANTOS ALIMENTAM DUAS OU MAIS CASAS…
    AQUI AS 40 H ATÉ SÃO O MENOS INOFENSIVO…

    AS PESSOAS NÃO SABEM AINDA VALORIZAR O TRABALHO DE UM PROFESSOR.

    A GREVE É MAIS QUE JUSTA. UMA GREVE SERVE PARA MOVER CONSCIÊNCIAS…. SERVE PARA TER IMPACTO!!!! A FORÇA DA CLASSE (TT VEZES DIVIDIDA) HJ MOSTROU A GARRA….

  149. Eu não disse sequer que era professora. Está a tirar conclusões precipitadas. Ainda que esteja a falar de horário letivo, deve informar-se porque o máximo não são as 20 horas que proclama. É óbvio que as avaliações fazem parte das funções mas não queira minimizá-las afirmando que fazia um teste de 3 em 3 meses. Ninguém o diminui naquilo que faz e quando o acusam de ser pago para escrever reage, e ainda bem que o faz, mal. Por isso não atire tantas pedras, muito menos sem o total conhecimento de causa.

  150. Bravo! Nem tenho mais nada a acrescentar, disseste tudo! Também sou filha de uma professora e sei bem o que se anda a passar com esta classe profissional, parabéns por este texto Mariana.

  151. Bravo! Nem tenho mais nada a acrescentar, disseste tudo! Também sou filha de uma professora e sei bem o que se anda a passar com esta classe profissional, parabéns por este texto Mariana.

  152. Sou professora e leitora do Arrumadinho. Confesso que fiquei triste com o que acabei de ler. Não me revejo nas palavras mas respeito, obviamente, a sua opinião. Penso que ninguém, mais do que os professores, se preocupa tanto com os seus alunos e esta greve foi a pensar sobretudo no futuro deles. Ninguém, mais do que os professores, sabe o que é dar afecto a uma criança que não o recebe em casa. Se esta luta tivesse sido feita há uns tempso atrás, talvez eu estivesse colocada hoje… Enfim…

  153. Já trabalhei em escolas do primeiro ciclo. Convenhamos… sair às 16h30? Confesso que preparar aulas dá realmente trabalho nos primeiros anos, mas os conteúdos não mudam assim tanto de um ano para o ano! Mesmo que os níveis sejam diferentes. E que eu saiba existe muita troca de fichas, etc e tal! Reuniões? Apoio ao estudo? Qual é a profissão que não tem reuniões?

  154. Caro anónimo das 18:51, um professor do secundário não ganha 5000€ como refere, nem metade disso sequer! Há muitos professores a ganhar 1000€ e a trabalhar a 100km de casa, o que perfaz um total de 200km todas os dias. Devia informar-se primeiro antes de mandar para o ar.

    Também não sei o que é pior, se ouvir uma máquina o dia todo (e já trabalhei numa fábrica sei do que falo), se ouvir 20 ou 30 crianças o dia todo a buzinar ao ouvidos.. há pessoas que sinceramente, mais valia estarem caladas porque só dizem asneiras.

  155. Desculpe o presente comentário, (sigo o seu blog e até lhe achava piada) mas falar daquilo que não sabe é aquilo que a maior parte dos jornalistas faz hoje em dia e irrita-me profundamente. Vá às escolas, fale com os professores, com os funcionários e veja em que estado se encontra a educação com as políticas que introduziram nestes últimos anos. Educação é exatamente aquilo que falta aos nossos alunos. O facilitismo acabou por se instaurar nas escolas, culpa das políticas do “aprovado” a tudo custo. Leia a legislação que temos atualmente e veja como está a educação.
    12 Horas de trabalho por semana, não me faça rir. Fico triste por vivermos num país em que todos sabem tudo e opinam sobre tudo sem conhecimento de causa.
    Sou professora com muito gosto e trabalho bem mais que as 40 horas por semana que esses governantes nos querem impingir. Não tenho medo ao trabalho, tenho medo à falta de educação dos meus alunos e dos pais dos meus alunos que acham que nós temos que os transitar, sem que eles, nada tenham feito para o merecer.
    Testes de avaliação de 3 em 3 meses, não me faça rir outra vez. Realmente só ser for nos anos 90, porque na escola onde leciono, por período letivo os alunos fazem 2 a 3 testes e por vezes 4 para os meninos não terem muita matéria para estudar de uma vez… coitadinhos têm tanta coisa para fazer, que não podem estar só a estudar.
    E muito mais tinha para dizer no entanto parece-me que não vale a pena … porque “pimenta no cú dos outros é refresco”.

  156. Pois é, Arrumadinho, antes de escrever um post sobre um assunto tão "quente" e polémico, devia, no mínimo actualizar-se quanto aos seus conhecimentos sobre o ensino e sobre a vida de professor. Sabe, é que em 30 anos muita coisa mudou no ensino e hoje ser professor, já muito pouco tem que ver com o ter sido professor 30 anos atrás… Convém não atirarmos com lenha para a fogueira já tão atiçada.
    cumprimentos,
    MS

  157. Partilhassem todos os professores o seu princípio de servir os alunos e teríamos uma sociedade mais instruída e com muito mais respeito pela vossa profissão!
    Bem-haja!

  158. Arrumadinho, confesso que discordo de muito do que tu dizes. Mas hoje faço uma vénia! Tirei um curso ligado à docência. Dei aulas durante 3 anos, em diferentes escolas. De seguida inscrevi-me noutro curso. Não me imaginei o resto da vida naquela dinâmica. Não sou pessoa de reclamar com a vida e quando vejo que as coisas não seguem o rumo que eu pretendo, procuro soluções. A sala dos professores era o pior local da escola! Eram reclamações, queixas e afins. Durante esse período eu trabalhava, enquanto que o resto conversava! Se levava trabalho para casa? Às vezes, nada de significativo! Hoje em dia trabalho muito mais!! Mas não me importo, porque faço-o com prazer. Tal como tu! No entanto, não consigo encontrar prazer em nada do que os professores fazem!
    Quando andava na escola, os meus colegas filhos dos professores eram uns privilegiados! Eram os únicos que gozavam as férias com os pais, que tinham os pais no fim da escola para os irem buscar, lanchar, etc!
    Quanto à instabilidade, se perguntares a qualquer engenheiro, preferem andar a passear de cidade em cidade do que de país em país.
    Toda a gente tem o direito à greve! Mas uma greve que influencia diretamente os alunos? Se queriam destabilizar o sistema, deixavam-nos fazer os exames, sem criar stress e recusavam-se a corrigir os exames. Greve aos exames, foi mau! muito mau!

  159. (Continuação)

    Peço-lhe que reflita um pouco sobre isto. É um testemunho sincero de uma filha de professores, que não se quer identificar para não os prejudicar. O que se passa nas escolas hoje em dia é ridículo, de democrático tem pouco e de honestidade menos ainda. Dou-lhe só um último exemplo, há uns tempos atrás, houve eleições para o conselho geral do agrupamento formado este ano. Como era a junção de dois agrupamentos, houve listas dos dois lados. Numa das escolas, que era de onde vinha o presidente do mega agrupamento, os professores que convinha votarem foram fechados numa sala e instigados a votar numa determinada lista. Quanto aos outros que não interessava votarem, o dia de votação praticamente não foi divulgado. É isto e muito mais o que se passa. Por isso, acho muito bem que os verdadeiros professores se façam ouvir, porque eles lutam não só por eles, como pela educação em Portugal, que muitos insistem em destruir!

    O problema de Portugal é a falta de valores e é isso que tem de ser trabalhado! Como os alunos passam mais tempo com os professores do que com os pais, são eles que mais os educam, e hoje foi sem dúvida um dia de educação, um dia em que os pais deviam juntar-se aos professores e levar os seus filhos, para lutarem pela educação em Portugal, para lutarem por si, pelo país, e pelo futuro que todos ambicionamos ter!

    Apesar de não concordar com tudo o que diz, dou-lhe os meus parabéns pelo seu blog. Também educa e cultiva pessoas por aqui, o que hoje em dia não é fácil devido a muitos invejosos que gostariam de fazer o mesmo que você faz!

    p.s. Parabéns pelo filhote 🙂

  160. Com aluna concordo plenamente com tudo o que disses-te.
    A minha mãe é funcionária do sector privado à 28 anos, nunca teve uma véspera de Natal, uma véspera de Páscoa, um dia de Páscoa, um fim de semana prolongado,uma véspera ou dia de Ano Novo, as férias são quando dá jeito à entidade patronal, tem um horário flexível tem muitos dias em que sai de casa à 1h/4h da manhã para ir trabalhar e deixa-me a mim e ao meu irmão mais novo sozinhos em casa.
    Trabalha sempre para que as outras pessoas possam usufruir destes dias.
    O meu pai trabalha longe.
    Ambos contribuem com os impostos dos seus salários que por sinal são muito inferiores à maioria dos funcionários públicos.
    Mas eles nunca se queixam, mas eu e o meu irmão como filhos temos o direito de nos queixar.
    Como cidadã e olhando para os meus pais sinto-me injustiçada uma cidadã de segunda.

