Quem é mais feliz, solteiros ou casados?

0
653

Quem é mais feliz, os solteiros ou os casados?

É esta a questão que vai ser debatida hoje, por volta das 17h, no programa “Boa Tarde”, da SIC, onde estarei como convidado.

E afinal, quem é mais feliz?

É difícil responder a esta pergunta de forma taxativa, sem cunhos pessoais. Já fui solteiro e casado e em ambas as ocasiões consegui ser feliz. O que muda, acho, é a forma como se sente essa felicidade.

Quando era solteiro vivia uma felicidade bastante mais inocente, despreocupada, solitária. A minha vida era eu, as decisões que tomava só me interessavam a mim, as consequências dos meus actos eram boas ou más para mim. O que sinto, hoje, é que a felicidade enquanto solteiro é mais imediata. Sabemos aproveitar bem os momentos, vivemos as coisas de forma intensa, naquele espaço de tempo, mas depois as coisas acabam, e volta-se ao que era antes, a um estado menor de felicidade que não tem necessariamente que ser infelicidade.

Há outra coisa importante a definir aqui: a idade. Um homem solteiro de 18 anos não tem as mesmas prioridades nem procura as mesmas coisas que um homem solteiro de 30. Já passei por ambas as experiências (não com 18, mas com 17, vá, que vai dar ao mesmo – mas também podia ser aos 21 ou 22, que era igual). Na fase de adolescência, quase todos os homens (homenzinhos, portanto) procuram relacionamentos curtos e explosivos. Querem somar conquistas, experimentar esta, aquela e a prima da outra, querem ver o maior número de mamas ao vivo possível, querem testar os limites, procurar novidades, entrar por caminhos nunca antes trilhados. E em quase todas essas buscas há felicidade (principalmente quando as coisas correm bem). Um homem de 20 anos, solteiro, consegue ser feliz com pouco, e aqui há uma felicidade quase pateta, quase de 100 por cento, porque o maior obstáculo da vida são as cadeiras a que tem de se passar na faculdade, e não as contas para pagar ao fim do mês, as obrigações civis, fiscais, comunitárias, os filhos, as compras ou a gestão da casa. É a tal felicidade inocente, que se sente na plenitude, mas apenas porque nunca se conheceu outra.

Os casados são felizes de outra forma, e podem ser ainda mais felizes do que os solteiros se souberem encontrar a fórmula certa (que quase nunca depende só de um dos elementos do casal, mas da comunhão de esforços e competências dos dois). Ser feliz com alguém exponencia essa felicidade, enobrece-a. Uma pessoa que é feliz ao lado de alguém que ama completa-se, como se fechasse o ciclo, como se atingisse um ponto de perfeição na vida. Este é o sentimento tradicional de quem acaba de se casar, de quem inicia uma relação a dois num novo patamar (o do casamento), de alguém que está a entrar num mundo novo. Só que, claro, como se costuma dizer, no início tudo é maravilhoso, tudo são rosas, o pior vem depois. E vem mesmo. Um casamento, uma união, uma relação a dois não tem nada a ver com uma vida de solteiro. Já não temos de responder apenas perante nós mesmos, não podemos pensar apenas em nós, e muitos aspectos da vida têm de ser pensados e conjugados a dois. E é aqui que quase sempre a felicidade de um casado (ou de uma casada) começa a fraquejar. Como disse antes, manter a felicidade a dois no auge depende do esforço conjunto dos dois, da vontade dos dois em manter essa felicidade lá em cima. E em todas as relações, num ou noutro momento, parece que há sempre alguém que baixa os braços, que deixa a vida rolar sem preocupações, de forma ligeiramente (ou pronunciadamente) egoísta. E quase sempre os problemas começam com coisas de nada. É um que chega a casa e não tem vontade de ir despejar o lixo – “ela que vá quando chegar” -, ou não tem paciência para fazer o jantar – “ele depois trata disso, agora estou cansada”. As atitudes egoístas, por norma, melindram o parceiro. Mesmo que seja uma coisa de nada, é sempre um grão de areia que se junta a outro e a mais outro e a outro ainda. Quando vamos a ver temos os limites da paciência a meio, e isso impede-nos de sermos totalmente felizes. Nestes momentos, o mais comum é começar a reagir-se da mesma forma que o parceiro, a pagar da mesma moeda, a deixar, também, de fazer sacrifícios, de pensar no noutro, mais por retaliação do que por convicção, e é muitas vezes isso que leva a discussões violentas, que por vezes abrem feridas grandes e erguem barreiras nos relacionamentos.

