E agora algo de completamente diferente – política

0
23916

Conheci pessoalmente o Pedro Passos Coelho antes das eleições para a liderança do PSD. Fui almoçar com ele, com o Miguel Relvas e uma amiga comum. Durante umas três horas falámos de política, de jornais, de futebol e das relações entre políticos e jornalistas. Ele pediu-me para ser frontal na análise à sua prestação enquanto candidato a líder do PSD. E eu disse-lhe o que achava que ele estava a fazer de bem e de mal, o que poderia trazer de novo, como poderia afinar o discurso e melhorar os sound bites em entrevistas. O Miguel Relvas, que conheço há quase 10 anos, lá ia concordando com umas coisas, acrescentado coisas noutros. O projecto PSD desta dupla, que está hoje no governo, estava a dar nesta altura os primeiros passos, naquela que era a sua segunda vida, depois de já ter sido derrotado por Ferreira Leite nas eleições anteriores (recorde-se que quando chegou à liderança do partido, uma das medidas que tomou foi afastar Relvas e Passos das listas parlamentares e, assim, riscá-los de qualquer papel activo na vida do PSD).

Depois desta almoço fiquei com uma ideia, que hoje mantenho: Passos Coelho é um bom homem, tem excelentes intenções, grande vontade, muitas capacidades, mas precisa de uma equipa muito competente à sua volta para que uma máquina governamental funcione de forma eficaz e competente.

Foi com curiosidade que fui acompanhando o percurso de Passos e Relvas, e com satisfação que os vi chegarem ao Governo. Primeiro, porque achei que Sócrates não tinha as condições mínimas para liderar o País, depois porque concordava com muitas das ideias do programa eleitoral de Passos – também eu sou um liberal – e depois porque achei que Passos traria sangue novo à política, a Portugal, ideias diferentes, gente diferente.

Em geral, acho que ele tem feito o trabalho que se exigia que ele fizesse. Ele herdou um pedido de intervenção do FMI, que impunha cortes, aumento da receita, diminuição da despesa, e seria impossível que nestes seis meses de governo tivesse tomado medidas políticas populares. Contra mim falo, porque também fiquei sem metade do subsídio de férias. Vejo-o como mais uma contribuição para ajudar o País a sair da situação em que está. Se calhar até está a ir longe de mais nas medidas de austeridade, mas acho que é preferível, nesta fase, conseguir resultados que superam as expectativas da Troika do que resultados que fiquem àquem do esperado. Para os mercados internacionais, esses resultados podem passar um sinal importante de competência, o que pode aliviar a pressão sobre os juros da dívida. O caminho contrário, o da confrontação, o de prometer e não cumprir, o de esconder défice, foi o tomado pela Grécia, que está onde está.

Bom, mas hoje nem queria acreditar quando ouvi as declarações de Passos Coelho sobre os professores. Ou melhor, eu ouvi e percebi o que ele quis dizer, mas também percebi imediatamente que iriam ser alvo de um aproveitamento político inteligente da oposição – que foi o que aconteceu – e, assim, consequentemente, iria ter a opinião pública estupefacta com as ideias espatafúrdias do primeiro-ministro. Passos Coelho não disse aos professores desempregados para desempregarem. Disse para eles olharem para todo o mercado lusófono, nomeadamente o Brasil e Angola, porque podem ter aí uma alternativa de emprego. Não o poderia ter dito. Foi um erro, um tiro de canhão no pé, uma argolada de principiante. Esta ideia vai persegui-lo durante anos. Nas próximas eleições legislativas – daqui a quase quatro anos – o PS vai continuar a usar esta frase como arma política. E pior. Esta ideia vai ser arrastada para outros sectores da sociedade. Quando o desemprego subir entre os engenheiros, ou mecânicos, ou médicos, as classes vão dizer que o primeiro-ministro também deve estar a querer que eles vão para fora do País. Foi um daqueles erros a fazer lembrar os de Ferreira Leite – que eram quase semanais. E foi por erros desses que ela nunca foi longe, nem conseguiu ganhar as legislativas, porque apesar de lhe reconhecerem competência técnica, percebia-se que não estava ali um animal político.