  161. Sou uma leitora assídua do seu blog mas, hoje, não consigo "não comentar" este seu post sobre os professores.
    Tenho apenas 23 anos e dois pais professores, que sempre adoraram e adoram o que fazem. Por outro lado sentem-se extremamente cansados, não de ensinar, mas de cada vez terem menos tempo para ensinar melhor, para ensinar bem, porque as burocracias são cada vez maiores.
    Dou o exemplo vivo da minha mãe, que é obrigada a fazer planificações mensais, semanais e diárias, para além de materiais, planos de recuperação, avaliações, testes (vários por período), corrigir trabalhos de casa (caderno a caderno e livro a livro, como deve calcular crianças de 7/8 anos não têm capacidade para o fazerem sozinhas para uma turma com 2 anos diferentes, isto é, uma turma que é composta metade por alunos do 2ºano e a outra metade por alunos do 3ºano. Tem ainda reuniões com os pais, com a psicóloga da escola por causa de problemas dos alunos, professora de educação especial, com as outras colegas da sua escola, reunião de agrupamento, reunião de ano, etc. Tem ainda que ir às festas da escola que são à noite, porque é passada folha de presenças (incrível mas é verdade), tem que bater porta a porta nas empresas para arranjar dinheiro para o jornal e outras coisas que se fazem no agrupamento onde está (o que não deveria acontecer), tem que vigiar exames, corrigir exames, ir a formações fora do horário de trabalho, entre muitas outras coisas.

    Arrumadinho, acredite que a escola de há 10 anos atrás, não tem comparação com a de hoje. Esta foi sem dúvida a única maneira que os professores tiveram para se fazerem ouvir. já muitas greves eles fizeram, em que levaram milhares às ruas, mas em nada deram. A intenção da greve é fazer moça, e a greve às avaliações e exames é realmente a única maneira de fazer greve. A maioria dos professores, hoje em dia, tem de deslocar 100 km de sua casa a escola e vice versa, o que dá um total de 200km por dia. Esta instabilidade de trabalho dura anos e anos. Um ano é numa escola o ano a seguir é noutra. E sito cria vários problemas o seio de uma família, na educação da geração seguinte. Um professor para educar os filhos das outras pessoas, deixa os seus para trás. Com isto não quero dizer que não ocorra o mesmo noutras profissões, mas a direcção de uma escola hoje em dia em um lobby e uma jogada politica. O professor se quiser ter trabalho não pode abrir a boca hoje em dia, se não é afastado e penalizado na avaliação como eu já vi ocorrer.

  162. Com aluna concordo plenamente com tudo o que disses-te.
    A minha mãe é funcionária do sector privado à 28 anos, nunca teve uma véspera de Natal, uma véspera de Páscoa, um dia de Páscoa, um fim de semana prolongado,uma véspera ou dia de Ano Novo, as férias são quando dá jeito à entidade patronal, tem um horário flexível tem muitos dias em que sai de casa à 1h/4h da manhã para ir trabalhar e deixa-me a mim e ao meu irmão mais novo sozinhos em casa.
    Trabalha sempre para que as outras pessoas possam usufruir destes dias.
    O meu pai trabalha longe.
    Ambos contribuem com os impostos dos seus salários que por sinal são muito inferiores à maioria dos funcionários públicos.
    Mas eles nunca se queixam, mas eu e o meu irmão como filhos temos o direito de nos queixar-mos.
    Como cidadã e olhando para os meus pais sinto-me injustiçada uma cidadã de segunda.

  163. Arrumadinho esqueceu-se de referir que os professores sao maltratados ha mais de 10 anos, muito antes da tal crise que referiu. Ja foram acusados de fazer greves em dia de aula (não querem trabalhar), passaram para os fins de semana (com custo familiar). E mesmo assim toda a gente bate neles. Fosse qual fosse a maneira de lutar seriam sempre acusados.Chegou a hora de ser mais radical. Mal por mal que seja para afectar alguem, porque quando dizem mal dos professores nao os vejo a contradizer. Por mim preferia nao ter salário mas as notas e os exames este anos nao saiam. tenho dito

  164. Meus amigos, vamos cá a esclarecer! Um paciente prepara-se meses para uma operação e chega ao hospital e…operação adiada "sine die"…é na boa! Um sujeito prepara-se meses para ouvir a decisão de um tribunal e…julgamento adiado "sine die"…é na paz! Agora um exame de secundário ser adiado é que é grave! Isso é que é grave!! Aliás, isso devia ser punido com pena de morte!! Que trauma! Meu Deus!!

  165. Só escreve assim porque não sabe como está a escola hoje em dia. Acredite que muita coisa mudou desde o tempo em que contactava diretamente com professores, a começar pelo respeito (ou falta dele). Se calhar não acha trinta alunos por turma muita coisa, experimente tê-los numa sala com 14 mesas, todos a falar ao mesmo tempo, com interesses que passam por tudo menos pela escola e pela aprendizagem, sem os materiais necessários e, na maioria das vezes, com uma linguagem que inclui 2 palavrões em cada três palavras proferidas. Depois basta multiplicar tudo isso por 5 que é o número médio de turmas por professor e depois pela carga semanal, que varia de disciplina para disciplina.
    Repare que o que está em causa não é a quantidade de trabalho, mas a qualidade do trabalho, e não pense que é a mesma numa turma de 20 ou de 30 alunos, (independentemente do ano letivo).
    Termino com uma pequena correção: até pode haver professores com 6, 8, 12 horas letivas, mas esses são geralmente contratados e recebem de acordo com o horário. Não junte a este grupo as pessoas com horário zero que recebem por inteiro, sem ter componente letiva, porque são do quadro.

  166. Ser professor não é acima de tudo ter gosto pelo ensino, ter respeito pelo futuro dos seus alunos?
    São estes os mesmos senhores que não querem ser avaliados?

    Respeito o direito à greve mas no entanto estamos a falar de pessoas que tem horário não totalmente ocupados, com tempo de sobra para
    efectuar as tarefas "que não dar aulas".

    Ser professor é muito exigente? Bem me lembro do tempo de aulas em que se um professor não quiser dar uma aula faz uma "ficha de apoio", ou uma
    "ficha de avaliação" que posteriormente é corrigida na sala de aula por alunos no quadro. Quantas pessoas não gostariam de ter esta "vidinha"?

    Quantas pessoas não gostariam de ter intervalos de 1h30 em 1h30 (agora… porque antes era de 50 e 50 minutos)? Quantas pessoas não gostavam de ter uma tarde livre,
    um dia livre?

    Estamos a brincar com o quê ou com quêm?
    Grande maioria dos professores mais "antigos" nem tiveram especialização que lhes conceda o direito de poder leccionar, alguns até estão a terminar licenciatura para poderem ter um melhor processo de avaliação (hmmm, esperem que SIADAP era sempre a varrer no máximo).

    O que se estão a sentir agora está e o que toda a AP está a sentir, estão os Portugueses a sentir desde 2005.

    Falando da AP, vejamos:

    horário de 35 horas;

    Regime de proteção social – CGA em que por exemplo uma ausência de doença tem um corte de 1/6 de vencimento até completar 30 dias e depois não tem qualquer corte de vencimento de ai em diante (bem sei que mudou agora em 2013, agora tem corte de vencimento até aos 30 dias de 10%…).
    Ou seja por ser CGA tenho a sorte de estar doente e não ter qualquer impacto a nivel remuneratório

    ADSE – Contribuição do trabalhador e também do empregador (que é o estado). Se eu contribuir 1,5% do meu salário o estado tambem contribui 2,5%?

    Férias Frias.

    Regime semana de 4 dias em que trabalho 4 dias no entanto os descontos da entidade patronal são feitos como se tivesse trabalhado 5…

    …podiamos ficar aqui a determinar as diferenças entre publico e privado.

    Pode ser utilizado o argumento que foram as condições contratuais apresentadas aquando a entrada e que as mesmas estarem a ser alteradas não é constitucional.

    Concordo e apoio essa revolta no entanto vamos ter noção da nossa realidade e da restante realidade do nosso Portugal. Estamos a viver tempos de mudança,tempos em que felizmente se está a tentar nivelar direitos a tentar criar uma sociedade menos errada.

    Bem sei que fugi um pouco (muito do tema) no entanto toda a gente está a sofrer e o que para os professores está a ser injustiça, se olharmos mais para cima já o era para toda a população que lhes pagava o salário. Concordo que todas as pessoas sintam revolta que todas
    as pessoas sintam que devem lutar pelos seus direitos no entanto vejam em que situação viviam (ainda vivem) e em que situação vive a restante população Portuguesa.

  167. Pode ser que sim, mas não são os únicos a trabalhar ate tarde, não esquecendo que os "outros toooodos" trabalham 8 ou mais horas por dia, e outros há que ainda levam trabalho para casa…

  168. Importa-se de dar os números de alunos a menos no sistema nos vários níveis de ensino nos últimos anos? E já agora, importa-se dar também, a redução do nº de professores no mesmo período? É que os dados apontam para uma redução de mais de 40000 professores em 4 anos e no mesmo período uma redução de alunos na ordem dos 12000, especialmente no 1º ciclo. Convém estudar um bocadinho antes de escrever mentiras!!!

