Os InviZimals

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Quem tem filhos sabe bem que os putos são de modas, e ao longo das várias fases de crescimento vão mudando de heróis preferidos, embora haja sempre um ou outro que se mantêm durante uns anos.

O meu filho mais velho passou por quase tudo. Primeiro foram os desenhos animados. Começou com o Pocoyo, depois o Noddy, seguiu-se o Ruca, o Bob o Construtor, o Buzz Lightyear, o Phineas & Ferb e, felizmente, consegui que ele se apaixonasse pelos desenhos animados que me faziam rir, e que considero válidos para qualquer geração: o Tom&Jerry, a Pantera Cor-de-Rosa e o Road Runner&Coyote. Depois veio a fase dos jogos, com o Angry Birds, o Super Mário, os Skylanders (que ainda adora) e, agora, os InviZimals, a sua mais recente pancada.

Há dias, a propósito do lançamento dos dois novos jogos dos InviZimals para a PlayStation Vita e PlayStation3 levei-o à Quinta da Regaleira, em Sintra, onde iria haver uma série de brincadeiras relacionadas com os InviZimals. Andou uma semana inteira a contar os dias para o momento. Acordou, claro, às seis e tal da manhã e foi recordar todos os cromos dos InviZimals que tem na caderneta. A caminho de Sintra, foi-me a contar a história dos bicharocos, dos poderes de cada um, das diferenças dos jogos, sempre com aquele entusiasmo genuíno que só os putos conseguem ter.

Quando chegámos à Quinta da Regaleira, as várias crianças juntaram-se num grupo, vestiram umas batas dos Invizimals, pegaram nas suas PlayStations Vita e seguiram o professor Nakamura, que os levou à caça de InviZimals pelo espaço. Os pais lá foram todos atrás. Passámos por túneis, grutas, paisagens incríveis (quem ainda não conhece a Quinta da Regaleira, por favor, vá até lá) e em cada local a criançada parava e cumpria a missão que era proposta pelo Professor. Houve batalhas, desafios e caça aos InviZimals.

A coisa demorou sensivelmente uma hora. Quanto terminou, para desgosto do miúdo, não quis saber do lanchinho que estavam a oferecer, nem sequer quis ficar a testar o jogo nas várias PlayStation3 que havia por ali. Quis ir logo para casa para poder jogar comigo. Lá lhe fiz a vontade.

Quando chegámos a casa, liguei a PlayStation3 e começámos a jogar ao “Reino Perdido”. Ao fim de uns minutos, e já depois de ter percebido como é que ele estava a jogar àquilo, sugeri-lhe que fosse buscar a PS Vita e que jogasse antes ao outro jogo novo, “A Aliança”, enquanto eu iria avançando naquele. Lá o enganei. Na verdade, eu estava era a achar aquilo demasiado divertido. Normalmente, sou mais de jogos de futebol, desporto, sociais, mas naquele instante senti-me tão puto como ele, fascinado por aquele mundo tão perfeito, muito distante dos mundos a preto e branco e muito manhosos dos meus tempos de miúdo, quando tinha o meu Timex 2048, com 48k de memória.

49 Comentários

  1. Boas acho perfeitamente bem o que faz com o seu filho tenh 1 tambem e tambem tem ps4 e ps vita…como eu adoro isso e quando era pequeno e queria ter tambem e so mais tarde è que tive…acho perfeitamnte normal…o meu filho faz futebol karaté e ten tempo pra isso tudo e mais alguma coisa…ha pessoas que sao estupidas e arrogantes e o que nao podem dar aos folhos porque preferem gastar dinheiro em tabaco e em paneleirices deles do que propriamente poupar pa dsr as coisas aos filhos pa se sentirem bem…nem tudo nem nada…força e nao ligue a essas pessoas mesquinhas que isso e so dor de coto…nem sei para qur veem para aqui comentar o estado e meter nojo

  2. Li este post e achei interessante comentar. Em relação às ps, consolas e computadores, não há mal nenhum uma criança jovem jogar neste tipo de aparelhos, desde que não se viciem e que o uso seja moderado. Em relação aos adolescentes de agora viciados na net e nos telémoveis, é mau porque, quando mal utilizada a internet tem perigos, é culpa dos educadores que não alertam para estas situações e dos pais que não os vigiam (livrando-se deles, por vezes). Em relação aos jovens não comerem comida saudável é culpa da TV e dos pais (não querem cozinhar e por isso compram comida tipo fast food/também porque se sentem mal por não estarem com os filhos e por isso dão-lhes goluseimas, etc). O Excesso é sempre mau, mas a moderação tem as suas vantagens (falo para tudo aquilo que aqui falei). Para os fundamentalistas: não se metam na vida das pessoas, cada um sabe aquilo que vai fazer aos seus filhos, são deles não vossos. Também se eu decido comprar uma prenda muito cara a alguém, eu é que sei o que vou fazer ao meu dinheiro não vocês. Eu educo as minhas crianças a primeiro estudar e fazer os deveres, depois brincar e ver TV (eu comprei consolas aos meus filhos porque penso que eles estam felizes e a divertir-se por jogar naquilo). Uma crinça/adolescênte necessita de amor, carinho, compreensão e orientação (também já fui criança), e Arrumadinho se dá este afeto ao seu filho, JÁ É UM BOM PAI.