Passos Coelho tinha tudo para ter uma semana de sonho, depois daquele disparate político do vice da bancada socialista, que queria fazer explodir uma bomba atómica na cara dos alemães, não pagando a dívida. Mas com esta trapalhada dos professores conseguiu com que esse episódio – que chegou a sair no “Wall Street Journal” – fosse esquecido.

Espera-se uma semana de muito spin doctoring. Mas não há génio de bastidores que consiga limpar tamanha asneirada.

PS1: Não sou social-democrata, nem socialista, nem comunista. Já votei PS, PSD, CDU e Bloco.

PS2: Para os fanáticos das formações: Sim, tenho formação em discursos políticos.

1 Comentário

  1. É uma pena as pessoas não poderem ser frontais e dizerem o que pensam, a verdade (ou a sua verdade). O povo é parvo e prefere que o enganem… O Sócrates devia ter servido de vacina durante muitas décadas mas pelos vistos não…

    Eu entendi perfeitamente o que ele disse e sou uma pessoa normalissima. Não me parece que seja necessário ser muito inteligente para se perceber mas ou se é burro ou mal formado para desvirtuar o que foi dito!

  2. é verdade, a tirada do Passos foi infeliz (apesar de realista..) bem mais grave foi a do PS com a do "não pagamos" (e vamos a velocidade cruzeiro ultrapassar a grécia na corrida ao país mais descredibilizado), mas pior ainda (e ninguém tem falado disto) foi o apoio do PCP ao povo norte-coreano pela morte do seu "querido lider" O.o?! WTF?! deixo o link com a notícia: http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=36601

    conferi no site do PCP e sim, é verdade, há lá um voto de condolências..

    PS – é legítimo ainda termos um partido extremista com assento parlamentar? eu na minha ignorância, ao ver uma postura política destas, diria que não..

  3. Que caraças, também fiquei com uma boa ideia dele. Melhor que dos anteriores. Será só fachada? Pois não sei, estamos todos escaldados.

    Mas a coisa de início pareceu-me mais sensata e verdadeira, sem tanta preocupação com o "próximo voto".

    De qualquer forma, começo a achar que esta crise não é passível de ser resolvida por estes políticos. Há muitos interesses por trás. E os Países vão caíndo aos poucos, até o sistema bancário ser "reinventado".

    JP Morgan, em 1910, juntou todos os grandes bancos, trancou-os em sua casa e disse: só saímos daqui quando ajudarmos os pequenos falidos. Senão amanhã são os médios e depois os grandes. Qualquer coisa como isto. Também dá que pensar.

    http://simaoescuta.blogspot.com

  4. Na minha opinião, a falta de trabalho para os licenciados tem a ver sobretudo com um problema de estrutura do nosso sistema escolar. O nosso país não comporta não comporta tantas pessoas licenciadas. Mas tem a ver, também a falta de rigor que existe nas escolas. Tornou – se quase obrigatório ter uma licenciatura,muitas das vezes sem se saber bem o que se andava a tirar ou o que se podia fazer com ela. Toda a gente queria ser doutor. A situação dos professores não é exclusiva, existem muitas outras profissões que estão sobre lotadas, enfermeiros, advogados. E, atenção, contra mim falo. O PM, limitou- se a dizer o que é óbvio, não há trabalho. Mas não é por sermos licenciados que temos que ter o complexo de doutor, há que não cruzar os braços e lutar mos para fazer – mos o nosso próprio futuro. Daqui a meio ano, termino o meu estágio e sei que não vou ter emprego. Se me preocupa?Claro! Mas não vou cruzar os braços e ficar à espera de um trabalho na minha área ou sou capaz de esperar sentada. E por isso, porque sou mais do que um canudo, tenho outras competências além de um papel, vou apostar neste país e lançar – me numa área completamente diferente. Não,não vai haver ordenado certo ao fim o mês, nem horário e folgas e férias sabe lá Deus, mas fiquei a saber que ainda há gente nova como eu pronta a trabalhar e gente mais velha e estabelecida, pronta a apoiar.
    As pessoas tem que deixar de pensar que basta ter um curso e já tá, agora sr. PM, trate de arranjar nos trabalho ninguém vai fazer nada por nós, por isso é melhor fazer – mo – nos à vida.

