A maravilhosa Sintra

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A vista do alto do Santuário da Peninha

Sempre fui uma pessoa dada ao exercício. Desde que me lembro que pratico desporto, e ainda hoje tento correr pelo menos três vezes por semana e ainda dou um salto ao ginásio. Infelizmente, faço-o quase sempre sozinho, já que se há coisa que não consigo é arrancar a esposa da cama para nada que implique o mínimo de esforço físico. Mas no fim-de-semana passada deu-se o milagre: convenci-a a fazer um passeio pela serra de Sintra, uma coisa que já fiz algumas vezes há uns 10 anos, mas que nunca mais repetira. Como no dia 27 de Janeiro vou andar por ali a subir a serra no Grande Prémio Fim da Europa achei que esta seria uma boa oportunidade para perceber bem o que me espera.

A acompanhar-nos neste passeio estiveram o Pedro e o Gonçalo, dois amigos, guias turísticos, apaixonados pela serra, que criaram a Walking in Sintra, um passeio por caminhos incrivelmente belos, cenários que parecem criados para filmes de época, românticos ou de terror, já que passamos por áreas que têm tanto de fascinante como de assustador. Pelo caminho, o Pedro e o Gonçalo foram-nos contando histórias de todos os locais, explicando a organização da serra, as vistas, coisas que já por ali se passaram, dando dicas sobre sítios que poderemos visitar, locais óptimos para petiscos.

No passeio, visitámos uma anta celta, que muita discussão tem gerado. Para uns, as pedras foram dispostas daquela foram por mero acaso da natureza, para outros, foram assim colocadas como cerimónia fúnebre. Subimos à anta e, lá de cima, conseguimos uma vista do outro mundo, de 360 graus, que permite ver tudo o que nos rodeia. No regresso, passámos por uma zona onde se realizara recentemente um ritual satânico – há imensos vestígios de cera derretida, de restos de comida, ossos, etc. Mas o que vimos foi um verdadeiro festim, com maçãs espalhadas, garrafas de espumante, purpurinas, baton, flutes, etc.

Ainda antes de passarmos pelo Cabo da Roca parámos para almoçar no Moinho, que também tem uma vista incrível, e onde devorámos uns óptimos nachos com queijo cheddar derretido.

Um dia a repetir.

Se alguém quiser conhecer tudo isto ou experimentar um passeio do género, basta ligar para o Pedro ou o Gonçalo através do número 912 440 101. Se quiserem saber mais coisa, podem sempre ir à página de Facebook da Walking in Sintra. Não vão arrepender-se.
Um dos locais por onde passámos, e que parece uma pintura de um cenário de filme
Vestígios de um estranho ritual na serra – há gente esquisita
Dois baloiços românticos junto ao parque de merendas
A vista ao almoço, do restaurante O Moinho
Mais uma vista do Santuário da Peninha
O Gonçalo e o Pedro, aqui acompanhados pelo Chico, um cão que por ali apareceu
Eu e o Pedro no cimo da anta celta
Isto sou eu aliviado depois de ter descido da anta celta – não dei um tralho lá de cima, boa
Eu, a Maria e a Ana, a comermos uma bolacha “Família”, da Word Cookies (foi o nosso lanche)
Esta é uma das estradas por onde vou ter de passar na corrida de dia 27, pela Serra de Sintra

1 Comentário

  1. Boa tarde! Estou a fazer um projecto de fotografia e o meu tema é Sintra. Gostava muito de fotografar os baloiços da sua fotografia, consegue explicar-me mais ou menos o seu paradeiro? Obrigada

  2. O ritual "esquisito" faz parte do Yule, ou se quiseres, outro tipo de Natal, em que se celebra uma fase da Natureza, um novo ciclo, e provavelmente onde o nosso Natal teve origem…

  3. Arrumadinho,
    O nome da profissão de guia, designa-se por guia – intérprete e não guia turístico.
    Guia turístico refere-se aos guias livros.
    Bom Ano de 2013.

  4. Sintra é um dos locais mais belos do mundo. Eu, que trabalho perto, acabo por não ligar muito à beleza do local. Mas todas as visitas representam algo novo. Há sempre algo para descobrir.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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