É preciso termos uma conversinha sobre a 2ª circular

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Nos últimos dias, apareceram fotografias, maquetas e imagens animadas em vários órgãos de informação com aquilo que deverá ser a nova 2ª circular de Lisboa, toda bonitona, cheia de árvores por todo o lado, naquela que é uma das maiores apostas da câmara municipal, com um investimento que deverá rondar os 12 milhões de euros (sem derrapagens).

Vamos lá ver uma coisa: mas para que é que isto serve mesmo? O que é que eu, cidadão lisboeta, ganho realmente com isto? O trânsito vai ficar melhor? Não. Vai passar a haver menos carros a circular? Não. Vai haver um corredor para transportes públicos? Não. Vai haver um corredor para bicicletas? Não. Vai passar a haver uma zona pedonal? Não. Sim, vai ser uma zona mais verde (e é ótimo que haja mais zonas verdes) , mas para que raio é que eu quero uma zona verde numa via rápida em que vou circular sempre de carro, de janelas fechadas, muito proavelmente em filas de para-arranca, com centenas de milhares de carros a poluir o ambiente e a darem-nos cabo dos nervos? Vamos passar a olhar para as árvores verdinhas e vamos relaxar e pensar que, afinal, somos uns privilegiados por vivermos numa cidade tão incrível? Não, não vamos.

Lisboa não precisa de gastar 12 milhões de euros para embelezar a 2ª circular, precisa, há muitos anos, de resolver os problemas do trânsito no interior da cidade, precisa de recuperar as milhares de casas abandonadas que tem no centro da cidade, precisa de soluções de arrendamento jovem, precisa de criar condições para que se circule mais e melhor a pé e de bicicleta na cidade, precisa de recuperar monumentos históricos que estão a cair e que continuam ao abandono como o Odeon, o Cinema Paris, o restaurante panorâmico de Monsanto, o pavilhão Carlos Lopes ou o Ateneu. Lisboa precisa de se tornar numa cidade viva depois das sete da tarde, precisa de gente nas ruas a mexer com a Economia, precisa de um Chiado com menos lojas e mais esplanadas, precisa de jovens a viver na cidade, precisa de uma política autárquica que favoreça o regresso das pessoas à cidade, travando a sucessiva migração para os arredores. Lisboa precisa de devolver o rio aos lisboetas, de muito mais espaços de lazer e desporto à beira rio, precisa de reestruturar e repensar toda a zona ribeirinha entre Santa Apolónia e o Parque das Nações e criar uma área à beira Tejo interessante, com coisas a acontecer, espaços verdes para passear, para correr, para brincar com as crianças, passear os cães.

Lisboa precisa de parar um momento e pensar nos lisboetas e não apenas nos turistas, nas pessoas que querem ter melhores condições para poder viver em Lisboa, precisa de dar qualidade de vida a quem vive na cidade e ama a cidade. Podia continuar aqui a falar de mil e uma coisas de que Lisboa realmente precisa, mas acho que nem nessa lista entraria essa coisa incrível de tornar a 2ª circular numa zona verde.

26 Comentários

  1. Esqueçamos então toda a parte econômica associada a essa “palermice” de comboio, contentores e armazens. Sim, o que falta em Lisboa é área para ir correr e postar selfies… Porque a imensidão de território junto ao rio não basta. Acabemos então, porque sim, com aquela frente riberinha que ainda persiste em ser um pólo portuário activo. Somos um país rico e, essencialmente, uma cidade rica que quer e deve ter é frente rio para atividades ludicas. Ou melhor, ter só atividades ludicas.
    não se queixem depois quando o iphone sabe deus que numero ficar muito caro, porque a carga teve de ser toda desviada de Lisboa e, nesse sentido, encareceu todos os produtos que consumimos, desde o leite até ao tablet.
    acho que o nokia antigo tira boas fotos!