  169. Quem acha que os "sindicalistas" também deviam dar aulas, eu também acho que os governantes o deviam de fazer e já agora os opinadores e jornalistas, também lhes ofereço umas horinhas para fazerem uma "perninha" ou o "gosto ao dedo". Pode ser 3 meses com 5,6,7 turmas e depois falamos. OK?

  170. Pois eu sou professora e concordo com muito do que escreveste Ricardo. O Ensino massificou-se: há poucos alunos para tanto doutor a verdade é esta! E o trabalho… sim é penoso por vezes mas não é assim tanto nem me agrada também estes "senhores profissionais do ódio" vulgo sindicalistas que vivem à conta das greves e mais greves virem falar em nome dos profissinais da Educação! Abram os olhos! O Ensino tem de ser alterado mas não é a fazer greves que se vai a algum lado, melhorar sim, arruaças não!

  171. Pois… só não tem é a noção do quanto mudou o ensino nos últimos 7 anos!!!
    Proponho que acompanhe a vida de um professor, minuto a minuto durante 2 semanas, depois disso terá toda a legitimidade para opinar!

  172. Completamente de acordo com este texto! E acrescento que se tivessem amor à profissão com toda a certeza que não escolhiam este dia para uma greve, pois se passam um ano a preparar os alunos para exames nacionais porque carga d'água vão agora prejudicá-los? Tenho uma pessoa na família que é professora do secundário está sempre a queixar-se mas é a pessoa que mais vejo sentada num café e etc… já para não falar que os professores têm um dia livre! Enfim…

  173. Também eu cresci num ambiente de professores e, por isso, tenho de discordar deste post. É verdade que atualmente todas as classes profissionais passam por privações, mas as privações aos professores já vêm há algum tempo, mesmo antes desta crise ficar mais agressiva. Infelizmente, para muita gente, os professores são vistos como uma classe privilegiada que só trabalha quando está a dar aulas, que tem 3 meses de férias e que estão a queixar-se de "barriga cheia". Isso não é de todo verdade. As horas que são pagas não chegam para a quantidade de trabalho que há para fazer, as atividades extra-horário que são necessárias para a avaliação do docente não são pagas, há todo um conjunto de relatórios e atas para fazer e se forem feitas as contas, o horário pago não chega nem para metade. Se fosse professora, aderia à greve sem pensar duas vezes. O futuro dos estudantes está a ser prejudicado por não fazerem este exame hoje? Não. O futuro está prejudicado há muito, porque não há condições para o ensino. O futuro dos estudantes ficou comprometido quando se decidiu aumentar (e muito!) o numero de alunos por turma, quando se decidiu diminuir a carga horária das disciplinas mas manter a quantidade dos programas letivos. E é por isso que os professores lutam: pela qualidade do ensino público e por condições justas de trabalho. Afinal, não é o que todos queremos?

  174. O único comentário que se me apraz produzir é este: tem, na verdade, as suas verdades quanto à profissão de Professor, completamente "Desarrumadas".
    No mínimo informe-se antes de opinar.
    Um trabalho jornalístico sério requere investigação atualizada e não partir de pressupostos do século passado.
    Ser Professor é Ser Humano. Para se ser Humano é-nos exigida uma entrega tal, que só quem a vive compreende o que significa trabalhar, sim: até às tantas quase todos os dias, ser o "motor de uma sala de aula" non-stop durante 90m, não ter um gabinete ou um computador seu para poder trabalhar na escola, não lhe ver sonegado mês após mês o seu direito a um salário digno, ser confrontado dia após dia com problemas sociais graves e acumular as funções de Psicóloga, mãe, confidente, assistente social, saber gerir conflitos e fazer de mediadora; executar cada vez mais tarefas burocráticas e um rol ainda maior que me escuso aqui de elencar.
    Sendo assim, sim, tenho o direito de me insurgir contra estas políticas assassinas da escola pública. Contra estas políticas desrespeitadoras de quem trabalha afincadamente mais de 50h por semana, fins de semana e feriados incluídos.
    Contra estas faltas de respeito contínuas.
    Chega! Basta!
    E quanto ao timing da greve, deixo-lhe esta questão: Seria bem melhor passar despercebida esta luta e quiçá fazer a greve das 2h às 6 da manhã ou então em pleno mês de Agosto. Ninguém daria por isso, não causaria transtornos e viveríamos todos numa paz podre, não é?

  175. e ja agora: as reunioes de departamento, gerais de professores que sao mensais bem como outras burocracias a serem preenchidas, nao fazem parte do computo das horas a trabalhar, ditas minimo 26 horas efetivas! ahh, e já agora, com a greve aos exames nao tenho qq duvida que os alunos obtiveram mais tempo para estudar para os mesmos! acresce ainda que os testes sao dois a 3 por periodo, que sao tres meses em media, dos quais sao elaborados os mesmos, corrigidos, feitos critérios, matrizes. sabe, coisa que no tempo da sua mae nao se faziam. naqueles tempos sim, professores tinham uma vida mto boa!

  176. Caro Arrumadinho

    Pois deveria andar agora pela escola, talvez lhe fizesse ver a outra face da lua, provavelmente se os seus pais estivessem no ativo agora, lhe dariam dois pares de estalos por algumas inverdades que produz. Um dia conto-lhe a história da minha vida desde á dez anos para cá, ou melhor, desde que entrei no ensino.

    Cumprimentos e votos de bom trabalho

  177. Como já lhe disseram, primeiro vá informar-se de todos os pormenores para depois poder falar. Não sabe mesmo o que se passa nas escolas…

  178. A opinião é para se respeitar, mas tem de ter fundamentos. Assim, permita-me que lhe diga que a usa argumentação não é forte e é incompleta. Vamos por etapas:
    1º o direito à greve é para todos (e para se fazer sentir tem sempre de atingir alguém, porque greves numa sexta ou segunda é criticada porque será "para se ter um fim de semana maior", nem oito, nem oitenta);
    2ºos professores agendaram a greve e tentaram negociar o adiamento do exame, o governo não mudou. O tribunal não decretou serviços mínimos (questões políticas)e até sugeriu dia 20, que foi aceite pelos professores e negado pelo governo.
    3º o governo prometeu haver exames para todos e isso não aconteceu e já marcou outra data, porque não o fez logo para dia 20?
    4ºOs professores são pais ou têm familiares que também fazem exames, agora peço apenas para se pensar se se quer prejudicar ou lutar por todos os estudantes!
    5ºÉ importante pensar nos alunos, mas não só num exame!! Não os prejudica haver mais alunos por turma;não os prejudica os professores terem mais turmas; não os prejudica os professores mudarem todos os anos; não os prejudica haver menos professores nas escolas e não é por haver menos alunos, mas por motivos económicos.
    6º A greve aos exames, e o consequente impedimento da sua realização, não pode prejudicar nenhum aluno, visto que o próprio exame é por si só algo prejudicial. Que sentido faz sujeitar um aluno à apreciação de dois ou três anos de trabalho num único momento de avaliação, de 120 minutos, que, ainda por cima, perfaz no mínimo 30% da nota final da disciplina? Dir-se-á que resultam da necessidade de uniformização do ensino… Não devemos procurar a particularização, para melhor respondermos às necessidades específicas dos alunos?
    7ºO professor tem mais trabalho neste momento, porque tem papelada a mais para preencher e não pelos testes ou fichas. Pelo que vejo não sabe e quando não se sabe ou se tenta investigar ou não se fala. Vá um dia a uma escola e veja.
    8ºBons profissionais há em todo o lado, tal como o contrário. E englobar tudo no mesmo "saco" é um argumento fraco. Porque um bom professor prepara todos os dias as aula, demora alguns dias a entregar os testes e falha como todos os outros, mas este trabalho "extra" aulas também é feito com gosto. Por isso reforço vão às escolas e percebam a quantidade de papelada extra que os professores têm de preencher, quando podiam estar o mesmo tempo mas em apoio aos alunos.
    9º Outro exemplo real, o programa de matemática foi deitado ao "lixo" e estava a ter bons resultados, mas era do outro governo. Neste momento não se sabe qual será o programa, não há manuais… Isto não prejudica?
    10ºCortar nos sub de alimentação e ver os alunos cair de fome não os prejudica!
    11º Concordo consigo na parte dos sindicatos. Alguns senhores viverem disso, mas volto a referir maus profissionais há em todo o lado. Para mim haveria 3 sindicatos (norte, centro e sul).

  179. Ricardo, habitualmente respeito o bom-senso e a imparcialidade dos seus textos. São aliás essas características que me fazem admirar o seu trabalho e voltar ao blog diariamente.

    Hoje, no entanto, escreveu um texto quem em muito me desiludiu pela parcialidade e, principalmente, escassez de verdade e fundamentação. Bem sei que a essência do texto não está nestes pequenos factos imaginados, mas a incoerência tem a chatice de me incomodar! Permita-me a sugestão: se tiver amigos professores, pergunte-lhes o número de horas letivas e não-letivas do seu horário, e veja para o que estas últimas são utilizadas. Peça-lhes para quantificarem o número de aulas que conseguem preparar, o número de trabalhos que podem corrigir ou a quantidade de testes que poderão elaborar ou corrigir dentro do horário não-letivo. Surpreender-se-á.