  3. Pedro não sei em que mundo é que vive.
    Primeiro, saber trabalhar com computadores não é ir ao google e mexer no rato. De todo. Um comentário assim é mesmo de quem não vive no mundo real.
    A informática e a web, são das maiores invenções das últimas décadas. Mudou o nosso estilo de vida e cada vez vai mudar mais. Quer seja para o entretenimento (há cada vez menos pessoas que abdicam de ter televisão e escolhem ver tudo online, como eu), quer seja para o mundo profissional. Poucas são as profissões que não usem computadores para tudo. TUDO. Numa empresa a contabilidade é feita num software qualquer no computador, os contactos com os clientes são feitos por email, a maior parte do trabalho é feito num computador.
    Claro que há trabalhos que não requerem isto. Se trabalhar em agricultura não vai precisar tanto de um computador. Mas mesmo aí o negócio poderá avançar melhor se souber usar um computador decentemente e estabelecer contactos, fazer promoção, etc.
    Privar crianças de usar um computador é estúpido. Deve-se estabelecer limites, regras mas não há mal nenhum em fazer com que as crianças saibam como funciona um computador. É um instrumento que vão usar para o resto da vida, quer seja no trabalho, quer seja em casa.
    E olhe, eu também estou a tirar um curso, e nem tem nada a ver com engenharias. É em letras, e saber usar um computador é essencial.

  4. Eu estranhei o pq de um post destes ter tantos comentários. Ok. Já percebi.

    Gostava mesmo de perceber o que incomoda tanto um puto ter uma consola de jogos. Enfim…

    Esta malta não percebe que o mundo mudou. E não percebe que as necessidades de hoje são diferentes das necessidades de ontem. Ontem ninguém tinha telemóveis, hoje não vivemos sem eles. Ontem tínhamos 4 canais, hoje já ninguém passa sem a TV por cabo. etc etc

    Não gostam de consolas? Óptimo. Não dão consolas aos vossos filhos. Na boa. Qual o problema disso?

    Nenhum. Da mesma forma que não há qqr problema em dar consolas aos putos. Consolas…é um jogo. Antes tinham um jogo de cartas, um boneco, legos, hoje têm consolas. Qual o problema?!?!?!

  5. Sou o mesmo Pedro das (27.11.2013 às 09:46)

    Sim porque naturalmente um jovem que tenha boas notas a Filosofia, Matematica, Portugues, Fisica, Ciencias etc vai ter imensas dificuldade em aprender a “mexer num rato” e a usar o “google” :):)
    Não fale daquilo que não sabe.
    Eu não estou a defender que as crianças/jovens sejam excluidas das tecnologias, mas essa conversa de ser muito importante para o futuro profissional delas é FALSO.
    E garantidamente digo-lhe que uma criança até aos 10 anos NAO PRECISA de ter contacto com tecnologias ………o que nao significa que nao as use por divertimento.
    Se está assim tao preocupada entao que se meta os meninos a aprender Logica de Programação, Engenharia de Software, Redes de Computadores na primaria. Isso seria realmente avançado (mas evidentemente desnecessario).
    Agora estar a defender que uma criança/jovem vai ter grande vantagem no futuro profissional por saber usar TECNOLOGIAS ALTO-NIVEL é a mesma coisa que dizer a um Engenheiro Informatico que é “o maior” porque sabe usar o Excel.
    As crianças/jovens precisam de aprender a pensar, racicionar e ter as bases necessarias do conhecimento académico “classico”.
    O resto aprende-se à medida que for necessario.

    P.S – ja agora sou Licenciado em Engenharia (uma daquelas onde é preciso usar MUITO o computador, mas nao Informatica) e ja agora tambem Doutorado na mesma area. Pelo que falo com conhecimento de causa e não ando a “atirar bitaites” pela blogesfera.

  6. O meu sobrinho tem 4 anos e tem PlayStation e PSP.. Ah e também joga no i-pad dos pais. No entanto, também está numa escolinha de futebol, adora andar de bicicleta e recusa o lanche mais por isso que pelas consolas. E agora? Que tem isso a ver? Gente com mente pequenina!!