  2. … Concordo com o seu comentário… e com o estilo… é mesmo o que voçe diz que os “imbecis” da CMLisboa não querem ver… querem impor um estilo sem consultar a opinião dos legitimos… os utilizadores… já no Mq de Pombal… o transito muito mais dificil… beneficios não encontro… e a obra está mal desenhada… com faixas de rodagem estreitas demais para autocarros… O seu comentário é o meu… esta furia de agradar á custa de espaços verdes nos piores lugares parece doentia…

  3. Levantaste pontos muito interessantes e importantes!
    As prioridades deste nosso país estão todas severamente trocadas e é isso que faz com que muitos de nós (incluindo eu própria), procurem oportunidades noutros destinos. Vivemos muito para os outros e pouco ou nada para nós… enfim…

    http://www.malafeitauk.com

  4. Diga-me uma coisa, porquê que não mete a cara à frente do tudo de escape do seu carro e inspire bem fundo e sinta esse cheiro maravilhoso do dioxido de carbono! soube bem, então porque não usa uma mascara de dioxido de carbono para se senntir melhor em vez das máscaras de oxigenio que existem no hospital!
    é ignorante só por dizer que as arvores não passam de adornos!
    pôr meia duzia de arvores na zona riveirinha n resolve coisa alguma!
    Lisboa tem um elevado indice de poluição porque mentes como a sua não consegue pensar que os locais podem servir o homem sem se tornarem num espaço coberto apenas de alcatrao!
    Mas o homem só vê o seu próprio umbigo e não lhe convem a diminuição da velocidade em troco de meia duzia de arvores!

  5. Concordo em absoluto! De certeza que existem interesses “superiores” se avançarem com estas obras, seja com a empresa que vai planear paisagisticamente o local, seja com as empresas que efetuarão as obras na via, etc… Enfim, esperemos que haja alguém com bom senso e pare esta ideia megalómana. Volta Santana, estás perdoado 🙂

  6. Estava agora a ver o “Não faz sentido” e fiquei chocada com o seu comportamento (achou imensa graça) pelo facto de um colega do seu filho ter feito uma festa de aniversário e ninguém aparecer.

    Acharia a mesma graça se essa criança fosse o SEU filho?

  7. Eu já vivi em Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, Bruxelas, Barcelona e Antuérpia e nunca, em nenhuma destas cidades, precisei de um carro 🙂 numa cidade média/grande haverá sempre opções para quem não queira precisar de carro, é uma questão de fazer determinadas escolhas para esse fim.

  8. Este comentário reflecte e muito bem o método utilizado em muitas, para não dizer todas, as medidas pró-ambiente implementadas no país…Começa-se sempre pelo fim! Começa-se pelas cobranças, pelas proibições, por tudo o que traga “resultados” visíveis e de preferência com dinheiro atrás. Primeiro deviam ser criadas as infraestruturas – as ciclovias, os transportes, os parques periféricos, etc, etc, etc, e depois sim, quem continuasse não querer aderir aos novos tempos, seria taxado e afins…Posso dizer que vivi um ano em Londres, onde NUNCA precisei de um carro. Já em Lisboa não preciso de dizer mais nada…

    PS. Não gosto nada destas comparações com o estrangeiro, que muitas vezes só alimentam esta nossa “mania” da pequenez, mas tinha mesmo de utilizar este exemplo gritante..

  9. Desculpe mas não concordo com esta análise da intervenção na segunda circular (isto vindo de um utilizador diário da mesma).

    A questão das árvores é apenas a parte mais pequena dos 12 milhões que vão ser gastos.

    O grosso desse orçamento vai servir sim para optimizar o fluxo de trânsito da mesma.
    Em primeiro lugar vai haver uma requalificação do pavimento há muito esperada. Faz todo o sentido.

    Depois, serão adaptados acessos para melhorar a vida dos automobilistas, especialmente na zona do Campo Grande que é a que mais congestiona no dia a dia. Basta dizer que com os novos acessos para entrar e sair da segunda circular junto à Av. Padre Cruz muitos carros vão deixar de ir aos semáforos do Campo Grande e passam a ter vias de aceleração mais extensas. Faz todo o sentido!