  5. Não concordo de todo com o teu texto. A mim basta-me saber que o PPC foi formado dentro da jotinha, acabou a sua licenciatura quase aos 40 anos e a sua única actividade profissional foi como gestor de empresas públicas…

    Qto às declarações do deputado socialista não as achei assim tão absurdas. Foi o mesmo grito de revolta que os portugueses no fundo querem dar, mas falta-lhes coragem. Naturalmente que a solução não passa por entrar em incumprimento, mas sim é a única arma que temos nas nossas mãos, porque não vejo solução nenhuma em continuar a pagar as absurdas taxas de juro que pagamos. Funcionou com os gregos que continuam a proletar a tomadas das mesmas medidas que nos tomamos e ainda têm como recompensa a dívida perdoada em 50%. É a única arma que temos sim. Já os gregos jogam com a pressão psicológica de quererem sair do Euro…

    Por último, não acho graves as declarações do PPC. Acho graves as declarações vindas de um 1.º ministro. Primeiro, devem ser as pessoas que se encontram desempregadas as primeiras a perceberem que provavelmente terão de imigrar se quiserem ter o que comer. Em segundo, o Estado faz um significativo investimento em educação, desde logo com um valor de propinas mais reduzido face aos privados, para depois dizerem aqueles que são a sua mão de obra mais qualificada que devem sair do país que apostou na formação deles. É lamentável e vergonhoso. Já é triste o suficiente a mão de obra qualificada ter que sair do país; ainda mais quando o próprio 1.º ministro sugere.

  6. LOL
    O unico erro dos varios politicos que te^ m passado pelo governo nestes ultimos 20 anos foi terem "democratizado a estupidez a um nivel superior" ……… !

    Tivessemos um sistema de ensino pre-superior minimamente exigente e um ensino superior onde apenas cursos decentes pudessem existir e mais de 40% dos licenciados dos ultimos 15-20 anos …..NESTE momento seriam apenas desempregados "normais" ou muito possivelmente estariam empregados em trabalhos de "menos qualificaçoes" PORQUE NUNCA teriam um canudo na mao !

    A unica coisa boa que se fez foi de alguma forma dar mais oportunidades aos mais pobres de estudar …………o resto da "massificaçao do ensino" foi feita de forma errada e vamos pagar muito por isso.
    Meteram ilusoes erradas na cabeça das pessoas ………..!

    O resto ´e conversa de quintal!
    filipe

  7. O PPC não disse mentira nenhuma. E não é isso que está a acontecer? Se nao existe oportunidades no nosso país, olha-se em redor e parte-se à conquista.
    O senhor Seguro ficou chocado. Pois, e eu fiquei chocada com o facto de ele ter ficado chocado. Até parece que não sabe a que se deve tamanha crise: à desgovernação feita por todos os partidos que estiveram no Poder até hoje, incluindo o do senhor Seguro.
    E não só. Como disse um outro comentador aqui, há muito abuso. Então na merda do RSI, é ver quem comete mais fraudes. Por mim, se querem ver uma segurança social sustentável, era acabar com a mama do RSI, com as reformas chorudas e subsídios por dá cá aquela palha. Caput! Ah, tadinhos, e comem do quê? Pois…emigrem. Façam como os comuns dos mortais que para sobreviver têm de dar o litro e muitas vezes fora de Portugal.

  8. Nunca me interessei ou percebi mto de política. Ultimamente, é impossível não o fazer e vou seguindo, mais ou menos atenta, às "novidades" de políticos e da política do nosso país. Podem apedrejar-me mas ainda não sabia dessa "argolada" do nosso 1º ministro.
    Sinceramente até simpatizo com ele.
    Outra coisa, Arrumadinho: Gosto de te lêr. São poucos os bloguers que conseguem prender -me do príncipio ao fim num post um pouco mais extenso. Tu consegues. Seja sobre que assunto for.
    Quanto aos workshops, foi uma pena o de encontrar o homem perfeito não ter ido avante.

    Alice

  9. Só espero que os sacrificios pedidos ao país valham a pena. A minha dúvida mantem-se, sacrificios até quando? Será que aguentamos? Vamos deixar de viver quantos anos? Qual o futuro que os nossos filhos vão ter? Onde está a classe média? Vai esta sumir de vez para nunca mais voltar? Dá medo, muito medo olhar para os nossos filhos e não saber como vai ser o amanhã. cada vez irá sobrar mais mês no final do ordenado.