  7. Olá Arrumadinho. O meu comentário não tem a ver com o seu texto. Quero apenas fazer-lhe um pedido. Será que podia colocar sugestões para as meninas oferecerem aos namorados? E se não for pedir muito pode ser em breve para não ficar muito em cima da data. É que nós gostamos de qualquer coisa, mas vocês homens têm gostos muito restritos. Se me conseguir ajudar obrigado.

  8. Não sou fundamentalista, tenho uma filha de 18 anos e um rapaz de 15 anos. Claro que têm computador, playstation e afins.

    Não concordo que uma criança pequena jogue horas sem parar,não é saudável. Sou professora e hoje em dia a maioria dos miudos não sabe brincar sem ser com computadores. Alguns até acham que os ovos e as galinhas nascem no Continente.
    Os pais “modernos” demarcam-se com muita facilidade dos filhos, dão-lhes tudo para não serem incomodados. É normal chegarem ao café com as crianças para tomar o pequeno almoço e darem-lhes refrigerantes, bolos e porcarias do estilo. A maior parte dos meus alunos não sabe o que é peixe. Só comem porcarias de comida pré cozinhada e pizzas e hambuguers. Tenho alunos que entram em paranóia se falha a intenet! Isto é saudável? Tudo se quer com conta, peso e medida. E por favor, as pessoas antigamente não eram menos saudáveis, nem menos educadas como um imbecil qualquer escreveu. Quando eu era miúda ensinaram-me a respeitar nos mais velhos, a dizer obrigada e com licença. Hoje é uma rebaldaria pegada.
    I. Maria

  9. Epá mas você pensa nas coisas antes de escrever?

    A única conclusão lógica da sua argumentação (?) é que antigamente as pessoas morriam saudáveis. É tão ridículo…

    Então se a média aumenta é porque a qualidade de vida, as possibilidades de tratamento de doenças, a alimentação, o saneamento, as condições de trabalho, tudo isso melhora, ou acha que é o quê? Quer voltar a um tempo onde não existiam antibióticos ou vacinas? Onde a maioria das crianças morria antes do primeiro ano?

    E depois sai-se com a da criança de 4 anos a ouvir música no iPad. Você acha-se no direito de “mandar postas de pescada” sobre a educação de outro casal apenas na observação que faz de um momento num aeroporto. Acha que os 20 ou 30 minutos que você viu são significativos da vida daquela criança? Acha que pode concluir isso?
    E acha que pode extrapolar daquela criança para todas as outras.

    Sabe, o bom senso é como o desodorizante: Quem mais precisa é quem menos usa!

  10. Haja alguém culto no meio destes comentários e que entende a diferença entre informaçao/opinião e fundamentalismo.

    Mas claro que o pequeno Henrique só joga consola 10min ao fim-de-semana.

    Aliás, nós nem temos nada a ver com nada… Mas esperem lá, o blog é mm para quem nao tem nada a ver, ler e comentar ou nao? Se não, nao fazia um blog e punha um diário na mesa de cabeceira e escrevia la todas as noites 🙂

  11. O Pingo Doce é aquela empresa que deslocalizou a sede para a Holanda, não é?
    Quantas crianças alimentaria com os impostos que a JM pagaria em Portugal (mas que não paga)?
    Faz sentido dizer para dar essa quantia à JM sem defender que esta pague impostos em Portugal?
    Acha que os 300€ têm alguma relvância face ao valor da evasão fiscal?
    E para que pagamos nós impostos? Não será para permitir que o estado ajuda quem tem fome em vez de andar a salvar os acionistas dos bancos?

    Que confusão vai nessa cabeça!

  12. “Como vê o miudo nem quis ficar no lanchinho e queria era ir para casa continuar a brincadeira” – A brincadeira electronica pahhh. O convivio ele nao quis, brincar com os outros meninos as escondidas, ele nao quis.. Mas ir para casa e colar-se a playstation, ele quis! Bravo.

  13. Claro.. Fixe fixe é evoluirmos como os americanos e ficarmos como eles que hoje em dia, mais de metade já nao anda, rebola.

    Ou então evoluirmos como os Japoneses e ficarmos o país do mundo com maior taxa de suicidio tal é a pressão e o stress que aquela gente vive.

    Ah… mas a tecnologia nesses países é toppp e as crianças com 2 anos ja têm telemovel!

    Não diga asneiras!!

  14. Uma grande salva de palmas ao seu comentario. Corroboro cada virgula.

    “Nenhum criança ou jovem precisa de ter PC’s para poder vir a ter um bom futuro profissional (seja em que area for)” Clap clap calp

  15. O problema é este mesmo “Quanto mais novos são expostos às novas tecnologias, mais oportunidades têm de evoluir ao mesmo tempo que a tecnologia.” A tecnologia está a evoluir de tal forma que já estou como Einstein “Temo o dia que a tecnologia ultrapasse a nossa interação humana e o mundo terá uma geração de idiotas”. Para lá caminhamos.