    Concordo quando diz que os alunos não deviam ser prejudicados. Não creio que haja por aí muitos professores de Português do 12º ano felizes por fazerem com que os seus alunos, preparados ao longo de um ano para o exame do dia de hoje, se vejam impossibilitados de o fazer. No entanto, esta foi a forma de protesto possível perante um governo que teima em não ceder nas condições mais básicas de trabalho e de ensino. Convido-o a entrar numa escola pública e perceber, com os seus próprios olhos, que as coisas têm de mudar.

    Durante o meu percurso, tive professores mesmo bestiais, que me ensinaram muito e fizeram com que sempre acreditasse na escola pública. E é por eles que realmente acredito nos frutos deste dia infeliz. Chame-lhe esperança a mais. Ou então ingenuidade destes 23 aninhos. Mas olhe, sempre ouvi dizer que "if you never try, then you never know".

    Enquanto ex-aluna, obrigada a todos os professores que hoje lutaram por um futuro melhor da escola pública.

    Cláudia
    (filha e sobrinha de professores e ex-aluna da escola pública)

  180. Tenho lido estas intervenções e gostaria também de dar o meu contributo. Entre a componente lectiva e a não lectiva, TODOS os professores do secundário passam 26 horas obrigatoriamente na escola. Para além deste horário estipulado, temos as variadíssimas reuniões que não estão contabilizadas. As turmas são muito grandes, fazemos dois testes por período e muitas fichas formativas. Temos de fazer relatórios para imensas coisas e é em casa que temos de preparar as aulas e corrigir os testes porque nessas 26 horas passadas na escola estamos em gabinete de apoio ao aluno, biblioteca, substituições etc, e se temos algum furo não temos condições para nos concentrarmos.Os alunos hoje em dia estão muitas vezes sem nenhuma vontade de estar na escola e há imensos problemas de indisciplina. Um aluno reprovado por notas ou excesso de faltas continuará dentro da sala de aula até ao final do ano lectivo porque está dentro da escolaridade obrigatória.Só que está dentro da escola é que se apercebe dos reais problemas.Quando chega a altura de exames, os professores correctores levam 60 exames para classificar. Já estamos exaustos mas temos de realizar este trabalho o melhor que sabemos.Depois são as grelhas e os relatórios. Não sei se servirá de algo esta minha intervenção, a ideia é esclarecer como é a nossa vida e por que razão não podemos aceitar 40 horas, a menos que sejamos como qualquer funcionário público que trabalha esse tempo no seu local de trabalho mas não traz nada para casa.

  181. Arrumadinho,
    Costumo lê-lo e até concordar com os seus pontos de vista, mas desta vez penso que se devia ter preparado melhor. Eu sou professora de 1º ciclo e o horário LECTIVO é de 25 horas semanais, mais todas as outras funções inerentes que não são tão poucas quanto isso e que não se resumem só a avaliações e preparações de aulas. E não, não me estou a queixar, porque gosto mesmo de ser professora, e mesmo sendo muito trabalho faço-o com muito gosto apesar de tudo o que se está a passar, inclusive este ano não tive colocação e mesmo com as dificuldades que se falam, dava tudo para ter trabalhado, pois senti muita falta… apenas não me parece correto menosprezar desta forma o trabalho dos professores e afirmar que trabalham 20horas, mas ao mesmo tempo não o condeno por isso, pois sei que é a imagem que os outros profissionais têm dos professores, eu própria não tinha noção que trabalhávamos tantas horas até sentir na pele….
    Quanto a se é de bom senso ou não fazer greve no dia de hoje, não tomo partido, porque por um lado sei o que os professores passam, mas por outro existem tantos professores a querer trabalhar mesmo com estas condições e não tem colocação, como é o meu caso, que custa-me pensar que há professores que se recusam a trabalhar… enfim

  182. resumindo:

    os professores deviam dar 10/12horas por semana ter 30/40alunos e receber 5000€(apesar de conhecer professores secundários que quase recebem isso).

    é que eles ganham tendinites de tanto escrever…. coitados dos trabalhadores da construção….

  183. Ricardo, esquece de um pequeno detalhe: os tempos são outros e os horários dos professores de hoje não são nem de perto nem de longe, o horário que os seus pais tinham.
    E olhe que não sou eu que o digo, são professores com 30 anos de serviço, que não se importam de ser penalizados na reforma por não aguentar esta pressão e carga de trabalho.
    O seu texto é lírico, faz parecer tudo muito simples e fácil, mas se calhar, poderia pensar em fazer uma reportagem às nossas escolas, mas escolha uma daquelas que não sofreu remodelação e que não esteja inserida em bairros in.
    Aí talvez consiga perceber um pouco da realidade de hoje em dia.
    Hoje em dia, colocar uma criança numa escola pública é uma lotaria: não se sabe se a turma vai ser mediana (já nem digo boa), se vai ter estabilidade no corpo docente, etc. O facilitismo é cada vez maior, a desautorização idem e só interessam números, percentagens de aprovação, descurando o mais importante: aprender.
    Já se questionou dos números nos exames nacionais? Já olhou para as pautas e confrontou as notas dos exames com as notas de final de ano? Não questiona a discrepância? Isto os pais não veem, ou não querem ver.
    A mim enquanto mãe preocupa-me e mt.

  184. Concordo plenamente com este comentário. É muito fácil criticar.

    Num país as profissões essenciais são as que asseguram a segurança, saúde e educação!! E como tal é necessário proteger essas profissões, para que esses profissionais continuem a dar o melhor de si em prol do bem do país.

    Os professores perderam todo e qualquer tido de direitos. E não é justo.

    Sei que com esta greve os maiores prejudicados são os alunos, no entanto sou totalmente a favor da greve. A única coisa que não concordo é o facto de uns alunos pelo país terem feito o exame de hoje e outros não. Se existia impedimento de realização dos exames para uns, o Ministério de Educação devia ter atuado de outra forma.

    Quanto a já ter sido aluno, devemos concordar que isso já foi a algum tempo e muita coisa mudou na educação da sua altura para a educação atual. O pior do trabalho de um professor é o planeamento sucessivo de aulas e esse é feito em casa no dia anterior da aula. Quais são as profissões que levam trabalho para casa? Muito poucas. E no caso dos professores é trabalho que comprometerá a aprendizagem de um ser humano.

    Para terminar, sim os professores são muito mal pagos por todo o seu trabalho.

    Gostava de ver muita gente, a preparar uma aula para no dia seguinte e dar essa mesma aula, tomar conta de 20 e tal alunos, resolver todos os problemas de aprendizagem ou sociais que estes podem colocar e mesmo assim continuar com força de vontade para puxar pela aprendizagem de toda a turma, ouvir os pais, ter reuniões, preencher muitas burocracias e após um dia de trabalho ainda chegar a casa e preparar as aulas seguintes…
    Todos os professores devem gostar do que fazem e ter muito amor pela "camisola", senão não vale a pena ser-se professor em portugal.

  185. Peço imensa desculpa, mas o horário de um professor do 1º ciclo não é 25h de todo. A minha mãe é professora. Entra todos os dias às 09h e sai quase todos os dias às 16h30 (Ok, tem cerca de uma hora para almoço). Depois tem reuniões de quinze em quinze dias no Agrupamento fora do horário de aulas. Mais aquelas reuniões com os pais que de vez em quando são convocadas e SEMPRE NO HORÁRIO que convém aos pais (fim de tarde). E ser professor não é só estar na escola! Envolve muito relatório a ser feito em casa! Envolve ter que engolir sapos e aguentar pais e crianças insubordinadas! Tem que apresentar resultados positivos a todo custo mesmo que a turma seja muito fraca em termos de aprendizagem. Porque o que o governo quer acima de tudo é números. Excelentes. Que não haja retenções.
    E a deslocação para a escola ninguém a paga. Assim como a deslocação para o Agrupamento que fica a 15km da escola onde a minha mãe trabalha…
    Para não falar nas acções de formação que ela tem que tirar se não me engano anualmente do bolso dela quando o agrupamento não as dá gratuitas.
    Portanto, Arrumadinho, as coisas estão a piorar bastante para o lado dos professores. O que antes era uma profissão de respeito, agora é uma profissão que os pais e os proprios alunos tratam com desdém.

  186. Finalmente uma opinião com pés e cabeça, num português bem escrito.
    Também eu tenho uma profissão que me obriga 80% dos dias a trabalhar mais de 10h-12h/dia. É difícil, sim, mas eu sabia ao que ia. Tenho boas condições? Mais ou menos. Ganho mais que a média, sim, mas sujeita a uma pressão brutal, com prazos apertados e que têm que ser cumpridos escrupulosamente. E o que diz a maioria das pessoas que sabe o que faço? "És louca, não tens vida!" Porque hoje é assim: quem dá mais, é louco; quem se esforça por tentar subir a pulso é que está mal.
    Se eu acho que devíamos todos ter esta vida, é claro que não acho, mas por vezes é preciso sacrifícios.
    E é como dizes, se não queriam corrigir testes às dezenas e preparar aulas, se calhar a profissão que escolheram não é a mais acertada. Chega de a função pública ser sistematicamente uma classe privilegiada à custa dos privados que lhes pagam o ordenado, está na hora de também fazerem alguns sacrifícios.

