O livro de férias do Mateus: “Bombeiro dos Pés à Cabeça”

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O livro deste ano tem um prefácio escrito pela minha amiga Isabel Silva

A primeira vez que visitei Nova Iorque foi em 2013, poucos dias depois de se ter recordado o segundo aniversário da tragédia do 11 de setembro. A cidade continuava de luto, a zona do Ground Zero tinha um peso inacreditável — nunca me irei esquecer daquele pesado silêncio que abafava tudo — e um pouco por todo o lado se sentia o peso da tragédia que marcaria para sempre a cidade. Tocaram-me profundamente as imagens de homenagem que cobriam os gradeamentos que isolavam toda a área onde haviam caído as Torres Gémeas, muitas delas de bombeiros mortos naquela manhã de horror.

Foi a primeira vez que percebi, também, a relação que os americanos têm com os bombeiros. Ser bombeiro, nos Estados Unidos, é não só uma profissão nobre, como é ser olhado pela comunidade como um herói, um homem que vive a salvar os outros. É por isso que, por lá, continuamos a ter milhares de criancinhas a desejar ser bombeiro, porque crescem a ouvir histórias heroicas de homens bravos que salvam os outros. Estão mais ou menos ao nível do médico, para se ter uma ideia.

Gostava, sinceramente, que por cá as coisas fossem assim e que, cada vez mais, os nossos bombeiros fossem vistos por todos como os heróis que verdadeiramente são. Com uma diferença: em Portugal, milhares de bombeiros são voluntários, ou seja, ajudam pelo gesto nobre de ajudar, nem sequer o fazem porque é a sua profissão ou para ganhar dinheiro, e isto é algo que se deveria valorizar muito mais do que se valoriza. Num País onde é toda a gente tão rápida a apontar o dedo, gostava, sinceramente, que todos fossemos igualmente rápidos a aplaudir as pessoas que arriscam a vida para salvar outras, para socorrer casas, para salvar florestas, aldeias, animais. E muitos deles sem ganharem dinheiro com isso — ganham outra coisa, o orgulho próprio que se sente quando se ajuda.

Depois de termos vivido uma das maiores tragédias da nossa história recente, com o incêndio de Pedrógão Grande, acredito que as consciências de todos estejam mais alerta para a necessidade que existe em ajudar quem pode evitar flagelos como aqueles, os bombeiros. E há mil maneiras de ajudar, mas uma muito simples, que não nos obriga a grande esforço, e que pode ter um significado enorme: comprando o livro “Bombeiro dos Pés à Cabeça”, lançado pelo Grupo Os Mosqueteiros, e à venda por 1,99€ nas lojas Intermarché, Bricomarché e nos centros- auto Roady. Um plus: a edição deste ano tem um prefácio escrito pela Belinha (ou Isabel Silva, se preferirem), que é a madrinha do projeto, ao lado do Manuel Luís Goucha.

O ano passado, também comprei o livro de apoio aos bombeiros editado pelo Grupo Os Mosqueteiros, e ainda hoje o Mateus me pede, regularmente, para o ler. Ele adora que eu lhe conte esta história, porque já sabe que eu não me limito a ler o que está escrito, e vou sempre explicando coisas paralelas, digo-lhe que quando comprámos aquele livro o dinheiro foi para ajudar a comprar equipamentos completos para os bombeiros.. Também lhe explico a importância de proteger a floresta, de não a sujar, porque assim ajudamos a evitar que haja fogos nas matas. Ao longo da história ouço sempre uns cinquenta “porquês”, até me deixar sem mais respostas.

A edição deste ano do “Bombeiro dos Pés à Cabeça” já está na mala das férias e vai hoje connosco passear por aí. Quem quiser ajudar, comprando o livro, digo que pode encontrar o livro em 313 lojas do Grupo Os Mosqueteiros espalhadas pelo País. Entre 2005 e 2007, as campanhas de solidariedade promovidas pelo grupo renderam 50 viaturas de combate a incêndios, e entre 2014 e 2016, Os Mosqueteiros conseguiram oferecer 1255 equipamentos completos às corporações de bombeiros (botas florestais, luvas, fato de proteção florestal, capacete e sweatshirt).

Ajudar, sempre.

Post escrito em parceira com o Grupo Os Mosqueteiros

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