    Quanto a esta parte “devemos travar a evolução tecnológica aos mais novos? Então devíamos mandá-los para o campo e pronto.” – Não sei como foi a sua infância, mas na minha não tive consolas nem afins e também nao fui para o campo.

    O meu comentario refere-se a miudos de 6 anos com este genero de aparelhos. Acho um crime, um pecado fazer isso aos miudos. Nao falo de 11 12 anos… Aí a maturidade e pre-disposição e outra. Agora com 6 7 anos, mal sabem escrever e ja estao com essas porcarias nas maos. Acho criminoso e indecente.

    Quanto ao dar presentes caros, os meuspais sempre tiveram possibilidades, graças a Deus e nunca me deram presentes de 200€ quando tinha 6 ou 7 anos. Ou melhor comecei a ter presentes caros depois de adulta.

  16. Cara Carolina,

    Hoje há mais cancro, alzheimer , sida e outras maleitas adivinhe….a medicina evoluiu e os diagnósticos são mais certeiros. Há mais ou menos 30 anos foi detetada “idade avançada” á minha bisavó e tia avó,30 anos depois descobrimos graças á malvada ciencia que afinal era alzheimer e que o fim de vida delas podia ter sido mais tranquilo.
    Tenho uma menina de 2 anos que ao fim da 2ª história quer ver caricas ou brincar com os brinquedos electrónicos dela que a ajudam a evoluir e a descobrir coisas novas, todos dias. Também adora os nenucos, rasgar revistas e acima de tudo correr que nem louca pela casa, com a amiguinha com quem também joga jogos eletrónicos.
    Não seja extremista e abra horizontes. Tudo faz bem desde que em conta peso e medida!

  17. É um divertimento vir ler esta caixa dos comentários… gabo-te a paciência Arrumadinho 🙂
    Tens muita razão em acusar certos comentários de fundamentalistas, é fundamentalismo sim afirmar que as crianças só devem brincar na rua, só devem jogar à bola, só devem estar com os amigos, só devem brincar com legos, só devem fazer puzzles, só isto ou só aquilo… Jogar um jogo numa playstation ou numa consola, num tablet, não tem mal nenhum, não prejudica a saúde mental nem física de nenhuma criança e não os transforma em seres insociáveis nem em pessoas menos decentes que outras. A questão está em procurar que tenham vários interesses, que não se vinciem nos jogos, que percebam desde cedo que podem fazer de tudo desde que seja com conta, peso e medida, e fundamentalmente (isto no meu ponto de vista, claro) que primeiro está o estudo, a escola e os deveres da escola. Os miúdos têm tempo para fazer de tudo e assim crescem felizes. Tenho dois filhos rapazes, um deles também com sete anos, que joga playstation (já havia lá em casa, não foi comprada de propósito para ele, mas poderia ter sido) sobretudo jogos de futebol. Tem muitos outros interesses, asseguro, e ele próprio os descobriu sózinho, tal como descobriu que gostava de jogos eletrónicos. Lá em casa não lhe comandamos a vida, não lhe estamos constantemente a dizer agora é hora de ires jogar à bola, agora podes jogar um jogo de playstation, agora vai ler um pouco, agora vai brincar com os teus carrinhos, legos, o que seja… Optámos por testar, demos-lhe liberdade de escolha e o resultado foi surpreendente (eu sei que os miúdos não são todos iguais e que podemos ter tido sorte). Sabe, isso sempre foi regra, que primeiro estão os deveres da escola, antes do que quer que seja, e isso ele respeita religiosamente. Chega a casa e faz os trabalhos, ponto final. Depois é com ele e garanto que não passa o resto do tempo agarrado aos jogos, há até dias em que não lhes pega, ao fim de semana por exemplo, se calha ficarmos mais tempo em casa alterna entre jogos, longos períodos no quarto com outros brinquedos, inventa em cadernos campeonatos que faz metade na playstation, metade com um bonequinhos (tipo Suboteo que tem), noutras alturas anda de roda dos legos com aviões, com carros, dependendo muito de algum filme que tenha visto recentemente, de algum livro que tenha ou que lhe tenhamos lido (a leitura lá em casa, por gosto dele, mas porque também porque desde pequenino o habituámos assim, é diária e não a dispensa), devora livros e coleções sobre o corpo humano (como aquela do nosso tempo e reeditada pela Planeta Agostini, e que lhe estamos a fazer). Quanto à questão da socialização também pelo que observo com ele quando está com os primos, quando está com os amigos e uma playstation ou uma consola à frente que o jogo é socila, mesmo quando joga um de cada vez conversam, riem, e comentam… e depois fartam-se e vão fazer outra coisa qualquer… ísto é o que vou vendo, aprendendo com eles, e agindo de acordo com o que aprendo.
    Para já é assim, se um dia as coisas descarrilarem faremos provavelmente de forma diferente, mas deixamo-los crescer e gostar do que gostam, sem questionar, apenas tentando que percebam que há tempo para fazerem de tudo e que o tudo pode ser muito estimulante e interessante… e, pelo que temos observado, eles percebem isso muito bem 😉
    Desculpa, se calhar foi um pouco longo, mas achei importante para além de comentar, partilhar também alguma experiência do contacto que tenho diário com crianças dessas idades, minhas e não só, que acho sinceramente faz falta antes de se tecerem longas teorias sobre o tema.

