Por que é que eu vi a estreia do “Prison Break”?

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— Ontem viste o “Prison Break”?

— Vi.

— Mas porquê? Porquê?!

Foi mais ou menos o diálogo que tive esta manhã no escritório. Há pessoas que não entendem como é que se pode ver uma série que se despistou a partir da terceira temporada, que perdeu aquele encanto dos dois primeiros anos e que, para o fim, já era apenas penosa e quase anedótica. Confirmo isto tudo, concordo com a ideia, mas sim, eu vi a estreia da nova temporada do “Prison Break” e vou continuar a ver a série. Porquê? Porque sim, porque tem de ser.

Há coisas na vida de uma pessoa que não podem morrer assim da noite para o dia. Quem diz coisas diz pessoas ou personagens, e eu sou dos que se ligam afetivamente às personagens (mais do que a algumas pessoas). Eu gosto do Michael Scofield, por pior ator que o Wentworth Miller seja, eu gosto do T-Bag, eu gosto do Sucre, até gosto da Sara Tancredi, e por isso quero saber o que é que vai acontecer na vida deles, por muito desinteressante que tudo possa ser (repararam como deixei discretamente de fora o Lincoln Burrows? É, não lhe acho piada nenhuma, não quero saber dele para nada e o ator que interpreta o papel, o Dominic Purcell, é péssimo).

Aconteceu-me o mesmo com o “Lost” ou o “24”, por exemplo, em que vi as temporadas todas, por muito disparatadas e repetitivas que algumas fossem. Ainda hoje faço isso, penosamente, com o “The Walking Dead”, que se vai arrastando em episódios monótonos e desinteressantes, mas eu fico ali agarrado à espera daquele momento magnífico que acontece a cada 10 episódios.

Não sei se já referi o facto de o Dominic Purcell (que faz de Lincoln) ser um péssimo ator
Não sei se já referi o facto de o Dominic Purcell (que faz de Lincoln) ser um péssimo ator

Curiosamente, o episódio de ontem do “Prison Break” não foi assim tão mau. Esteve muito longe de ser bom, manteve o registo de interpretações fraquinhas (já falei do Lincoln, não falei?) e teve, claro, algumas cenas particularmente parvas, tais como, só para citar duas:

— Aquela em que o gajo que quer matar o Lincoln e lhe acelera o carro até ele ter um acidente. Então o senhor não poderia, simplesmente, ter-lhe dado um tiro, como tentou várias vezes mais tarde?

— Aquela em que a gaja que entra em casa da Sara Sidle para a matar, chega até à casa de banho, percebe que ela está lá dentro, e depois vai-se embora só porque ouve uma sirene? Dah!, demorava mais 1 minuto e matava-a.

Mas a verdade é que o episódio deixou-me com curiosidade em perceber o que aí vem. Ajuda o facto de a temporada anterior ter sido tão má, tão má, tão má que agora a coisa só podia melhorar. Vamos ver no que é que isto vai dar.

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A cena final até foi engraçada e fiquei com curiosidade em saber o que se vai passar

10 Comentários

  1. O Lincoln ou o Dominic Purcel parece que tem um atraso cognitivo em que não percebe as coisas à primeira. Nem sei como ele descobriu a pista sozinho. Insuflou tanto que o cérebro apanhou ar.
    Também ainda não percebi porque que o Michael foi sequer preso. Esperar para ver.

  2. Aqui em casa, também somos fãs do Prison Break.
    Acompanhámos todas as temporadas.
    Também gostámos mais da 1ª e da 2ª e, apesar do descalabro das temporadas seguintes, era grande a expetativa relativamente a este regresso e também a como os autores ressuscitariam o Michael Scofield.
    O 1º episódio desta nova (e última) temporada manteve em nós o suspense das temporadas iniciais e, quando acabou, pareceu que a duração do episódio fora muito curta.
    Vamos continuar a acompanhar.

  3. O que se vai passar? O Lincoln vai arranjar maneira de ir para a prisão onde está o irmão, e depois vão arranjar maneira de sair dali, com a ajuda do Sucre e do C-Note. As únicas coisas que ainda me prendem, é saber porque razão o Scofield encenou a sua morte e a ligação do T-Bag neste enredo todo.

    • You’re the worst, é tragicómica. Aborda muito bem as doenças mentais, tem um humor bastante corrosivo.
      Fleabag, são só 6 episódios.
      Se for pessoa para o estilo da Agatha Christie, Shetland e And Then There Were None.
      Se gostar de puro humor britânico, Vicious.

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