Dr. Well’s: a melhor amiga de homens que (como eu) não vão para novos

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Nunca fui muito preocupado com isto de ver os anos a avançar. Sempre me habituei a ser o mais novo em quase todo o lado, e agora, que sou muitas vezes o mais velho, sinto-me quase da mesma forma que me sentia quando era puto. Acho que tem a ver, sobretudo, com o meu espírito de miúdo, que felizmente nunca perdi, e também não me vejo a perder de um dia para o outro.

Percebo, no entanto, que os números da idade pesam, mais até para quem me rodeia do que para mim. Quando, há uns anos, me perguntavam a idade e dizia que tinha 36, 37 a reação não era mesma que agora, quando digo que tenho 41, ou quando dizia que tinha 40. Ficam quase sempre surpreendidos, dizem-me quase sempre que não pareço nada ter 41, mas pronto, acredito que me dariam 35 ou 36. E qual é a grande diferença? O número 40.

Embora isto seja uma coisa que me preocupe pouco, começo, como toda a gente, a sentir alguns sinais da idade. Quando acordo começo a ter aquelas marcas de rugas nos olhos, tenho algumas rugas de expressão, já não consigo perder peso tão rapidamente, nada de muito preocupante, mas que é inevitável, independentemente de tratarmos melhor ou pior de nós e da pele. Por acaso até sou bastante atento a isso, e não encaixo no perfil de homem irresponsável que passa a vida a pisar o risco. Não fumo, só bebo um copo de vinho de vez em quando, não sou de ficar horas a torrar ao sol (na praia sou um avô, como escrevi neste texto), sempre fiz exercício físico, não faço grandes disparates à mesa, e acho que tudo isso contribuiu para que os efeitos visuais da idade não fossem muito evidentes.

Há dias, fui desafiado pela Sonae MC a conhecer um novo conceito de clínica que ia abrir no Centro Comercial Colombo, a Dr. Well’s. Lá fui, ao lado da Júlia Pinheiro, da Ana Garcia Martins, da Mónica Jardim e do João Montez. A clínica foca-se em duas áreas, dentária e estética, e tem um conceito que eu admiro e respeito muito: democratizar o acesso a tratamentos dentários e estéticos.

A minha amiga Júlia quis logo marcar 1001 tratamentos
A minha amiga Júlia quis logo marcar 1001 tratamentos

Infelizmente, muita gente não pode pagar por este tipo de tratamentos, e deixa de os fazer porque tem outras prioridades na vida. Há gente que tem de viver sem um, dois ou dez dentes porque, pura e simplesmente, não pode pagar por um implante. Ou que vive infeliz e com uma auto-estima em baixo porque não tem condições financeiras para fazer um tratamento estético corretivo. E isso é triste. Este tipo de coisas não deveria ser um exclusivo de quem tem muito dinheiro, e é precisamente essa a ideia base da Dr. Well’s, e foi por isso que me entusiasmei tanto com este projeto, que tive a sorte de acompanhar desde o primeiro dia (podem saber mais neste texto da NiT sobre a nova Dr. Well’s).

Uma das coisas de que mais gostei foi o facto de me sentir num ambiente médico, e não de shopping
Uma das coisas de que mais gostei foi o facto de me sentir num ambiente médico, e não de shopping

Os preços são muito acessíveis (há tratamentos a partir dos 21€), e, mais do que isso, há diversos planos que permitem poupar dinheiro ou fazer pagamentos em muitas prestações sem juros. Se fizer um Plano de Saúde Well’s tem, por exemplo, desconto nos tratamentos. Mas daquilo que paga uma parte é devolvida em Cartão Continente.