  18. Realmente o pessoal está a ser um bocado fundamentalista e exagerado.
    Mas esse argumento de que os putos têm de ter contacto com tecnologias porque é o futuro é do mais errado e falacioso possivel.
    Se me dizer que o puto tem de brincar e divertir-se, e uma das forma é com consolas (entre outras). Concordo a 100%.
    Mas os putos têm de ter contacto (além do Portugues etc) é com as ciencias fundamentais.
    Isso das tecnologias é tudo um mito.
    Nenhum criança ou jovem precisa de ter PC’s para poder vir a ter um bom futuro profissional (seja em que area for) e particularmente nao precisa disso para ter um futuro em areas de ciencias/engenharias etc.
    As novas tecnologias não são mais do que ferramentas de alto-nivel.
    São perfeitamente dispensaveis, pelo menos até à faculdade.

  19. Olá Arrumadinho,
    Sabes dizer-me se esse evento tem continuidade ou se teve lugar apenas nesse dia?
    O meu filho, que é louco pelos InviZimals, adoraria ir.
    Obrigada =)

    P.S.: Quanto às fundamentalistas ali de cima aka mães que tudo (pensam que) sabem, não há paciência que as aguente! Porra, que dá vontade de dizer um palavrão! Arre…

  20. lol . Foi só começar a ler para adivinhar o que para aí vinha de comentários de almas santíssimas. Eu nunca tive playstation ou consolas, porque nunca pedi, porque as achava caríssimas, mas também porque não ligava a jogos electrónicos , preferindo os de tabuleiro, como o trivial ou monopólio e os puzzles, mas, especialmente, porque era viciada em livros. Contudo, adorava ver o meu tio e o meu primo jogar Prince of Persia no computador deles. Isto porque eu não tinha computador, o que só tive aos 16 anos, o que não se deveu a fundamentalismos dos meus pais, mas porque nos anos 80 o computador não era a peça básica que hoje é e só quando passei para o Secundário é que se tornou necessário.
    Contudo, hoje em dia, mesmo miúdos de famílias menos à vontade financeiramente têm consolas, e os jogos acabam por ser pretexto para o convívio, e acabam por desenvolver capacidades de lógica e estratégia nas crianças, o que também é positivo.
    Acho muito interessante esta mania que em blogs considerados (por elas) superficiais e sem interesse, em qualquer post apareçam logo estas almas perfeitas, cheias de saber e de pregações, mandar bitaites sobre o que os outros devem fazer ao seu dinheiro e como devem educar os seus filhos.
    É claro que elas só utilizam o dinheiro que ganham com a renda da casa (que tem de ser necessariamente barata), em comida (também só a essencial e barata) e roupa e calçado (também o mais barato possível ) para salvarem o mundo mandando todo o dinheiro que assim conseguem guardar para a Somália, para alimentar as crianças com fome de lá.
    Haja paciência ! Eu venho de uma família de poucos recursos, que já passou por muito, mas não invejo nem critico a forma como os outros usam o dinheiro. gostava de poder colaborar mais do que faço com obras de solidariedade e ajudo na vizinhança quando posso, a quem precisa, mas não deixo de comprar o que quero, se o posso ter, ou o posso dar.
    Cresçam e metam-se nas suas vidas e preocupem-se com os vossos filhos, porque muitos/as, quando deviam estar no ginásio, estão a fumar, ou quando dizem estar a conversar com os amigos estão a competir sobre quem aguenta mais alcool , ou quando deviam estar a fazer um sleepover em casa de uma amiga, estão é a fazer um aborto ilegal às escondidas.
    Quando perdem tempo a controlar a vida dos outros, não zelam pela vossa e dos vossos.

