Israel, Palestina, a guerra

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Desde que me lembro de ser gente que vejo na televisão imagens horríveis de uma interminável guerra entre israelitas e palestinianos. A luta foi sempre desigual, os mísseis contra as pedras, movida por um sentimento de território que há muitas gerações vai cultivando ódios e vinganças, gerando uma raiva cultural que não acabará nunca. Nunca mesmo. Jamais israelitas e palestinianos serão vizinhos cordiais e viverão lado a lado pacificamente. Nunca um palestiniano que viu os pais ou os filhos serem mortos por um rocket crescerá e viverá como uma pessoa razoável, tolerante ou pacífica. Nunca um israelita olhará para um palestiniano como alguém que luta pela sua terra, mas sim como um potencial terrorista que, se pudesse, faria explodir a terra que esse israelita também sente como sua (e legitimamente, porque nasceu ali, sempre viveu ali).

Percebo melhor este lado do conflito desde que tenho uma cunhada israelita e um irmão que viveu um ano em Telavive. Felizmente, ele mudou-se para Basileia, na Suíça, mas a namorada acompanhou-o. Nas poucas conversas que tivemos sobre este conflito fiquei a entender que o tal sentimento de posse de terras dos palestinianos também existe do lado israelita, sobretudo nas gerações mais novas, e, como disse, isso é natural e legítimo. Se há 40 anos Portugal tivesse sido dos espanhóis e hoje eles reivindicassem esse direito eu também acharia que eles estavam errados, e que esta terra é minha porque este é o meu País e foi aqui que eu nasci e sempre vivi.

Mas nada disso justifica a barbárie que temos visto todos os dias, os bombardeamentos sobre uma população que não tem como se defender. Claro que pelo meio haverá terroristas, gente que planeia bombardeamentos e ataques terroristas, mas nenhuma nação pode arrasar outra só porque, entre eles, existem terroristas.

Ainda assim, o que menos me importa neste momento é de que lado está a razão, quem atirou a primeira pedra, rocket ou bomba, quem tem mais e menos direito às terras, o que me importa é que parem com isto, que alguém faça alguma coisa para que termine a chacina diária de um povo inocente, de crianças, de mulheres, de homens inocentes. Haja alguém que lembre ao mais forte que é muito feio esmagar o mais fraco de forma cega.

19 Comentários

  1. Embora esses conflitos já existam há anos, faz-me muita confusão o porquê de tudo isso!? As razões que levam para que ainda exista o caos, de o morrer tanta gente. O dia a dia daquele povo é inimaginável para nós, e ainda bem. Eles são “educados” desde novos para proteger o que é seu (será?), para lutarem, são preparados para a guerra com os outros desde sempre. Como vão mudar? Não haverá nada que alguém faça? É uma guerra de tirar a respiração de, como disse, “chaçina diária de um povo inocente, de crianças, de mulheres, de homens inocentes.”

  2. Há de haver um film. No fundo tenho uma esperança. Esta é a situação mais dramática que sigo há anos…desde que me lembro de ver noticias… E acho inaceitável, vergonhoso ate, a forma como esta situaçao é tratada pelo mundo, nomeadamente os estados unidos. A maior vergonha de sempre!Qualquer guerra é estupida, mas esta ultrapassa qualquer limite de atraso mental. Essa gente é doente e deviam ser tratados como tal. Não ter o minimo de respeito por seres humanos (inocentes) devia ser punido como crime! So assim haverá FIM.

  3. Israel nao tem desculpa para as atrocidades que fez. Bombardear escolas, hospitais, crianças… Nao ha desculpa para o que aconteceu no passado mes nem para o que aconteceu nas passadas decadas.