  10. Saiu-lhe a boca para a verdade e claro a verdade tem preço….
    O Hitler tambem começou primeiro pelos judeus, depois pelos loucos,a seguir os velhos e ciganos, depois os comunistas, etc…O Passinhos que não tem projecto nenhum para Portugal (nem ele nem os outros…)poem a boca no trombone e diz:è pá vao-se embora que aqui não há nada para voces:primeiro os professores, depois os engenheiros, medicos, indiferenciados, etc.
    O facto é que ele tem razão, portanto a malta com cursos de papel( economistas, juristas,jornalistas e afins, letras….) é melhor é dar corda aos sapatos.Relativamente aos outros (tecnicos) alguns vão se safar e outros ficarão em mar chão(lixo).
    Atenção Portugal foi sempre assim, portanto não desanimem e aproveitem as oportunidades, porque elas ainda existem.

    ColumbiaU-NY

  11. Desculpe, mas esta do Passos Coelho faz lembrar um pouco da expressão "- Coitado, ele até é simpático…" o que não augura nada de bom!
    Não creio minimamente que alguém que fez toda a sua carreira dentro de um partido traga "sangue novo para mudar Portugal" – isto aplica-se igualmente ao lider do PS.
    Muito simplesmente o que obriga Portugal a mudar é a Troika! Todas as mudanças estruturais que se impunham desde que se verificou que "a via socialista " nunca funcionaria não foram aplicadas por nenhum dos dois maiores partidos porque, sendo medidas impopulares (o maior dos terrores), estes sabiam que nunca teriam qualquer possibilidade de serem eleitos / reeleitos.
    Quanto à partida para o estrangeiro de quadros superiores formados a expensas de todos nós numa época em que as Universidades eram quase de borla, esse tem vindo a aumentar desde pelo menos 2002!
    Qual o futuro de um país abandonado pelos seus melhores cérebros, com uma formação escolar de bradar aos céus em que é mais fácil passar os alunos com cincos do que justificar as negativas, com uma população de "deixa andar", mais preocupada com o seu umbigo do que com tudo o que tenha remotamente a haver com cidadania e com o estado da nação?
    Portugal somos todos nós e está nas nossas mãos mudar a nossa maneira de ver o mundo e, sobretudo reagir – não deixar andar… Dar o exemplo, sermos mais exigentes, primeiro connosco, e depois com os outros e com o próprio Estado!!
    Ps- Não tenho formação em discursos politicos, mas até gostava 🙂

  12. Sou professora e não fiquei nada ofendida com as palavras de Pedro Passos Coelho, porque a situação está mesmo para sair daqui, ou tentar pelo menos. Podia não ter dito o que disse mas da maneira como as coisas estão será bom enganar as pessoas??

  13. Que engraçado escrevi também sobre este tema no meu blog. Ainda que de um ponto de vista diferente!! Realmente eu acho que o assessor de imprensa do senhor PM deve andar de cabelos em pé!!!Das argoladas dele e da equipa dele!!

  14. Eu gosto do Passos Coelho, acredito que ele faz aquilo que tem de ser feito e não vejo alternativa nenhuma para fazer melhor que ele. Aprecio a atitude dele em não esconder nada, superar as expectativas para que a imagem do país comece a ter alguma credibilidade e nos retirarmos do "saco" em que está a Grécia em que nos querem meter. A verdade é que foi uma declaração infeliz do PM. Mas é a realidade. Há demasiados professores no país. E por muito que os antigos se reformem nem daqui a 10 anos os que estão agora a acabar o curso conseguem emprego. Por isso, sim, porque não? Ir para fora, para países lusófonos a ensinar populações carenciadas em professores. E depois, sinceramente, acho que deviam reduzir as vagas ou mesmo encerrar temporariamente certos cursos. Evitava-se muita gente licenciada no desemprego que depois nem em caixas de supermercado conseguem trabalho porque têm qualificações a mais, como já aconteceu a amigos meus. Eu sou enfermeira, e para o nosso lado também não está fácil, a maioria está a sair do país, mas penso que o começo do problema passa por o número de enfermeiros que saem cá para fora todos os anos. É impossível empregar tanta gente!!! Reduzam as vagas… Não considero nenhum crime o que o Passos Coelho disse, ele apresentou soluções.

