Passatempo “Quando o Cuco Chama”

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Há muito tempo que J. K. Rowling queria escrever um romance policial e afastar-se do universo Harry Potter que a tornou famosa em todo o mundo e lhe rendeu uma das maiores fortunas em Inglaterra, quase ao nível da Raínha. Especulava-se há alguns anos sobre a chegada dessa obra, mas a autora nunca confirmou esses rumores.

No início deste ano, foi publicado em Inglaterra o livro “Quando o Cuco Chama”, de um autor novo, Robert Galbraith. O livro foi enviado para várias editoras, e foi mesmo rejeitado por algumas. A Sfere acreditou na história e acabou por aceitar imprimir 1.500 cópias. Em Abril, havia já uma segunda edição, mas as vendas ficaram por aí. O livro estancou-na 4.709ª posição entre os mais vendidos de Inglaterra. Até que a surpresa chegou: J. K. Rowling revelou que, afinal, Robert Galbraith era o seu pseudónimo e “Quando o Cuco Chama” era o tal romance policial que há muito queria publicar.

Imediatamente, as vendas dispararam e o livro chegou rapidamente ao primeiro lugar do top de vendas, com críticas muito positivas nos principais jornais britânicos. Alguns exemplares da primeira edição, autografados por Rowling, estão a ser agora vendidos por preços que chegam aos 5 mil dólares.

“Quando o Cuco Chama” chegou a Portugal há dias, pela mão da Editorial Presença. É a história da misteriosa morte da supermodelo Lula Landry, que cai de uma varanda. O irmão de Lula, John Bristow, resolve contratar um detective privado para investigar esta estranha morte e recorre aos serviços de Cormoran Strike, um amigo de infância de outro dos seus irmãos, Charlie, também ele já morto, depois de um acidente de bicicleta. Strike começa uma série de entrevistas que vão afastar o cenário óbvio, o de suicídio, e dar a entender que Lula foi assassinada. O detective ouve o namorado da modelo, amigos, familiares e uma testemunha que se vem a revelar fundamental: uma vizinha que morava dois andares abaixo de Lula e ouviu uma grande discussão pouco antes de ela cair da varanda.

E agora a boa notícia no meio disto tudo: aqui estamos nós, eu e a Editorial Presença, para vos oferecer cinco exemplares do livro “Quando o Cuco Chama”. E o que é que têm de fazer para ganhar? Enviar-me um email para oarrumadinho@gmail.com, colocar no subject “PASSATEMPO CUCO” e criar um desfecho para esta história, inventado por vocês. Só peço é para não escreverem mais de mil caracteres, senão terei dificuldades em ler tudo em tempo útil. Aceito histórias até às 21h da próxima quarta-feira, 30 DE OUTUBRO. As cinco histórias mais criativas recebem um exemplar do livro.

Toca a teclar.

14 Comentários

  1. Eu li o original e achei muito bom.
    E nao foi a J.K. a revelar que o livro tinha sido escrito por ela.
    Não sei se a tradução é boa mas o original é bom, muito bom.

  2. O livro já estava a ter sucesso e a ter boas críticas antes de se conhecer o verdadeiro nome da autora. Não tanto sucesso como depois, é certo. É a influência de ter um nome tão conhecido – motivo pelo qual a J.K. Rowling escolheu não usar o nome dela: para ter críticas sinceras. E foram.

  3. O livro recebeu diversas boas críticas antes de ser conhecido o seu verdadeiro autor. Bem melhores do que o primeiro livro da Rowling pós Harry Potter(Morte Súbita). Simplesmente, a população em geral, compra mais facilmente best-sellers e livros de autores já “com nome”. Não quer dizer que o livro não tenha qualidade ou que só se esteja a vender por ser da Rowling

  4. O livro recebeu excelentes críticas antes de se saber que era da Rowling. Exatamente por isso que foram investigar quem era o escritor. Não seja má língua, fica-lhe mal! A Rowling antes de conseguir que lhe publicassem Harry Potter, enviou o manuscrito para dezenas de editoras, muito conhecidas. Acabou por ser aceite por uma editora de pouco prestigio, e pouquíssimas cópias. E é um livro (saga) excelente.

  5. Realmente vivemos num mundo de aparências. Quando o autor era desconhecido ninguém ligou ao livro, quando afinal era de uma super estrela foi tudo correr a comprar. Isso até é normal em relação à populaça, mas os experts das editoras…enfim.

  6. Ora bem! Mas afinal o livro é bom ou não? Foi rejeitado, depois foi quase publicado por favor, vendeu pouco e, só quando se soube que era da Rowling é que se tornou um bestseller! Cheira-me que realmente não deve valer grande coisa. Ou então, as editoras têm gente muito pouco capazes de “cheirar” um bom escritor e uma boa obra. E nada disto abona a favor das mesmas. “Ganha fama e deita-te na cama”, já dizia a minha mãezinha!

  7. Apenas de realçar que a J.K. Rowling não revelou que estava a usar um pseudónimo. Foi revelado contra a vontade dela. Ela apenas o confirmou quando a notícia já era mais do que pública.
    Um óptimo livro, é mesmo de aproveitar!

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