  21. Por acaso, esta semana houve uma palestra na escola da minha filha sobre a questão dos jogos e como afetavam o sistema nervoso das crianças. Eu não sou de todo fundamentalista, mas com certeza que ficarei mais atenta. Segundo a médica (que faz investigação na área, inclusivamente), ao contrário do que se pensa, este tipo de tecnologia, ao contrário do que se previa, em vez de estimular, destrói neurónios, o que é bastante grave nesta idade. O tempo máximo aconselhado pela OMS por dia é de 10 minutos, sendo, até, discutível a utilização de computadores durante bastante tempo nas escolas (como foi o caso dos magalhães…).
    Entre outras coisas, referiu que aos 20 anos têm surgido casos de demências que eram habituais em idades mais avançadas e, segundo as investigações que fazem, têm relação com os jogos.
    Mais uma vez, refiro, eu não sou fundamentalista, mas que, hoje em dia, parece uma praga a questão dos jogos, parece.
    Já nem falo da questão da estimulação excessiva que pode levar a casos graves de perturbação de sono, de concentração e da “famosa” hiperatividade.
    Obviamente que não tenho nada a ver com o que faz e quem sou eu para julgar, mas considero pertinente partilhar esta informação.

  22. Os meus avós nunca mexeram em consolas e não estão frescos nem saudáveis. Nem os meus nem nenhuma pessoa idosa que conheça está completamente saudável.
    É horrível ver como o povo português é completamente contra a tecnologia. Até mete medo, parece uma heresia. Depois admiramo-nos de não evoluirmos.

  23. Portanto se não tivesse oportunidade não dava coisas mais caras aos seus filhos?
    Que absurdo.
    E já agora, à senhora que acha horrível crianças brincarem com consolas e portáteis: devemos travar a evolução tecnológica aos mais novos? Então devíamos mandá-los para o campo e pronto.
    Horríveis são pessoas fundamentalistas como vocês. Quanto mais novos são expostos às novas tecnologias, mais oportunidades têm de evoluir ao mesmo tempo que a tecnologia. Mais oportunidades de trabalhar vão ter, mais coisas vão conhecer.
    O importante é balançar tudo, e não proibir.

  24. A minha filha tem 4 anos e já se consola a jogar no meu telefone. E não, não é porque quero que tenha contacto com as TIC cedo, nem porque desenvolve capacidades cognitivas, nem nada disso: brinca porque gosta, porque se diverte. E, por ela, estava tempos a fazê-lo.
    Mas EU decido quando chega (com um “já chega”), e ela desliga. Ou então desligo eu. E brincamos com as bonecas, e jogamos às escondidas (acabámos de o fazer na sala), e lemos histórias, e tudo.
    Há tempo e espaço para tudo.
    Se o Ricardo e o seu filho passaram uma boa tarde (ainda que um tenha aproveitado mais o ar e a beleza natural e outro se tenha entretido a caçar bichinhos), siga a rusga.

  25. A esperança média de vida aumentou, o que não significa que exista mais saúde, existem é mais drunfos. Ou ainda nao reparou que uma pessoa hoje depois dos 60/70 intope-se de comprimidos? E que hoje em dia há mais cancro? E que hoje em dia ha mais alzheimar? Acha que é porquê?

    Há dias fui a Italia e estava uma miuda de 4 anos no maximo, no seu carrinho, de iPad na mão e phones nos ouvidos. Eu acho isto um pecado. Os pais hoje em dia aproveitam-se dessas tecnologias para porem os miudos entretidos e para não serem “chateados” que os miudos assim estao pali a ver o Noddy ou la o boneco que for e nao chateiam ninguem. Porque não se dá uma historia? Por favor!

  26. People please BE REAL!!!! Tenho 26 anos e quando era miúda tinha tempo para tudo para brincar na rua em casa, saltar a corda ver televisão, jogar consola e a macaca!!!
    E mais agradeço muito aos meus papás a educação não fundamentalista que me deram =)
    Dos meus amigos na altura fui a primeira a ter consolas, computador e telemóvel e não foi por isso que me tornei anti-social obesa ou whatever
    Muito pelo contrário

  27. Não se trata apenas de debitarem verdades insofismáveis. Trata-se de pura ignorância, falso moralismo e “retrogradismo”.

    1. Achar que os jogos provocam obesidade ou epilepsia é pura ignorância. A epilepsia é desencadeada pelos jogos (tal como outros estímulos) mas existe independentemente dos jogos. Culpar os jogos pela obesidade é como desejar que a água canalizada não existisse “porque aí tínhamos que andar até à fonte, e hj é só facilidades”…
    2. Depois o falso moralismo de dar o dinheiro da consola para a caridade ou a história do telemóvel. Mas alguém tem alguma coisa a ver com a forma como os outros gastam o dinheiro? O lazer não é essencial à vida de uma pessoa equilibrada?
    3. Por fim o “ai no meu tempo é que era bom”. Basta consultar qualquer estatística objectiva para ver que as crianças são hj mais saudáveis, equilibradas, melhor educadas que antes. Houve uma talibã aì atrás que disse que agora se morria mais pq o padre lhe tinha dito. Mas essa senhora nunca ouviu falar no aumento da esperança média de vida?