    Alguns acessos sem condições vao ser eliminados. O melhor exemplo é o da Azinhaga das Galhardas que será cortado e compensado por um acesso directo ao Eixo-Norte-Sul a partir da Avenida Lusíada um pouco atrás. Novamente, faz todo o sentido.

    A velocidade será reduzida em 60 km/h para reduzir a sinistralidade e porque está demonstrado que com o fluxo de trânsito numa via daquelas características uma redução da velocidade torna mais improvável o fenómeno “acordeão” que provoca tantos engarrafamentos. Se torna o trajecto mais demorado quando a estrada está desimpedida? Sem dúvida, mas os benefícios em horas de ponta compensam.

    As árvores são apenas uma pequena parte da coisa e que servirão não só para “embelezar” como aponta, mas também para reduzir a poluição sonora do local.
    E a história das árvores terem impacto nos aviões no aeroporto não faz sentido. O aeroporto vive rodeado de espaços verdes (mata de Alvalade, quinta das Conchas, Bela Vista) e as novas árvores serão plantadas entre Campo Grande e IC19, já a alguns km do dito!

    A requalificação das zonas centrais de Lisboa como o autor aponta também é importante. Mas não podemos propriamente acusar a CML de não ter investido bastante aí nos últimos anos. Dou o exemplo do Terreiro do Paço e Ribeira das Naus que voltaram a ter vida com as obras lá feitas.

    • Apesar de nesta altura a situação estar parada, leia o estudo técnico, constate os milhares de erros existentes e depois logo se vê se o projecto é efectivamente bom.

      Também fala do fenómeno “acordeão”, o que para quem faz a 2ª circular todos os dias, como afirma, tira conclusões algo estranhas. Curiosamente um dos piores sitios é exactametne onde há o radar junto à bomba de gasolina. Porquê? porque como todos vão à mesma velocidade, travar acaba por ser a escolha para poder mudar de via. De qualquer forma, se tem interesse nos fluxos de trânsito e na sua modelação, recomendo que comece por estudar as equações de Navier Stokes.

      Já agora, a CRIL que tantos anos demorou a ser feita e supostamente seria uma alternativa está sempre tão má ou pior que a 2ª circular. Assim sendo, se as obras efectuadas forem de estrangulamento, como estava previsto, quantas horas acha que vai passar a demorar?

      Ainda outro ponto a que se refere, erradamente, o limite de velocidade e suas consequências nesta via. Ora faço a todos os dias há mais anos do que gostaria, e curiosamente os mais perigosos não são os velocistas (até porque com o trânsito parado, não o podem fazer) são os imbecis que atravessam duasvias, com ou sem pisca, que vão a “pisar ovos” na via do meio criando zonas tampão atrás de si (semelhante ao acordeão de que falou) , que travam abruptamente porque têm que atender o telemóvel ou lhes caiu a bucha para o chão, etc etc etc.. a velocidade nesta via poderá tornar se um problema e resultar em acidentes a horas em que não há fluxo de trânsito, ou seja, à noite e de madrugada.

      A fixação das autoridades e muitos portugueses na velocidade, tem vindo a fazer com que as condições de tráfego estejam cada vez piores, afinal pode se estacionar em todo o lado, fazer as manobras que quiser, mas se for uns km/h acima do limite, é um criminoso, se se atirar para cima de outro carro porque você está a fazer sinal, já pode fazer o que quer?!?!?!? e qual o nr de situações por tipo a que assistimos mais vezes?

      Enfim, uma análise séria e cuidada é necessária para que ao cortar uma artéria principal da cidade, a mesma não se esvaia em sangue…..