O que eu acredito é que é possível ser feliz a dois de forma plena. Mas acredito porque defendo a ideia (para muitos polémica) de que as relações dão trabalho, os casamentos dão trabalho, obrigam a esforços, sacrifícios, mas tudo isso pode ser amplamente compensado pela construção de um amor mais forte, um elo mais sólido entre o casal. Todos gostamos que alguém se sacrifique por nós, que faça coisas por nós. E se nós fizermos coisas pelo outro o sentimentos deve ser recíproco, e assim se vai gostando cada vez mais, o amor vai crescendo, muito mais do que poderíamos achar possível.

Em resumo, a felicidade inocente de um solteiro não pode ser comparada com a felicidade completa de um casado. A grande diferença é que é muito mais fácil ser feliz sendo solteiro (e vivendo bem com o facto de se ser solteiro) do que sendo casado. Só que lá está: também é muito mais fácil dar 50 cêntimos por um gelado de gelo de uma marca manhosa do que dar €2,80 por uma bola do Santini. Ambos são gelados, como ambas são as “felicidades”. Mas não é a mesma coisa.

1 Comentário

  1. Ponho em causa a comparação da bola de gelado manhosa/bola boa c a felicidade solteira/casada. Concordo q há estilos de vida manhosos e outros bons, aí sim. No mais, há felicidades "manhosas" e boas em qqer idade, estado civil, condição, hemisfério.

  2. Olha, Ricardo, há aqui um parágrafo, que já foi debatido e rebatido, mas que para mim, é o que me faz não concordar contigo:

    "Em resumo, a felicidade inocente de um solteiro não pode ser comparada com a felicidade completa de um casado. A grande diferença é que é muito mais fácil ser feliz sendo solteiro (e vivendo bem com o facto de se ser solteiro) do que sendo casado. Só que lá está: também é muito mais fácil dar 50 cêntimos por um gelado de gelo de uma marca manhosa do que dar €2,80 por uma bola do Santini. Ambos são gelados, como ambas são as "felicidades". Mas não é a mesma coisa."

    Primeiro, não acho que termos alguém ao nosso lado, ou termos uma relação amorosa seja essencial para a nossa felicidade;

    Por outro lado, os objectivos e formas de estar de uma pessoa são muito diferentes – uns resumem a felicidade ao casamento, outros pensam atingir a felicidade de outras formas (carreira profissional, ter amigos, etc..);

    Tem que também se ter em conta que nem toda a gente é feliz a toda a hora. O casamento e o relacionamento também podem trazer infelicidade. Como tu também reconheces neste texto.

    E pelos motivos que te disse acima, não há "felicidade inocente", nem "felicidade completa". Há a felicidade. E cada um interpreta a felicidade da maneira como quer, como podes bem comprovar na diferença de opiniões no teu post e nos comentários que aqui viste.

    Um forte abraço.

  3. Cara Pics. Não sei onde é que viste os "rótulos" que apliquei às pessoas. Num blogue pessoal, os autores dizem que aquilo que acham, pensam. Foi o que eu fiz. Dei a minha opinião, como, aliás, já expliquei por mais do que uma vez nesta caixa de comentários. Também já aqui disse, que não falo de todos os cenários, que generalizo, e que o faço porque estou a escrever um texto num blogue e não uma tese académica, e porque se fosse falar de todos os cenários possíveis não conseguiria dar uma opinião, já que estaria a escrever um texto ilegível, de tão extenso. Eu acho que um solteiro não consegue atingir um grau de felicidade tão grande como uma pessoa casada. Posso achar isto? Posso pensar assim? Posso dizer isto no meu blogue? Quer discordar, discorde, senhora, está no seu direito. Discorra sobre o que quiser no seu blogue que pode ter a certeza que eu não vou para lá dizer que a acho isto ou aquilo. As pessoas levam a vida mesmo demasiado a sério. (bom, mas se calhar não deveria dizer isto, porque estou a generalizar, talvez deva antes dizer que algumas pessoas levam a vida demasiado a sério, mas mesmo entre essas há as que levam a vida demasiado a sério mas acham que não. Mas o que é isso de levar a vida demasiado a sério? Para uns é ser responsável, para outros é ser casmurro, também os que acham que isso é só parvo, e os que entendem que levar a vida demasiado a sério é um sinal de maturidade. Vou então falar de todos estes cenários….) – está a perceber o que quero dizer com o generalizar/não generalizar?

  4. Acho este teu texto muito descabido e revela, até, ser bastante pretensioso.
    O facto de um jovem adulto ser feliz porque tem todas as mulheres à volta dele e porque passa às cadeiras da faculdade com facilidade não torna a felicidade dele mais inocente do que a de um homem de 30 anos casado e com filhos, até porque o casamento deste último pode perfeitamente acabar passado pouco tempo. Esta felicidade, agora que acabou, passa a ser apelidada de "inocente", também?