  187. Concordo com quase tudo o que li. A minha mãe também foi professora (e a minha avó também) e por isso também pude conhecer a classe num outro ângulo. Dois reparos: primeiro que vi muito a minha mãe ficar até às onze e meia noite a trabalhar no escritório e nao só de três em três meses, concordo no entanto que isso não difere de outras profissões (ser jornalista, médico, enfermeiro, ou até engenheiro, etc etc são profissões quase a tempo inteiro, não são oito horas de trabalho a cumprir, há muita responsabilidade que obriga a trabalho fora de horas), o segundo reparo é que tal como já comentaram, o professora tem sido transformado num técnico de burocracia, é pedido que façam relatórios, actas, mais relatórios, trabalho que pouco tem que ver com ensinar e que só prejudicam o aluno, a quem o professor pode dedicar menos tempo (o que se aprende fica para toda a vida, os relatórios e afins ficam esquecidos)

  188. Bem, nem imaginas o quão errado estás quando falas nos horários dos professores. Experimenta ser um professor de História do secundário, ter de avaliar os testes de avaliação de mais de 100 alunos, cada teste com mais ou menos 8 perguntas e cada uma delas ocupar em média uma/duas páginas A4. Experimenta. Aposto que vais adorar ter de excluir da resposta toda a "palha" que os alunos colocam, ver com atenção que assuntos referem, se os referem de modo completo, etc. E depois há fichas formativas. E reuniões que acabam às 21h. E os filhos. Enfim. A escola não está como estava há 20 anos atrás. Há menos alunos, mas as turmas são gigantes. Muitas ultrapassam os 25 alunos. Experimenta dar aulas a mais de 25 adolescentes duma só vez, para veres o que é bom para a tosse.

    E, já agora, acho uma falta de bom-senso gigante estares a comparar o teu trabalho de jornalista com o trabalho dos professores. Sim, os media são super importantes. Mas não mais importante que os professores. Nunca mais importante que os professores. Trabalhaste 12h por dia, coitado do pobre. Desgastante, imagino, nem estou a ser irónica. Mas não me venhas dizer nem comparar ao desgastamento que os professores sofrem.

    Aluna a reportar, não sou professora nem nada. Para a próxima, tenta informar-te melhor.

    "Quanto às avaliações, bom, fazem parte da função. Se não queria corrigir testes e fazer avaliações não deveriam ter escolhido essa profissão." Ora foda-se. Peço desculpa, mas que argumento ridículo. Nenhum professor tem amor à correção de testes. Havia de ser bonito se agora ninguém fosse para professor para não ter de corrigir testes.

  189. Como em todas as classes há bons e maus profissionais e um bom professor fica sim muitas vezes, não só em épocas de testes e exames, até mais tarde a trabalhar. Isso acontece por várias razões, uma porque há sempre planificações a fazer, duas porque os planos podem ser mais simples ou não consoante os alunos que se tem(as turmas não são homogéneas e o número de alunos é cada vez maior). Em terceiro lugar e não menos importante , os professores têm família, afazeres de casa e também são humanos e ficam doentes logo as horas que têm em casa têm de ser divididas entre o que qualquer humano necessita fazer mais os afazeres de um bom professor. Posso-te dizer que nem quando chego à cama para descansar deixo de estar a pensar em todos os meus deveres de professora, então faz lá as contas e vê se não dá bem mais do que 40 horas semanais.

  190. Vocês é que deveria ler leis e retirar as verdadeiras informações um professor tem um horário completo de 25h letivas se a carga horária for de 12h horas isso corresponde a um horário incompleto e a culpa não é do professor mas das vagas que lhe ficam estipuladas. quanto aos horários zero os professores não os têm porque querem mas sim porque os agrupamentos lhes estipulam…infelizmente não sabe mesmo do que fala. a realidade não é a que declara aqui.

  191. Sr. Arrumadinho
    quando escolhemos uma profissão escolhemo-la com gosto, no entanto não somos obrigados a concordar com tudo o que nos delegam para fazer. Acho normal que os professores digam que trabalham até tarde, no meu caso primeiro tenho que tratar da minha filha e só quando ela adormece, por volta das nove e meia é que começo a fazer o trabalho da escola. Se é jornalista deve perceber o que é isto de todos os dias trazer trabalho para casa…Eu, no meu caso estou todos os dias com 25 alunos, tenho na mesma turma 3º e 4º ano e mais duas crianças com Necessidades Educativas Especiais uma a fazer primeiro ano e outra a fazer segundo, além delas tenho mais um aluno que veio do Congo, que fala Francês e apesar de estar inscrito num quarto ano faz trabalho de primeiro. Não trabalho dez nem quinze horas por dia mas sim 25 fora as que dou de apoio ao estudo que são mais duas. Agora pergunto-lhe, acha mesmo que com a turma que tenho,com tantos níveis diferentes, e uma filha pequena em casa que me deito cedo???? Acha que é fácil preparar aulas para 3 anos de escolaridade diferentes??? E sim só fazemos testes uma vez por período mas esquece-se de toodo o trabalho que trago para casa para corrigir…. é vverdade fui eu que escolhi ser professora, mas pelo bom trabalho que faço, pelo tanto que me esforço merecia que este governo tivesse ,mais respeito por mim e por tantos outros como eu. Se é jornalista também já teve pprofessores, pense bem na sua professora da pprimária, ponha a mão na consciência e veja se realmente gostava que ela fosse tratada como nós estamos a ser tratados… um monte de lixo completamente dispensável! Todos temos deveres mas também temos direitos e é um direito meu e de todos os meus colegas "mostrarmos" como está mau o ensino em Portugal. E o SR, como jornalista tem o dever de se informar melhor sobre os motivos da greve dos professores antes de os criticar. Não me parece que os dois professores que diz ter tido em casa se sintam orgulhosos das suas palavras.

  192. Concordo inteiramente com a Mariana Reis. Os professores hoje em dia têm o dobro do trabalho de há 30 anos pra cá e o dobro das preocupaçoes, aka o medo-de-ficar-desempregado, e ainda ter de levar com turmas de 30 alunos em que quase nenhum se aproveita. E depois ainda vêm dizer que os exames da quarta classe foram um sucesso, com 53% de positivas a português…
    Subscrevo também a opinião do Daniel Oliveira: "Crato acabou mesmo por ter de encontrar outra data para o exame de português. Com a agravante de ter criado uma insanável desigualdade entre os alunos que fizeram o exame de hoje e os que farão o de 2 de Julho. Ao recusar o adiamento para dia 20, Crato queria mostrar a sua força. A adesão à greve foi enorme e nem convocando todos os professores conseguiu evitar que quase um terço dos alunos não conseguisse fazer exame. Ou seja, a demonstração de força enfraqueceu-o e criou um problema sem solução possível(…)
    Não sou acérrima dos sindicatos mas este Governo já passou das marcas à muito tempo e não podemos continuar a vestir a pele de cordeirinhos. Esta greve, para mim, à parte de fundamentalismos – mostra que como povo, temos voz e vamos usá-la.
    CM

  193. Trabalham 15h a 20h?? ler leis antes de falar de todo que não lhe ficaria mal….como professora que sou tenho 27 horas letivas fora as não letivas, mais as reuniões( que não são por período, mas sim sempre que forem precisas, no mínimo uma por mês), mais as reuniões de pais e o estar sempre disponível para falar com o encarregado de educação. Mais não são feitos testes apenas por período geralmente, faz-se teste todos os meses. As aulas não se preparam de mês a mês mas sim todos os dias, os trabalhos de casa não se corrigem sozinhos e as fichas de trabalho também não. Apenas gostaríamos de ser visto como uma classe trabalhadora, carregada de trabalho e que não merece valor por parte de ninguém, nunca se esqueça que é jornalista graças aos professores que o ensinaram toda a vida.
    Apenas lutamos pelos nossos direitos e para todos os dias podermos ter dinheiro para colocar a comida na mesa das nossas famílias.
    Como professora contratada não me queixo de andar a pular de escola em escola, apenas gostava de poder ter este trabalho todo, mas infelizmente, a fechar as escolas a aumentar turmas e a fazer mega-agrupamentos vejo o meu futuro triste, infelizmente.
    Como filho de professores noto que está muito mal informado da realidade de hoje em dia nas escolas.
    Sem mais…

  194. Eu também sou filha de professora e hoje a professora sou eu. A realidade da minha mãe era muito diferente da de hoje.
    É fácil falar para quem está de fora, mas " só quem está no convento sabe o que lá vai dentro".
    O que seria dos professores se agora começassem a opinar sobre os jornalista…
    Ana

  195. O ensino de antigamente, do tempo dos seus pais, provavelmente não tem muito haver com o tempo de agora. Agora há mais burocracia, os programas de ensino mudam com muito mais regularidade, os alunos estão muito mais indisciplinados… e muitas mais coisas que não vou aqui descrever. Mas concordo com algumas coisas que disse sobre os sindicatos. Eu gosto do que faço, mas quero o melhor para a escola pública e acho que mereço alguma consideração por parte do ministérios« quando tenho 11 anos de serviço e continuo contratada e com vistas de perder o trabalho para o ano que vem. Tenho uma filha pequena que tem pouco tempo para estar comigo de noite, pois estou sucessivamente ao computador a efetuar pesquisas, fazer grelhas da minha direção de turma, fazer instrumentos pedagógicos online, etc… Agora se todos fazem como eu não sei, mas há um grande grupo de pessoas que lutam pelos alunos e pelo seu sucesso. Não coloque todas as pessoas no mesmo saco. Ah e não compare o seu trabalho ao nosso, o seu vive das entrevistas que não lhe permitem estar no mesmo sítio e nós estamos confinados a uma escola sem as condições necessárias para fazer as tarefas, que fazemos em casa, num local próprio. Um dia aproveite e vá ver as condições que existem nas escolas do 1º e 2º ciclo para um trabalho efetivo…

  196. 'O Governo que mudasse a data'…Porquê? Os exames já estavam marcados antes da greve, porque teria de ser o Governo a ceder?