  15. Deveria ter mais interesse pelo mundo político..saber do que falam, porque falam, o que fazem e porque fazem. E este meu desinteresse foi surgindo gradualmente, o meu país ia afundando e a minha credibilidade no políticos também. Obviamente, e por muito que se diga o contrário, o Passos só se limita a cumprir o prometido com a Troika, tenta arranjar forma de pagar pelos erros que temos vindo a cometer de governos anteriores. Mas não são só os políticos que erram… sou eu que tento fugir ao fisco, é aquele que não declara tudo o que recebe/vende, é a outra que recebe rendimento social de inserção que por ser mãe solteira, ter 3 filhos a seu cargo e até tem um parceiro que trabalha no estrangeiro e que sustenta a casa, mas como não está legalmente casado nem vive em união de facto, já tem direito a todo o tipo de subsídios. A culpa é de todos e todos tem que pagar este preço. O que o PM disse, não é novidade pra ninguém. Queremos fazer algo pelo nosso país, ajudá-lo a sair desta crise mas não nos dão oportunidades, trabalho… Então, todo o nosso conhecimento que adquirimos aqui, acabam por ser aplicados no estrangeiro porque nos obrigam a isso. Obrigado Sr.PM por querer ajudar os desempregados mostrando-lhes uma saída pra situação precária em que vivem mas, dada a sua posição, não foi uma declaração feliz!!!

  16. Independente de filiações ou gostos partidários o nosso PM disse mais uma asneira….. Ele deu 2 opções aos professores: mudar de profissão ou emigrar…. Sendo que o nosso sistema de ensino caminha a passos largos para o descalabro, afastar dele professores com elevadas qualificações é capaz de não ser a melhor ideia… convém relembrar que anteriormente outro membro do governo tinha dito aos desempregados para emigararem tb… será que essa é a principal política do governo???

  17. Eu não achei completamente descabido o q o sr. Primeiro Ministro disse (e não sou PSD, nem votei nele)… acho q teve a ''humildade'' (se é q se pode usar esta expressão), de dizer aos nossos professores (e acho q até mesmo a outros sectores), que o país não tem mercado de trabalho que possa dar escoamento a tanto licenciado… Se há tanto engenheiro, enfermeiro, economista, etc e tal a emigrar em busca de melhores condições de trabalho, onde é q está a ofensa aos srs. professores? Preferiam que ele falasse ao país como o Sócrates e nos dissesse q está td bem…q o q não falta em emprego?! O problema (e a ideia q eu tenho) é que no nosso país sempre se consideraram uma classe num patamar acimas das outras…
    Eu estou a acabar o meu curso, e deus queira q arranje emprego, nem q seja na conchichina… pq ficar em casa a olhar para as paredes não dá com nada…

  18. Bom, é tudo uma questão de perspectiva… o que ele disse, não me chocou minimamente, isto porque, como é evidente (pelo menos para mim foi evidente) – o que ele quis mostrar é que há alternativas, que há esperança, que as coisas podem ser melhores, que as pessoas por estarem desempregadas não é o fim… talvez não o tenha dito da melhor forma, mas caramba, o homem tem vivido numa montanha russa. Claro que ele não quer que desatemos todos a emigrar. Mas para aqueles q estão em desespero, há alternativas. Sei que na política, as palavras podem matar, mas pior fez o outro durante 6 anos e ainda hoje há quem o idolatre. Será que as palavras do PPC foram assim tão graves??

  19. O q devia ter PPC dito!? Que os professores não devem sesanimar que no próximo ano serão todos colocados!? já chega de mentiras… precisamos ser criativos, e se emigrar for a solução então q não fiquem medos… (Arrumadinho: ca*a na formação e na opinião dos outros: esta é a tua casa, e o anfitrião deve ser respeitado, se não gostar de ti não te visito…. por muito que mantenhas a porta aberta)

  20. Gosto muito do Passos Coelho. Da sua atitude e postura. Hoje fiquei estupefacta com estas declarações sobre os professores. Foi mais do que um tiro no pé. Confesso que penso como tu, e estas declarações infelizes não o vão largar. Infelizmente.

    São coisas que um PM não pode dizer. Pensa mas não diz.

    Mas vou continuar a apoiá-lo.

    Ah, já agora sou professora.

DEIXE UMA RESPOSTA