Nunca te deixarei morrer, Walt Disney

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Quando era miúdo, com uns 12 ou 13 anos, havia uma coisa que me passava frequentemente pela cabeça: será que quando for grande vou deixar de gostar de desenhos animados? Na altura, mesmo já não sendo um bebé, continuava a ver o “Bocas”, o “Dartacão” ou os “Thundercats”, e achava incrível como é que havia adultos ali a gravitar ao pé da televisão e que, podendo estar a ver aquilo, perdiam tempo a fazer coisas absolutamente inúteis e desinteressantes. “Será que quando eu for grande também vou ser assim?”. Isso preocupava-me.

Trinta e tal anos depois, posso garantir que se estivesse a fazer um zapping e apanhasse um episódio do “Bocas”, dos “Thundercats” ou do “Dartacão” ficava colado a ver, nem que fosse pela cena nostálgica. Também por isto, gosto que os meus filhos tenham os seus próprios bonecos, que se liguem a desenhos animados como eu me liguei, porque acho que daqui a alguns anos vão associar aqueles bonecos, as canções, a momentos únicos da vida, porque também foi assim comigo.

Lembro-me de quando era miúdo era muito raro, por exemplo, conseguir ver desenhos animados da Disney. Eram uma espécie de filet mignon da bonecada, um produto gourmet, que só era servido uma vez por semana. Por norma, só mesmo durante o “Clube Amigos Disney”, ou assim muito de vez em quando ao fim de semana, é que se conseguia ver um bom Pato Donald ou as aventuras do Mickey. E o que eu gostava daqueles momentos. Era mais ou menos a mesma coisa que acontecia com os jogos de futebol. Por norma não davam na televisão, mas de vez em quando lá nos faziam uma surpresa e transmitiam um Benfica-Sporting na RTP, muitas vezes com o anúncio do direto a ser feito apenas minutos antes de começar o jogo.

Acho que também por isso, por este efeito de raridade, sempre achei que as personagens da Disney eram uma coisa do outro mundo. E tentei, desde sempre, passar esta ligação aos meus filhos.

O Mateus, por exemplo, é maluco pelo Disney Junior. Há dias, acordei deviam ser umas 7h10 e ouvi barulho na sala. Fui até lá e encontrei o pequeno caracoletas sentado no sofá, de chucha na boca, enrolado na manta, a ver o Disney Junior.

mat-sofa

Ele aprendeu a ligar a televisão, já sabe que é só carregar duas vezes no 4 e aquilo liga-se no Disney Junior. E se até há um mês a loucura dele eram os “PJ Masks” (tenho de fazer um vídeo para o verem a cantar o tema do genérico — é muito engraçado), agora é o “Mickey e os Superpilotos”. A série começou em Março mas vai ter novos episódios a partir de 5 de abril, às quartas-feiras, e ele vê aquilo em repeat. Acho que vai buscar o encanto que ele tem pelas personagens Disney — o Mickey, o Pateta, a Margarida, o Donald — com a adrenalina das corridas de carros. E também já começou a aprender o tema — de vez em quando, assim do nada, começa a cantar “Mickey e os Superpilotoooooos”.

Uma das coisas que me deixam mais feliz é perceber que os miúdos se conseguiram ligar a este tipo de desenhos animados. Sempre tive algum receio de que com o evoluir dos tempos a criançada só visse aqueles desenhos animados que me parecem um bocadinho parvos, ou agressivos, e perdesse o lado bonito e até um bocadinho mágico do universo Disney. Felizmente não aconteceu. E no que depender de mim não irá acontecer nunca.

Texto escrito em parceria com a Disney.

1 Comentário

  1. Também para mim os desenhos animados da Disney são os melhores, sem dúvida! Continuo a gostar, after all these years… Quando adolescente adorava as bandas desenhadas da Disney, quando acabava de ler, ia trocar por outras, à tabacaria. Os Irmãos Metralha, a Madame Min, a Maga Patalógica, o Mancha Negra… tão bom! <3

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