  197. Respondendo apenas ao tópico 1:
    Muito antes da greve marcada já o exame estava marcado.
    Acho muito bem fazer-se greve, é um direito de todos mas de facto a liberdade de um acaba quando a do outro começa e foi isso que hoje aconteceu.
    Greve hoje não foi um ato egoísta mas sim algo muito pior que isso.

  198. Muito se queixa o professorado. Vai-se a ver e usufruem de melhores condições do que os restantes funcionários públicos até hoje. Andaram sempre na mama e agora correu-lhes mal. Vai-se a ver e são os únicos afectados pela crise económica e financeira do país. O que fizeram (e o que vão continuar a fazer) é uma vergonha. Arrastar alunos e prejudicá-los quando, a educação, é um direito deles e de todos, não. É vergonhoso, é abaixo de cão. E sim, também venho de uma família de professores em que, tudo o que fazem o ano inteiro, é queixarem-se. Nunca vi semelhante, e rematam sempre com o argumento das reuniões. Meus amigos, não querem reuniões, despeçam-se ja que gostam tanto de "ir para a rua". Há maneiras e maneiras de fazer as coisas, e muitos são os desempregados que adorariam o vosso lugar. Só porque têm que trabalhar mais e porque vão ser sujeitos a uma série de despedimentos, prejudicam gravemente o presente e o futuro de adolescentes que são, teoricamente, o futuro deste país. Relembro que não representam o único sector da função publica portuguesa, e que há muita gente que ja se sujeitou às 40h semanais e que se limita a trabalhar! Que tal fazerem o mesmo e deixarem-se de lamúrias? São uma vergonha, e o que estão a fazer uma vergonha ainda maior. Graças a deus que frequentei o ensino provado e que sempre tive possibilidades para isso. Pelo menos aí todos os meus professores se preocupavam connosco e mostravam um lado humano a que poucos estão habituados. Se so sabem criticar a vossa profissão e as condições que ela acarreta, deixem-na e abram espaço para outros.
    Tenho 19 anos e percebo isto. Nao, nao sou bruxa nem feiticeira

  199. Após ler a sua opinião, Arrumadinho, parece-me que considera que a vida de professor é fácil, uma vez que, tal como refere, em 3 meses, apenas 15 dias são de trabalho intenso e que sobra imenso tempo, das 12 a 20 horas letivas (nesta campo devia informar-se melhor) para todas as tarefas inerentes á profissão. Fica então uma pergunta por responder: se os professores têm uma vida tão "folgada" assim, porque razão não escolheu esta profissão?
    Só assim saberia do que falava e das reais condições dos professores na atualidade. Não queira comparar com o que viveu enquanto aluno…

  200. Sou aluna, não fiz exame e não concordo com muitos pontos da sua opinião. Simplesmente já não corresponde à realidade, ser aluno há 20 anos não é ser aluno hoje. Apoio os professores, o erro foi do governo que sabendo da greve que nunca iria ser alterada não se mexeu. A data de 2 julho,o dia para qual foi adiado o exame já estava pensada e podia ter sido divulgada muito antes e as cenas tristes que ocorreram hoje com alunos a fazer exames em refeitórios e ginásios, salas a serem invadidas etc, podiam ter sido evitadas.

  201. 12 horas letivas? Onde? Trabalho há vinte anos e tenho 22 letivas e os testes não são de três em três meses. E o problema nem são os testes, mas sim todo o trabalho burocrático que aumenta a cada dia.

    Respeito a opinião, mas como jornalista, antes de escrever, penso que deveria estar mais bem informado.

    Partilho a opinião relativamente a quem nos representa, mas o ME nunca ousa ouvir os professores, nem pais, nem alunos…

  202. Acho que anda um bocadinho desfasado da realidade…por norma faz-se pelo menos dois testes por período! Logo deve dar um teste em cada mês e meio…Depois, não sei em que mundo em vive, ou que escolas é que frequentou, mas para além dos testes há muitos outros trabalhos que têm que ser corrigidos, já para não falar nas famosas questões aulas…
    A taxa de natalidade está a diminuir, é um facto, mas não ao ritmo alucinante em que se despedem professores todos os anos!

    Na greve de hoje, a maior intransigência veio da parte do ministério…quando os seus filhos (isto é se frequentarem escolas públicas) forem prejudicados por estas medidas, vai-se lembrar que alguém podia/devia ter feito algo.

    Concordo plenamente que existam muitos trabalhadores que só querem o ordenado ao fim do mês e nem sequer se esforçam minimamente para o ter (o patrão que se arranje)…mas não podemos generalizar!

    Contudo, parece-me que depois de tantas lutas e com este governo os direitos dos cidadãos são postos cada vez mais em causa.
    A greve é um direito e há sempre alguém que é bastante prejudicado. Infelizmente hoje foram os estudantes e num dia bastante critico. Mas não duvide que para qualquer professor (pelo menos que ame a sua profissão) hoje foi um dia negro.

    Mais uma questão, gostando-se ou não, não me parece que o Mário Nogueira não trabalhe…antes pelo contrário.

    Se o seu posto de trabalho estivesse a ser posto em causa, ou sentisse que o tratavam como lixo, talvez pensasse de outra forma.

    Na minha opinião, quem mostrou falta de bom senso, foi o ministério da educação…

    P.S. Tenho um irmão no 12.º ano e que também foi afectado por toda esta situação.

  203. Caro anónimo. Diz que estou "mal informado" e depois diz que eu "preciso de um blogue para ganhar dinheiro". Eu sou jornalista há quase 20 anos, e é daí que vem o meu salário. Não preciso de um blogue para ganhar dinheiro. E, se precisasse, estaria no meu direito. A minha função é, também, escrever. Quanto ao que diz sobre os trabalhos dos professores, bom, tudo o que referiu faz parte das competências dos mesmos. Se não queria fazer essas coisas deveriam ter escolhido outra profissão.

  204. Desculpe o presente comentário, (sigo o seu blog e até lhe achava piada) mas falar daquilo que não sabe é aquilo que a maior parte dos jornalistas faz hoje em dia e irrita-me profundamente. Vá às escolas, fale com os professores, com os funcionários e veja em que estado se encontra a educação com as políticas que introduziram nestes últimos anos. Educação é exatamente aquilo que falta aos nossos alunos. O facilitismo acabou por se instaurar nas escolas, culpa das políticas do “aprovado” a tudo custo. Leia a legislação que temos atualmente e veja como está a educação.
    12 Horas de trabalho por semana, não me faça rir. Fico triste por vivermos num país em que todos sabem tudo e opinam sobre tudo sem conhecimento de causa.
    Sou professora com muito gosto e trabalho bem mais que as 40 horas por semana que esses governantes nos querem impingir. Não tenho medo ao trabalho, tenho medo à falta de educação dos meus alunos e dos pais dos meus alunos que acham que nós temos que os transitar, sem que eles, nada tenham feito para o merecer.
    Testes de avaliação de 3 em 3 meses, não me faça rir outra vez. Realmente só ser for nos anos 90, porque na escola onde leciono, por período letivo os alunos fazem 2 a 3 testes e por vezes 4 para os meninos não terem muita matéria para estudar de uma vez… coitadinhos têm tanta coisa para fazer, que não podem estar só a estudar.
    E muito mais tinha para dizer no entanto parece-me que não vale a pena … porque “pimenta no cú dos outros é refresco”

  205. Meu caro. Eu falo em médias. Se, como diz, o máximo do horário lectivo de um professor é de 25 horas, então, e partindo do princípio que há muitos professores, com muitos anos de profissão, com 12, 13 horas lectivas semanais (fora os que têm horário zero), então, a média andará pelos números que referi. É só fazer contas.