  10. Ou é ao contrário: torna-se mais apelativa para jovens em início de carreira, porque é onde as melhores ofertas profissionais de certas áreas estão concentradas e é onde se podem conseguir melhores salários. Eu fui para o Porto com 22 anos e para Lisboa com 23 e estou cá desde então (tenho 28). Tenho colegas que ficaram na cidade onde estudámos (Coimbra), ou voltaram para as cidades de onde eram e estão desempregados, em estágios profisisonais, a viver em casa dos pais, em quartos arrendados pagos total ou parcialmente pelos pais, ganham o salário mínimo na melhor das hipóteses. Eu ganho 3x o salário mínimo e, no meio destes anos, já trabalhei em 2 sítios em Portugal e outros 2 no estrangeiro, nunca estive desempregada e nunca ganhei menos que isso. Pago mais de renda da casa, mas vou a pé para o trabalho, por isso não gasto nada em carro/transportes. No final do dia, Lisboa é bem mais apelativa para mim, porque sendo um facto que gasto mais, também ganho mais, posso trabalhar em instituições de referência na minha área, estou a construir uma carreira, tenho a minha independência, consigo pagar as contas todas no final no mês e ainda me sobrar para extras, extras esses que aprecio muito mais numa cidade como Lisboa (maior oferta de restaurantes, cinemas, teatro, lojas, eventos, aeroporto para viajar, etc), que se fosse numa cidade pequena. E em Lisboa acho que em cada bairro dá para uma pessoa fazer a “vida de cidade pequena” (se precisar de supermercado, lavandaria, cabeleireiro, mercearia, talho, banco, loja chinesa, etc… tenho isso tudo num raio de 5min a pé de minha casa ou do trabalho e trato de tudo ali). Eventualmente vejo-me a voltar para uma cidade mais pequena quando for mais velha, mas para já, Lisboa ainda é bastante apelativa (embora ache que a cidade tem muito a melhorar numa série de aspectos e não é a minha cidade preferida para viver, já vivi no estrangeiro noutras capitais europeias onde tinha ainda mais qualidade de vida) 🙂

  11. Concordo com o que refere no seu post. No entanto, não creio que o assunto “2ª Circular” seja de pouca importância para a cidade e acho que urge resolver alguns problemas daquela via de circulação o quanto antes. Atendendo ao sítio onde vivi e onde vivo actualmente, a 2ª circular é para mim uma alternativa para chegar ao centro da cidade. Mas é uma via que detesto fazer. Por tudo. Excepto a altas horas da noite, há sempre imenso trânsito e as pessoas comportam-se como se estivessem numa autoestrada, o que faz com que a 2ª circular seja perigosíssima (acho que já começa a ser dificil para um lisboeta dizer que não conhece ninguém, ou um amigo de um amigo que não tenha já falecido naquele local). Depois, há imensas entradas e saídas que não têm interesse nenhum e que só servem para aumentar o perigo (veja-se a entrada e saída da Encarnação, quem lá passa sabe ao que me refiro). Além disso, o facto de as entradas e saídas não estarem devidamente assinaladas no chão, com as faixas claramente definidas (pintadas, entenda-se), bem como as restantes vias, só cria confusão ao automobilista que por ali passa, o que é muitas vezes gerador de acidentes. Por fim, não entendo porque é que colocaram apenas 2 radares, um em cada ponta da 2ª circular. Só coloca constrangimentos ao trânsito, e não faz com que os automobilistas mantenham uma velocidade mais baixa e constante durante toda a 2ª circular. Acho que já basta deste cancro na cidade. Não sei se o melhor projecto será este (creio que não também, aliás, ainda ontem o pessoal da aviação se veio insurgir pelo facto de não ter sido consultado pela CML, tendo em conta que o aeroporto é ali mesmo ao lado), mas que alguma coisa tem de ser feita, e urgentemente, isso tem.

  12. Arrumadinho, estás mal informado em relação à proposta. Investiga lá bem isso porque os 12M não vão ser só(!) para meter mais verde na 2ªCircular. Se vai resultar ou não, só o tempo o dirá, mas o projecto que está em discussão pública vai bem para além disso.