    Sinceramente, tenho mesmo pena dos filhos e maridos desta gente. Condenados a uma existencia triste, cheia de coisas “educativas”, sem espaço para o lazer oua imaginação, muito “caladinhos e virados para a frente”.
    E depois aos 15, como os putos andam deprimidos porque não vivem, espetam com eles no psicólogo e culpam a escola, a televisão, o governo.
    Todos menos elas.

  28. “PS: Horrível é haver meninos a passar fome. Isso é que é horrível. Ter crianças saudáveis, sociáveis, a partilhar alguns momentos de lazer com os amigos é ter crianças felizes. E isso, é tudo! Ganhem juízo.”

    Exactamente!! Por isso, em vez de oferecerem presentes a putos de 6 anos, de quase 300€ dêem a caridade ou ofereçam uma corda do pingo doce para os miudos se divertirem, que custa só 5€.

  29. Pronto, acho que com estes comentários mais acima já perceberam a teoria das mães fundamentalistas: ninguém pode brincar com uma pergunta parva que fazem lá no espaço delas, mas elas sentem-se no direto de vir ao espaço dos outros debitar as suas verdades universais, como se a educação que elas dão aos seus filhos fosse a única, a perfeita. Minhas caras, não é por uma criança ter uma consola, um computador ou um telemóvel aos 5, 6, 7 anos que vai ser um pior adulto, ou uma pior criança, ou uma criança obesa, ou desinteressada. Mas se querem acreditar nisso, força, acreditem, privem-nos de tudo isso, imponham-lhes as vossas regras, que eu imponho as minhas. Só sei é que com elas, até ao momento, tenho um filho magro e saudável, muito bom aluno, inteligente, interessado, sociável, que adora brincar, seja de que forma for, e, sobretudo, feliz. É tudo o que me importa. Agora as vossas teorias, bom, apliquem-nas aos vossos filhos. Só vos deixo um conselho: não se achem donas da verdade e de toda a sabedoria.

  30. Pronto começou o ataque das talibãs… Enquanto não pedires desculpa pelo post sobre aquilo das mães vais ter que gramar com esta malta.

    Quanto ao tema, também me lembro de passar tardes com os meus amigos a jogar spectrum. Quem não passou por isso, não consegue compreender que as amizades tanto se fazem no campo de futebol como à volta da consola ou do computador.
    Aliás, a imagem deles todos juntos a jogar sentados no chão é demonstrativa disso mesmo. A experiência de estarem a partilhar o mesmo momento, a mesma brincadeira, permite-lhes sentirem-se pertencentes a um grupo e a uma comunidade de pessoas como eles.
    Como dizes – e bem – as coisas não são exclusivas e fazer uma coisa não deixa de permitir fazer a outra.

    Acho muito bem que permitas ao teu filho momentos de lazer com os amigos (ou sozinho) para descontrair e fazer o que mais gosta.

    Outro ponto que focaste (no teu comentário) é que não é na adolescência que os filhos devem ter contacto com as TI’s. Quanto a mim, este contacto deve ser moderado (mas nunca imposto) pelos pais assim que eles o desejarem. É importante para a sua construção do mundo (que é em larga medida digital) e para a sua info-inclusão.

    Cumps
    JP

    PS: Horrível é haver meninos a passar fome. Isso é que é horrível. Ter crianças saudáveis, sociáveis, a partilhar alguns momentos de lazer com os amigos é ter crianças felizes. E isso, é tudo! Ganhem juízo.

  31. Olá Arrumadinho,

    Quando era pequena, os meus amigos todos tinham gameboy e eu sempre disse a minha mae “todos tem e eu nao posso ter porque?” e a minha mae sempre me disse: “nao tens que ter so porque os outros tem e eu acho que isso nao sao brinquedos que te ensinem alguma coisa” e a unica coisa que me deu do genero “nao se aprende nada” e que eu valorizei imenso foi um tamagotchi que ainda hoje me lembro de acordar a meio da noite so para lhe dar comida e limpar o coco. Agora com esses jogos, que que se aprende? Onde está a parte didatica da coisa? Nottt. Nao concordo com esse genero de presentes. COmeçando no preço e acabando no mal que faz aos miudos. E os meus filhos nao vao ter esses brinquedos. Não e por nao terem uma playstation que nao vao estar preparados “para o mundo digital e as ferramentas tecnologicas” como disse no comentario de cima. Uma coisa nao tem nada que ver com outra.