  206. Concordo em parte com o que dizes Ricardo, e também eu venho de uma família típica de professores, aos quais já disse, algumas vezes até, que sempre foram uns priveligiados, comparativamente a outras profissões no privado.
    De qualquer forma, o Ensino em Portugal já há anos que está em declínio e um dia como od e hoje haveria de chegar, em que já se tenta não olhar aos meios, para atingir os fins.
    A verdade também é que os professores têm alguma razão e têm direito á sua greve, mesmo que seja num dia que é importante para tantos estudantes.
    Agora, a posição frouxa, que não tem outro nome, do governo, permitindo que alguns alunos tenham feito hoje o exame e outros o façam dia 2, vai, invariavelmente, prejudicar muitos alunos de uma forma ou de outra.
    A dualidade de critérios na rigidez contra os miúdos do 4º ano nos seus exames e o relaxamento total para com os alunos que estão a prestar provas de ingresso à universidade, é enorme. Não se compreende e é o mesmo que dizer: os miúdos ainda vamos a tempo de converter, os outros, esses, vão ser apenas e só desempregados ou emigrantes.
    Não quiseram dar parte fraca e foram os que podiam ter mudado a data do exame à cabeça, sem precisar de todo este braço de ferro desnecessário e a indecisão que, essa sim, causa stress aos alunos e prejudica-os.
    Os sindicalistas que representam a classe dos professores são, pardon my french, uns incompetentes. São-no há anos.
    Não se afiguram tempos melhores, o Ensino está assim, esperem até chegar à Saúde como deve ser.

  207. Já se percebeu que embora diga que "A luta mais eficaz é que é feita com cabeça, com a nossa própria cabeça" vê-se que não a usa muito pois caso contrário percebia que uma greve só é eficaz se prejudicar terceiros caso contrário é irrelevante.
    Por outra lado já se percebeu também que de educação e do que é a vida de um professor percebe é ZERO.
    Faça-nos uma favor opine apenas sobre aquilo que conhece pois de educação e da vida de um professor já se percebeu que percebe ZERO.

  208. Cara Alexa, reparou que, no meu texto, eu disse que sou filho de professores? E que cresci nesse ambiente? E que toda a minha vida, até aos 35 anos, andei a caminho da escola onde a minha mãe trabalhava? Por isso, sei bem o que é a realidade de uma escola.

  209. Três comentários:
    1. Reza a História da educação em Portugal que de facto as sucessivas mudanças de governo levaram a igual número de mudanças… nas políticas educativas, o que não me parece ser defensável em qualquer circunstância.Assim sendo, está explicado porque o senhor não se lembra "de um único ministro da Educação que, aos olhos dos dirigentes sindicais [e, acrescento eu, aos olhos dos profissionais de educação], tivesse sido bom".
    2. Bom senso e espírito de missão é algo que não falta à maioria dos professores (há maus professores, pois há, como há maus médicos ou maus jornalistas, entre outros)- e aí, desculpe-me, mas tenho mesmo "telhados de vidro" como professora que sou; aliás, os dois exemplos familiares que refere assim o provam.
    3. Quanto a aderir a uma greve neste dia, penso que o senhor apenas critica pois não conhece os verdadeiros contornos em que tal acontecimento se deu. Aconselho-o a informar-se um pouco melhor e entenderá decerto melhor o que se passou; afinal também aqui se trata duma questão de bom senso.

    Esclarecimento final: quem assim lhe fala é não só professora como mãe de 3 filhos, sendo que dois deles têm exames (um deles não realizou o seu exame de Português hoje, o outro terá exames de 9º ano brevemente) e o outro é universitário. Se estou preocupada com os exames que hoje não puderam ser realizados pelos estudantes? Estou. Mas preocupa-me muito mais não saber como vai ser o futuro destes 3 jovens, com governos como os que temos tido desde há um bom par de anos. E é mais do que hora de nos mexermos.
    Verá que ser pai (nos) dá uma perspetiva muito diferente da vida.

  210. Falar sem verdadeiro conhecimento de causa, parece-me muito ingénuo da sua parte. Não vou falar na generalidade, uma vez que, como em todas as profissões, existem bons e maus profissionais. Vou referir, sim, um caso que me é muito próximo… O meu namorado é Professor há quase duas décadas. Neste último ano, e como tendo sido em todos os anteriores, ele sai de casa às 7h15m e regressa às 19h30m. Só em horário lectivo são 27h… Nove turmas, de cerca de 30 alunos cada. Portanto, as suas considerações sobre o que é o horário lectivo e não lectivo de um Professor estão, no mínimo, completamente, desfasadas da realidade de muitos dos docentes deste país. O meu namorado, neste último ano, deitou-se todos os dias para lá da meia-noite, como fins-de-semana sempre preenchidíssimos. A vida de um Professor não se resume à preparação de testes e aulas. No entanto, quando se tem 9 turmas, isso tem muito peso. A vida de um Professor competente é, também, a preparação de visitas de estudo, dentro do âmbito da disciplina, aulas laboratorias (no caso específico da disciplina de Ciências Físicas e Químicas, leccionada por ele), correcção de trabalhos, mini-testes, questões de aula e actividades extracurriculares, igualmente, no âmbito da disciplina em questão.
    O meu namorado trabalha mais de 40 horas semanais, portanto, o que este Ministério pretende é acrescentar-lhe mais 5 horas, além das 40 e muitas que ele já trabalha.
    Não gosto, particularmente, dos sindicalistas em questão, mas, neste momento, concordo com o que defendem e, infelizmente, vemos e ouvimos a nossa sociedade, na maioria das vezes, falar sobre a classe docente como uma classe privilegiada, sem conhecer as reais dificuldades de muitos professores (dos competentes e empenhados).

    Vera Veiga

  211. Cátia, falei de horário lectivo, e não de horário. E refiro uma média, porque há professores com horário lectivo inferior a isso, com 12, 14 horas semanais. Quanto às avaliações, bom, fazem parte da função. Se não queria corrigir testes e fazer avaliações não deveriam ter escolhido essa profissão.

  212. Subscrevo, e digo mais: o problema dos professores (e dos funcionários públicos em geral) é não terem ideia do que se passa no privado.

    Eu também trabalho até à meia noite e não me pagam horas extra;

    Eu também sofro de "mobilidade", é mais ou menos assim: "ou vai trabalhar para Espanha ou fica sem trabalho";

    Eu também sou avaliada, com um diferença: se for medíocre e preguiçosa, poem-me na rua, não me pagam o mesmo que aos competentes.

  213. O "até à meia noite a corrigir testes" não quer dizer "desde as 19h (quando chegam a casa) até à meia noite", mas considere-se que é, pelo menos, desde as 21h, já que até essa hora há muitos filhos que precisam de ser alimentados, lavados, deitados, ajudados com trabalhos da escola… enfim.

  214. Arrumadinho, tenho de discordar com alguns aspectos que aqui escreveste. Falo por experiência, que a minha avó foi professora e a minha mãe também o é, e posso-te dizer que a minha mãe fica a trabalhar até às horas que esse marido referiu. Ela tem 30 anos de serviço e queixa-se que nunca teve de trabalhar tanto como agora, mas não é tanto o preparar aulas que a cansa: são as burocracias a que obrigam os professores a realizar. E, desculpa-me, mas estás desatualizado quanto aos testes. Os professores primários têm de fazer 2 testes, mais uma ficha de avaliação trimestral, por período. Os professores de 2º ciclo ao secundário têm de fazer 2 testes, mas não têm menos de 60 alunos, a minha professora de português, por exemplo, tem quase 100. E depois tem outros trabalhos que tem de corrigir. E reuniões a que têm de ir. E filhos para criar. Os professores não são máquinas, não chegam ao fim do dia e dizem "pronto, agora vou para casa e acabou-se o trabalho". Não, quem lhes dera que assim fosse!
    Assim sendo, por favor não me digas que é impensável um professor ficar até tarde a trabalhar, porque na verdade não é. Até porque tu és pai, e de certo trabalhas mais DEPOIS de teres tratado do teu filho, e até te podes deitar mais tarde por causa disso. Os professores são iguais, só que este trabalho é diário, a correr de um lado para o outro e sem ter o direito a poder "meter férias" quando lhes "apetece" – só podem ter férias, com sorte, a partir de 15 de Julho, e até lá já andam a trabalhar desde 10 de Setembro ou assim, sem parar. O ensino está muito diferente desde à 30 anos atrás, para além de que é preciso mencionar que as turmas estão cada vez maiores, perdendo-se assim o ensino mais individualizado (e aumentando o desemprego, porque um prof. em vez de ter 15 alunos tem 30 e "tira" lugar a outro colega) e a maioria dos alunos é MAL mas mesmo MAL educada, e os professores ainda têm de aturar os meninos, os pais e até o diretor de Agrupamento, caso diga que o menino não é bem comportado.

