Os dramas do Mateus cocozeiro

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O Mateus quer sempre fazer cocó o mais rápido possível para que a mãe não o apanhe na sanita e lhe chame "cocozeiro"

Há três anos, mais ou menos, tive uma discussão séria com a minha mulher. Discutimos por uma coisa que acho muito irritante, nela e em qualquer pessoa, que é a de estar a ensinar qualquer coisa a alguém, que acho particularmente relevante, e ver do outro lado um revirar de olhos, tipo putos do sexto ano, ainda antes, sequer, de ouvirem o que tenho para dizer. Eu queria partilhar com ela várias coisas que ia aprendendo no livro que estava a ler, “A Vida Secreta dos Intestinos”, da Giulia Enders, e que tinham uma implicação direta na nossa saúde, mas também na saúde do Mateus. Do outro lado só ouvia:

— Não vais falar outra vez dos intestinos e de cocó, pois não?

Admito: depois de ler esse livro, tornei-me num consumidor compulsivo de informação sobre os intestinos. Percebi que andava a cometer muitos erros básicos no meu dia a dia e que me estavam a tornar numa pessoa menos saudável, unicamente porque não sabia como funcionam os intestinos, as suas funções variadas, a importância dos prebióticos e dos probióticos, a forma como o funcionamento regular ou irregular do intestino nos pode tornar em pessoas saudáveis ou doentes ou gordas ou magras, por exemplo. Foi neste livro, por exemplo, que aprendi que andei uma vida inteira a fazer cocó de forma errada na sanita, já que a posição em que tinha as pernas bloqueia o intestino, o que me levou a comprar um banquinho para apoiar os pés, o que faz com que todo o processo seja muito mais fácil.

Desde que passei a seguir uma dieta vegetariana estrita, deixei de ter problemas de prisão de ventre. Em vez de ir uma vez à casa de banho por dia, passei a ir duas, três ou quatro (é o que dá comer muita fibra). Mas lá em casa ainda não consegui convencer ninguém a juntar-se a mim, por isso, só eu é que tenho este problema resolvido. A minha mulher continua a não querer ouvir as minhas conversas sobre o intestino ou a importância de fazer um bom cocó (que, repito, é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo), por isso tem as suas crises de casa de banho, e o Mateus, que também não segue uma dieta vegana, volta e meia também sofre do mesmo mal.

No caso do Mateus, a coisa até tem alguma graça, porque a relação dele com o cocó é muito divertida. Como acontece com quase todas as crianças, tudo o que seja escatológico dá-lhe vontade de rir, mas também lhe causa alguma vergonha. Por exemplo, sempre que quer ir à casa de banho, vem ter comigo pé ante pé e diz-me ao ouvido.

— Pai, quero ir fazer cocó. Mas não digas à mãe.

Ele não quer que diga à mãe porque ela, na brincadeira, sempre que passa por ele e ele está na sanita chama-lhe “cocozeiro”, e ele fica furioso.

Normalmente, ele ainda quer que eu o leve até à entrada da casa de banho, mais porque está escuro no corredor. Depois, assim que se senta na sanita, manda-me embora e diz que me chama quando estiver despachado. Há uns meses, a coisa andava a demorar mesmo muito, e sentia que o miúdo sofria um bocado com o processo. Talvez por ser inverno, ele andava a beber pouca água e tinha o cocó muito duro, o que o atrapalhava e lhe causava algumas dores. Eu via a cara que ele fazia, a força, e a coisa não se dava. Na altura, por recomendação de uma médica amiga, começou a tomar Dulcosoft*, que contém uma substância que leva a que haja uma maior retenção de água no cólon, o que favorece o amolecimento das fezes. E resultou. Como normalmente evito sempre tomar medicamentos (a menos que sejam mesmo essenciais, o que felizmente não tem acontecido), procuro sempre saber o que é que estou a dar aos meus filhos, mas percebi, ao ler a embalagem, que Dulcosoft é um dispositivo médico e que praticamente não é absorvido pelo organismo, e por isso pode ser tomado por crianças a partir dos 2 anos (solução oral), e até por grávidas, mulheres a amamentar, idosos, diabéticos e intolerantes ao glúten. O Mateus tomava uma solução oral (de 250 ml), misturada com água, logo de manhã, e como tem um sabor neutro não havia dramas.  O problema resolveu-se. Uma das muitas vantagens de ele despachar a coisa num minuto, e não em dez, como estava a acontecer, é que já não dá tempo à mãe de o apanhar na sanita e de lhe chamar “cocozeiro”, o que para ele é uma espécie de vitória.

— Pai, a mãe não me viu a fazer cocó — diz ele sempre que se consegue despachar a tempo, sem ser intercetado.

Eu cá continuo, quase todos os dias, a tentar sensibilizar as gentes lá de casa (e os amigos, e conhecidos) sobre a magia do intestino. Se ainda não leram “A Vida Secreta dos Intestinos” leiam e vão ver que entrar num mundo novo, absolutamente fascinante, e que vos vai fazer mudar muitos dos vossos hábitos de vida. Foi o que eu fiz e não me queixo. Desde então, passei a comer de forma muito mais saudável, nunca mais fiquei doente, curei-me das minhas crises alérgicas (isso merece outro texto, que escreverei), passei a ir três vezes por dia à casa de banho e a única coisa que perdi foram 11 quilos. Querem melhor?

Texto patrocinado por Dulcosoft

*DULCOSOFT® Pó para Solução Oral e DULCOSOFT® Solução Oral são dispositivos médicos para amolecer as fezes duras e secas e facilitar a evacuação. A administração a grávidas e crianças com menos de 8 anos deve ser preferencialmente supervisionada por um profissional de saúde. DULCOSOFT® não deve ser tomado durante mais de 28 dias. Não tome DULCOSOFT® no caso de alergia ao macrogol 4000 ou a qualquer outro ingrediente, se tiver alguma doença intestinal inflamatória grave ou megacólon tóxico, perfuração digestiva ou risco de perfuração digestiva, íleus, suspeita de obstrução intestinal, estenose sintomática ou síndromes abdominais dolorosas de causa indeterminada. Leia com atenção a rotulagem e instruções de utilização. (5.0) [SAPT.DULC8.18.05.0329c]

1 Comentário

  1. Wow, que importante chamada de atenção a um tema tão comum mas ao mesmo tempo tão pouco falado!
    Não conhecia o livro, mas fiquei com vontade de saber mais até para conseguir corrigir eventuais erros que possa estar a cometer sem saber.

    Obrigada pela partilha :)*

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