  32. Olá Ricardo,

    A única parte boa deste post é que foram a Sintra. Como vê o miudo nem quis ficar no lanchinho e queria era ir para casa continuar a brincadeira, ou seja, foi o dia todo agarrado a essa porcaria que é a nova tecnologia. Pelo comentario abaixo “O meu filho mais velho, que está quase a fazer 7 anos” ou seja, para todos os efeitos, tem playstation com 6 anos. Terrível! Péssimo!

  33. “Tem noção do mundo em que vivemos?” – É mesmo pela sociedade em que vivemos que os miudos hoje em dia nao sabem brincar, ou nao dao valor a nada, ou sao gordos, ou sao uns bixinhos que tao colados ao computador, ou mais tarde tem epilepsia e outras doenças por estarem tanto tempo na vida deles em contacto com esse genero de aparelhos que so lhes faz mal. Seja a vista, ao cerebro ou a outra coisa qualquer. Porque será que hoje em dia ja nao chegamos aos 80 e tal anos frescos e saudaveis como os nossos avos e bisavos? Hoje em dia nessa idade, ou ja tivemos uma doença qualquer grave (cancro ou afins) ou entao estamos chonezinhos (isto claro, quando la chegamos) no funeral do meu pai (tinha 50 anos) o sr padre, com quase 90 anos disse na missa “hoje em dia enterro mais pessoas destas idades e mais novos, do que da minha” e, apesar do meu pai ter morrido com um traumatismo provocado por uma queda, outros tantos de 50 anos morrem de doenças provocadas pelo estilo de vida que levam.

    Convido-o a ler este artigo:

    http://www.ime.usp.br/~vwsetzer/efeitos-negativos-meios.html

  34. E dá-se um presente de 200 e tal euros a uma criança de 7 anos para so brincar ao fim de semana? lol isso é gozar com os pobres! De esse dinheiro a uma casa de caridade, que faz melhor figura.

  35. Cara Carolina, o meu filho tem 7 anos. Acha mesmo “um crime” que os pais ofereçam playstations aos filhos? Um crime? Tem noção do que está a escrever? Tem noção do mundo em que vivemos? Da necessidade que existe em que os miúdos comecem a entender a realidade informática e digital, porque será uma ferramenta essencial para a vida deles? Ou acha que o primeiro contacto que uma criança deve ter com um computador ou uma consola deve ser apenas aos 14 ou 16 anos? Quanto ao resto, pode ler o que escrevi no comentário acima.

  36. Cara Sara, o que acho horrível é as pessoas serem fundamentalistas em relação seja ao que for. O meu filho tem 7 anos, que me parece uma idade perfeitamente razoável para jogar numa consola. O que para mim é absurdo é que se ache que por um miúdo brincar com uma consola deixa de ter outro tipo de interesses e actividades na vida. Já pensou na hipótese de ele poder pegar nas consolas apenas ao fim-de-semana? E de mesmo durante esse fim-de-semana poder fazer mil e uma outras coisas? Eu também jogava computador quando era miúdo, mas também jogava à bola, andava de bicicleta, skate, via filmes, jogava à apanhada e ao 35. Com o filho será igual. Terá os seus momentos em que poderá estar no computador ou na consola e terá outros em que estará a brincar na rua e a fazer exercício físico – já escrevi, aliás, sobre isso. É um erro escrever, como escreveu, que os pais “fomentam isso em vez de”. Não tem de ser “em vez de”. Fazer uma coisa não implica que deixe de se fazer a outra. É tudo uma questão de equilíbrio e bom-senso, que é o que falta a muitas pessoas fundamentalistas.

  37. Oh Arrumadinho, quantos anos tem o seu filho? Já de playstation na mão? que mau… Mesmo que venham com os discursos que so brinca uma hora por dia e que pratica desporto, acho indecente e um crime os pais que dao playstations e brinquedos do genero aos filhos. Ofereça antes uma corda pa ele saltar e se divertir com os amigos.

  38. Acho HORRÍVEL miudos desta idade agarrados a playstations, computadores e afins. Tenho 24 anos e recordo-me bem que na minha altura, o que tinha piada era jogar a macaca, pegar numa bola e jogar volei, futebol, jogar ao mata e afins.. Hoje em dia os miudos reunem-se para se agarrarem a playstations. Pior ainda, são os pais fomentarem esse genero de actividades em vez de os levarem para a rua e os porem aos pulinhos a jogar ao lenço e a outros jogos didáticos muito mais divertidos do que jogos em aparelhos electronicos. H O R R I V E L!

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