    "Eu sou aluna do 12ºano e hoje tinha exame. Fartei-me de estudar e, na minha escola, apenas 60 alunos fizeram exame, e eu não me sinto melindrada acerca disso. Tive colegas que chegaram ao ponto de chorar, e isso sim melindra-me: porque raio choram? Se sabem a matéria para hoje, sabem para quando fizerem o exame, sinto-me pior pelos colegas que tiveram de ir para as salas e provavelmente nem se conseguiram concentrar e fazer o exame em condições.
    Sinto mais que ORGULHO pelos meus professores, que são pessoas impecáveis e estão no direito de se fazer ouvir e lutar por uma vida melhor, que hoje, mais que nunca, me deram uma AULA: uma pessoa não se deve rebaixar, mas sim LUTAR pelo aquilo a que tem direito. Prefiro não fazer exame e saber que os meus professores, e até a minha mãe, que é professora primária, lutaram para ter um futuro melhor. Prefiro não ter exame HOJE e saber que a minha mãe não fica sem emprego AMANHÃ. Porque, veja-se, de que me valia umas folhas de papel e depois nem dinheiro para comer ter?
    Eu sou aluna do 12ºano e hoje tinha exame. Não o fiz, e não podia estar mais feliz acerca disso.". Escrevi isto numa publicação de facebook de uma blogger. Adianto, também, que ouvi colegas a chamar "filhos da p*ta" aos professores por fazerem greve e por causa deles não entrarem na universidade por não terem o exame, ou porque agora vão ter de estudar outra vez. Nenhum aluno vai ficar por entrar na universidade por causa da greve, até porque isso vai ser salvaguardado pelo governo (e já houve um ano em que os alunos entraram em Janeiro, por situações indênticas) e, quanto a estudarem, posso dizer que quem sabia para hoje, também sabe para outro dia qualquer, quanto muito dá uma pequena revisão para avivar a memória. Não foi numa semana que os alunos aprenderam a matéria de um ano letivo, já tinham que a saber e agora apenas a relembrar.

  215. Concordo com a tua posição, com a incredulidade para com a posição tomada pelos professores que tão bem descreves. Hoje em dia todas as classes profissionais passam por privações. Quase todos trabalhamos mais do que seria de esperar do pagamento que nos fazem. Mas prejudicar aqueles para quem trabalhamos como forma de ganhar notoriedade não me parece apropriado. Se todo o fizessemos tinhamos uma sociedade mergulhada no caos. Aceito os argumentos dos professores mas o que acho é que muitos não perceberam é que o que fizeram hoje não foi para melhorar a sua posição mas sim para ajudar numa frente de embate que se move mais por questões políticas do que educacionais.

    Ainda assim, reforço, respeito todas as opiniões e os argumentos que apresentam.

  216. Não posso deixar de fazer um comentário magnificência de tais palavras. Sou professora há muitos anos, não aderi à greve!Não concordo com as medidas do governo, mas não me meto nas ditas "politiquices" Sindicatos versus Governo.
    Apesar das bocas foleiras dos próprios colegas à entrada da escola,
    Sou pelos meus alunos é por eles e para eles que sou professora.
    Sandra Oliveira (professora de Portugal continental e com uma mobilidade bem acima dos 100 Km… na ilha da Madeira) e depois??!!!

  217. O horário completo de um professor não são 20 horas como diz aqui. Talvez fosse melhor informar-se primeiro. Ainda que tivesse um teste de 3 em 3 meses como diz, não se avaliam só testes. Há fichas formativas que se produzem, planos de recuperação, há textos que se corrigem. Não me parece que ninguém tenha diabolizado o ministro, este é que revelou falta de bom senso. A preocupação com os alunos deve passar pela qualidade de ensino.

  218. E o trabalho dos professores é só as aulas? Os meus pais são ambos professores e a minha mãe passa a vida a dizer que o mais fácil é dar as aulas. E as formações longe de casa e em plataformas online? As reuniões, as actas, os conselhos? Os prazos apertadíssimos para corrigir exames? As tendinites por muitas horas a escrever? As horas de componente não lectiva que são obrigatórias?
    Quanto à greve não me manifesto, mas você não tem a mínima noção do dia-a-dia numa escola para dizer que lhes sobram X horas e que não se precisam de deitar à meia-noite. A minha mãe deita-se muitas vezes depois disso para ter aulas preparadas para que depois você e outros não venham dizer que os professores não prestam porque os filhos nem sabem fazer contas de cabeça.
    Tudo o resto passa-me ao lado, mas essa suposição dos ritmos de trabalho de um professor foi absolutamente ridícula.

  219. Mais um texto fantástico que revela bom-senso, e o ponto de vista de alguém que trabalha efectivamente 12 e 13 horas por dia!

    (Já leu a crónica do Miguel Sousa Tavares constante da última edição do Expresso? Ainda que muitas vezes esteja em desacordo com os pontos de vista dele, desta vez foi incisivo e brilhante, diria.)

  220. E quando são os médicos e enfermeiros a fazer greve? Também são adiadas, consultas e cirurgias inadiáveis.

    Os professores têm muita razão de queixa e estão a lutar pelo bem dos alunos, pelo bem das condições de trabalho.

  221. Bravo!! partilho totalmente da sua opinião, e não compreendo o que se passa com esta classe profissional. Há 10 anos atrás, quando entrei no ensino superior, era de conhecimento geral que ser professor não dava garantias de nada… e tive colegas de secundário que mesmo assim optaram por ir… não percebo como alguém se pode espantar de haver cada vez mais professores no desemprego, uma vez que a natalidade tem vindo sempre a descer. Males globais…
    Manifestem-se como quiserem, mas destabilizar um dia que pode ser decisivo na vida de tantos milhares de jovens parece me simplesmente egoísmo.
    M.L.

  222. Não discordo de quase nada do texto.

    Contudo, provavelmente devido ao facto de ser funcionário público e de sentir no osso (e já não na pele) esta conjuntura, não sou capaz de criticar assim tanto os professores.

    Penso que, actualmente, uma simples greve em nada, mais uma vez, resultaria. Hoje em dia, a se optar pelo direito à greve, tem de ser ser da forma que mais doa, mesmo implicando muitos danos colaterais. Caso contrário, é só poupar dinheiro à entidade patronal, neste caso, o Estado, e resultados zero!

    Em relação aos alunos, também eles não se podem esquecer que já fecharam escolas, já boicotaram exames globais (com piquetes a impedirem os colegas que as queria fazer, como foi o meu caso), etc, etc… Estudaram, é verdade, mas se não o fizerem hoje, também não se vão esquecer da matéria de um dia para o outro.

    Enfim, é um tema algo delicado, em que a razão está repartida parte a parte…Como quase tudo neste país (do faz de conta) dos dias de hoje.

    PS – Excelente texto.

  223. Testes de 3 em 3 meses? As aulas vão de Setembro a Junho, os miudos têm pelo menos 2 testes por período, fora os outros trabalhos que os professores mandam fazer…

  224. nunca comentei os teus posts mas depois de ler algumas afirmações tuas tenho de o fazer. quando se faz uma análise ou critica investigar um pouco mais sobre o tema porque senão corres o risco de dizer asneiras. o horário letivo de um professor é de 25h no 1º ciclo, 22h no 2º e 3º ciclo e de 20h no secundário. essas horas vão reduzindo com a idade/tempo de serviço.

  225. Obrigada Arrumadinho, por pores os pontos nos i's, finalmente.
    Eu sou aluna, e concordo completamente com o que disse.
    É preciso bom senso e sensatez, acima de tudo.

  226. Testes de 3 em 3 meses? A sério, está muito mal informado. A realidade do ensino não é essa. Num período fazem-se no mínimo 2 testes, 3 ou 4 questões aula, trabalhos de pesquisa, relatórios… enfim… você para ganhar dinheiro precisa de um blog… e é com estes textos que consegue vender livros… Enfim… Triste!

  227. O pior é que a vida de professor não é só preparar aulas e corrigir testes. Há reuniões de avaliação, reuniões de agrupamento, reuniões de pais, reuniões de escolha de materiais, entre outras. Há ainda as aulas de apoio e as aulas de substituição. As horas e horas a preencher papeladas e a ler legislação. De fora, é muito fácil criticar o Professor.
    Os professores não se queixam do trabalho que fazem, mas sim da forma como são tratadas, tanto pelo Ministério como pela sociedade. Ser professor não é só dar aulas, é muito mais que isso. Contudo, como indica, há maus e bons profissionais em todo o lado.

  228. 1 – Se a greve estava marcada, porque é que o Governo não alterou a data dos exames logo?
    2- a greve foi feita para ser um inconveniente, ou não tinha impacto. Senão havia greve de transportes aos fins-de-semana e não durante os dias de semana. Eu, que preciso de transportes públicos para me deslocar, não vou poder ir trabalhar dia 27. É chato? É sim senhor. Mas já que anda tudo mal, anda tudo mal para todos. Coitados dos estudantes, coitados de todos.
    3- Infelizmente os professores trabalham MUITO mais do que 40 horas por semana, isso posso garantir. Têm condições péssimas (por exemplo turmas enormes), salários muito baixos. Acho muito bem que façam greve. Se é um inconveniente para os alunos? Como disse de início, o Governo que mudasse logo a data.

  229. "Aderir a uma greve num dia de exames revela pouco bom-senso e muito egoísmo."

    Com esta frase expressaste muito bem aquilo que penso.

  230. Todos temos direito à opinião, e a tua, acertada aqui ou ali, não corresponde à realidade ou desafios atuais. Não mesmo. FIca-se até tarde, sim, quase todos os dias sim. Falaste muito sem saber, e para nos representar precisamos um político, sim.

    Por isso não voltarei a ler-te. Sou eu a exercer a minha liberdade.

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