De entre os tratamentos, confesso que fiquei logo de olho nos transplantes capilares. Quem olha para mim se calhar não identifica um imediato problema capilar, mas a verdade é que não me parece que esta cabeleira dure muito, e naquelas zonas onde já me parece que começa a haver ali uma desflorestação evidente é muito provável que venha a optar por uma coisa deste género. A verdade é que ainda há muito preconceito em relação aos homens que recorrem a serviços estéticos. Eu tenho zero problemas com isso. Acho que a auto-estima é mais forte do que qualquer preconceito, e se tiver de fazer tratamentos para me sentir melhor, irei a correr. Também me agradaram as soluções de combate a gorduras localizadas (quem não as tem), as correções de rugas, a mesoterapia ou os tratamentos de rejuvenescimento. Dos tratamentos de medicina dentária, acho que vou experimentar os vários de higiene oral, as destartarizações e a implantologia (sim, eu faço parte dos mais de 73 por cento de portugueses a quem falta pelo menos um dente).

O grupo que foi à abertura da primeira Dr. Well's, no Centro Comercial Colombo
O grupo que foi à abertura da primeira Dr. Well’s, no Centro Comercial Colombo

Quem quiser conhecer a Dr. Well’s, basta ir ao Colombo — fica mesmo em frente ao Continente, mais perto da Worten. No primeiro ano de atividade, vão abrir mais cinco clínicas, as duas primeiras ainda este ano, e na zona do Porto.

Texto escrito em parceria com a Sonae MC.

10 Comentários

  1. Boa noite
    Não vejo onde consultas a 20€, 25€ sejam consideradas caras. Além disso tratamentos desde 21€ vão continuar a não ser acessíveis a grande parte dos portugueses, porque além da falta de dinheiro há também falta de cultura, mas isso é outro assunto.
    E então todas as outras especialidades médicas, em que aí grande parte dos portugueses não tem mesmo acesso? Oftalmologia ( e não falo de optometristas), dermatologia, ortopedia e mesmo reumatologia? Isso sim são consultas bastante caras, de 50€ para cima, e que nem mesmo a classe média tem facilidade em pagar. E também não venha dizer que há nos hospitais publicas, porque nem toda a gente tem acesso a uma consulta nessa área (a não ser que seja encaminhado pelo médico de família, é preciso que ele esteja bem disposto), e mesmo depois de encaminhado por esperar até 2 anos pela primeira consulta.
    Espero que incentive o Dr. Well’s abrir consultas desta aérea e a dar também descontos no Continente. Isso sim era serviço publico decente.
    Cumprimentos

  2. Caro Sr. Arrumadinho,
    A sua visão de que um implante dentário é um tratamento estético que deve ser democratizado e de que os tratamentos de saúde com descontos em cartão são uma ideia a defender entristece me. Em parte porque sou dentista e sinto que o meu trabalho é desvalorizado quando é tratado com a mesma leviandade que o caderno da escola ou o papel higiénico. Em parte porque se trata de saúde e vulgarizar a saúde dá sempre mau resultado e começa a comprometer a ética da profissão. Por fim, porque valoriza os preços baixos e não se pergunta a que custo são conseguidos. Provavelmente nunca viu um catálogo de materiais dentários e por isso não percebe o custo real dos tratamentos. Ou não percebe que para poder ter um tratamento assim provavelmente o médico não recebe um salário justo para toda a formação em que investiu. Deixo este desabafo para que possa pensar um pouco na próxima vez que decida servir de publicidade para outra Clínica mais democrática.

  3. Clínicas de shoping? Para mim não. Gosto muito do meu dentista de há anos. Não me sinto confortável em comrpar um kg de bife ao mesmo tempo que vou ao dentista.

  4. Acho hilariante o seu conceito de “democratizar”. Talvez fosse importante estar um pouco mais informado acerca deste conceito de vender saúde antes de escrever este lixo. Democratizar não é explorar profissionais de saúde. Devia explicar ao público que lê os seus artigos que quando se oferecem descontos em saúde que restringem o direito de escolha do prestador, se está a interferir com actos médicos, se estão a condicionar diagnósticos e tratamentos da doença e que se está a encorajar o paciente a fazer decisões baseadas no valor a curto prazo. Despreza-se o papel do clínico e do acto médico em si. Possivelmente para si democratizar significa escrever este tipo de publicidade encapotada desde que lhe paguem.

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