  13. Concordo contigo Arrumadinho. Penso que temos problemas mais graves e mais urgentes para resolver. No entanto, também me parece que esta via (infernal em certos momentos do dia) seja um assunto que tivesse, mais dia ou menos dia, que ser resolvido. Aquilo que eu penso, e o que o torna grave é a falta de alternativas, vejamos: deixa de haver três faixas e passa a haver duas, passa-se de 80 km/h para 60 km/h, até aqui muito bem. Agora pergunto-me, onde é que esta gente pensa colocar os carros que passam todos os dias na 2ª circular? Os carros não vão desaparecer só porque se meteu lá umas árvores! Aquilo que a mim me assusta é a falta de alternativas à 2ª circular! E que tal, antes de colocarem as árvores, tentar tirar algum trânsito de lá? Talvez se não taxassem a CREL ou a A5 a coisa pudesse suavizar. E depois sim, talvez esta proposta para a 2ª circular fizesse mais sentido. Esta história faz-me lembrar a brilhante ideia do querido António Costa quando decidiu tirar os carros de anos inferiores a 1996 e 2000, do centro de Lisboa. Primeiro, criaram uma rede de transportes eficaz? Não. Criaram estacionamento para que as pessoas pudessem deixar os carros e se deslocarem de transportes ou a pé? Não. O que é certo é que, se estas pessoas têm carros com estas idades é porque provavelmente não têm dinheiro para comprar mais novos. Só mais umas pergunta, houve redução do Imposto Único de Circulação (uma vez que estes carros ficaram proibidos de circular em determinadas faixas)? Não.
    Penso que tantos os carros como a 2ª circular seriam boas medidas se houvessem cabeças a pensar em alternativas eficazes que facilitassem a vida dos portugueses em vez a dificultarem.

  14. As àrvores trariam melhorias indiscutíveis a nível da poluição atmosférica e ao nível do ruído. Se isto deve ou não ser uma prioridade, se vai contribuir muito, pouco ou nada para a melhoria da qualidade de vida dos lisboetas isso é relativo é muito discutível….

  15. As árvores na 2ª circular podem servir mesmo para um ar mais puro. Mas acho que seria muito mais interessante outro tipo de iniciativas que cuidassem de ambiente de outra forma… até, por exemplo, o tal “central park” na antiga feira popular!

  16. Estou muito longe de Lisboa, mas é uma cidade de que gosto muito.
    As ideias explanadas no texto fazem todo o sentido, seja para Lisboa ou para outra qualquer cidade portuguesa, que de uma forma ou de outra, padecem todas do mesmo mal. Fortemente vocacionadas para receberem automóveis, em vez das pessoas. É que parecendo, não é bem a mesma coisa.

  17. Caro Helder. É precisamente por me preocupar com o ambiente que acho que Lisboa devia ter mais zonas verdes, mas não na segunda circular. É por me preocupar com o ambiente que defendo uma política urbana que crie mais soluções para mobilidade de bicicleta e a pé. É por me preocupar com o ambiente que acho que se devia repensar o trânsito dentro da cidade e toda a zona ribeirinha (dominada por uma linha de comboio, contentores e armazéns), onde defendo que sejam construídas áreas de lazer, com jardins, infraestruturas desportivas e locais onde se possa passear a pé, de bicicleta, passear com os cães ou brincar com os miúdos. É possível conciliar a preocupação ambiental com o bem-estar das pessoas.

  18. Pessoalmente, como pessoa prestes a acabar o curso e a ingressar no mercado de trabalho, viver em Lisboa não é nem será (num futuro próximo, pelo menos) uma opção. Os preços altíssimos que se praticam na capital tornam esta cidade muito pouco apelativa para jovens em início de carreira. Além disso, eu tenho 21 anos mas o espírito de uma idosa. Quero paz e sossego, lugar onde estacionar a qualquer hora do dia e o stress das filas de trânsito faz-me mal ao coração.

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