  4. Nada justifica as imagens horríveis que nos chegam todos os dias… Eu, que sou uma optimista por natureza, começo a perder fé no Homem…

  5. Não consigo perceber o argumento da luta desigual. O pretexto desta vez foi a morte de 3 adolescentes israelitas por um comando do Hamas que utiliza os túneis para se infiltrar estes actos.
    Se o Hamas utilizar um míssil inteligente e matar os mesmos 3 adolescentes já parece uma coisa mais justa? É porque estamos a falar de uma entidade, Hamas, que não reconhece direito de existência à outra.

    Honestamente, acho que os palestinianos são uma fonte barata e acessível de árabes dispostos a morrer para cumprir a agenda dos outros países árabes: destruir Israel. E com amigos assim, quem precisa de inimigos?

  6. Guerra gera guerra…parece frase feita mas não outra forma de o dizer!enquanto assim pensarem nunca será resolvido o problema…faz lembrar as histórias de príncipes e princesas…seria necessário casar a princesa palestiniana com o príncipe israelita ou ao contrário…para todos viverem felizes para sempre!!!

  7. Bom dia,
    Sucesso é o que te desejo.
    Quanto á atualização do blogue faz mais textos destes tens pontos de vista interessantes e com isso ajudas os teus leitores a entender um pouco melhor o que se passa neste nosso mundo. Por vezes as noticias dos telejornais são tão escassas e tão vazias que por si só perdem todo o interesse. Á falta de bom jornalismo em Portugal!

  8. (Chacina está mal escrito)
    Estamos a assistir à “melhor” demonstração de quem manda no mundo, e de quem são os interesses. Ninguém faz nada, porque ninguém tem interesse nos palestinianos, portanto que morram para lá…
    Só de pensar que já morreram mais de 1500 pessoas, a maior parte simples civis como nós, e cerca de 50 israelitas, a maior parte militares, dá-me vómitos! O judeus têm memória curta, pelos vistos! Se pudessem enfiavam os outros em câmaras de gás…

  9. Há de haver um film. No fundo tenho uma esperança. Esta é a situação mais dramática que sigo há anos…desde que me lembro de ver noticias… E acho inaceitável, vergonhoso ate, a forma como esta situaçao é tratada pelo mundo, nomeadamente os estados unidos. A maior vergonha de sempre!Qualquer guerra é estupida, mas esta ultrapassa qualquer limite de atraso mental. Essa gente é doente e deviam ser tratados como tal. Não ter o minimo de respeito por seres humanos (inocentes) devia ser punido como crime! So assim haverá FIM.

  10. Aconselho ler o explicador no Observador para quem quiser perceber um pouco melhor este conflito. Fiquei a entender melhor as duas partes e seguramente nenhuma é inocente. Mas já houve mais vontade de paz e passos dados nesse sentido por Israel do que pelos palestinianos que nem consigo mesmos vivem em paz. As vítimas civis é que são de lamentar, mas nunca conseguirei compreender o fundamentalismo e o desrespeito por direitos civis básicos que se corrompem diariamente nesta cultura islâmica.

  11. É uma situação demasiado triste =(
    Muitos palestenianos vão ver nesta guerra uma razão para se juntarem ao Hamas.
    Muitos Israelitas que acham horrivel a morte de tantos palestenianos nunca deixarão de defender a sua terra contra o principal inimigo: O Hamas.
    Porque para os Israelitas não são os palestenianos que são maus. O Hamas é que é. É o Hamas que interrompe inúmeros cessar-fogo, sem qualquer consideração pelo SEU povo. É o Hamas que leva as batalhas para os centros urbanos, para onde vivem mais pessoas, levando assim a inúmeras mortes de cidadãos sem culpa nenhuma, e claro fazendo os Israelitas serem os maus da fita porque matam muitas pessoas. E com isto eu não defendo nem os Israelitas nem as mortes causadas por eles. Porque Israel hà muito que se acha intocável, e fizeram de Gaza a maior prisão do mundo.
    É simplesmente muito triste e dá um nó no estomago ver todos os dias nas notícias que morrem mais e mais pessoas.
    Já é muito tempo para andar à porrada. Já chega.

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