    Para além disso, seja inocente ou ingénua, ou não, não significa que seja menor do que a dos casados.
    Eu era muito feliz quando era solteira. Era muito feliz há três meses e sou muito feliz agora, com um anel no dedo, mas não quer dizer que há três meses era menos feliz, ou que a minha felicidade era inocente.
    São tipos diferentes de felicidade e discutir uma questão destas como se fosse matemática é uma perda de tempo.

    Quanto à comparação com os gelados… enfim! Quem te diz que não há quem não goste dos gelados da Santini? É algo difícil, mas entre as duas opções, pode haver quem prefira a primeira. E tu não tens credibilidade para rotular ninguém com base nas tuas escolhas pessoais.

  5. Arrumadinho gabo te a paciência…

    Quem não gosta não come, e quem está mal que se mude.

    O mundo é feito de muita gente e é pena que tantas tenha dificuldade em perceber o que é uma opinião ou melhor ainda um blog.
    (porque é que quem critica com um tom quase raivoso tem sempre tanta dificuldade em por o nome…)

    keep up

    euqrop

  6. juro por tudo quanto me é mais sagrado, que já li e reli este paragrafo (a) e não o entendo, a sério que não. e olhe que até gosto de o ler…respeito a sua opinião, mas não a entendo. entendo, também que daqui a meia dúzia de anos, vai dar-se conta o quanto verde é o que escreve, no que diz respeito ao amor e aos relacionamentos. é preciso termos cuidado com as certezas absolutas, com as nossas certezas absolutas. aquilo que resiste persiste e senão mudarmos com consciência os nossos obstáculos internos, as nossas certezas inabaláveis, será o destino e a vida a impulsionar a isso.

    bem haja
    Ju

    (a) Em resumo, a felicidade inocente de um solteiro não pode ser comparada com a felicidade completa de um casado. A grande diferença é que é muito mais fácil ser feliz sendo solteiro (e vivendo bem com o facto de se ser solteiro) do que sendo casado. Só que lá está: também é muito mais fácil dar 50 cêntimos por um gelado de gelo de uma marca manhosa do que dar €2,80 por uma bola do Santini. Ambos são gelados, como ambas são as "felicidades". Mas não é a mesma coisa.

  7. Arrumadinho, só acho que tens uma paciencia de Jó para aturar estes anónimos chatos e que devias escrever o que te apetece sem responder a comentários. Se nao gostassem, nao vinham aqui ler nada. E ainda bem que há discórdia. Já visses se gostassem todos de amarelo? Era tudo casado!!! GO, ARRUMADINHO!

  8. Boa noite;
    Primeiro que tudo não me parece correcto que estar casado e estar junto seja a mesma coisa, isto porque, até esta simples decisão revelam diferentes personalidades, backgrounds distintos e objectivos completamente diversos.E é mesmo disto que se deve falar. De diversidade.
    Se bem me lembro de o meu tempo de universidade, os estudos demonstravam que os casados eeram mais felizes, mas nunca se conseguiu isolar as variaveis, o que poderia levar á questaõ: Não serão os casados apenas mais estaveis e saudaveis em termos emocionais, já de per si, e por isso capazes de manterem uma relação?
    Por outro lado parece-me que associar felicidade a estar casado unicamente é excluir tudo o que se passa no mundo em termos de mudanças relacionais.Swings, Relações abertas, experiências fora do casal com autorização do parceiro, pessoas que tiram férias da relação, homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade,crossdressing,etc.
    E aqui entra a legalidade e religiosidade do "Casado" tão diferente do estar em junto, também diferente pelos olhos dos outros e sobretudo das familias e das fantasias primarias (Que mulher é que nunca fantasiou em casar quando era pequena?)

    Pessoalmente sinto-me mais feliz, amando… pouco interessa se até sou solteiro, se sou divorciado, viuvo…etc..

    É mais o sentimento (Amor) e menos o estado ( Casado, Divorciado)que interessa.
    E depois as cedências e jogo de cintura para na parte funcional (Contas, Liberdade,etc) as coisas funcionarem.

    Tirando a informação debitada nos tempos de escola, para mim existem 2 verdades universais:

    1- As relações enriquecem sempre mais a nossa vida, o quanto mais profundas, complexas e satisfatórias o sejam.

    2- Apesar de tudo a felicidade tambem tem fundamentos muito mais intrinsecos (Ver Ljubomirski Happyness Studies), isto é, muito mais ligados ao Self e ao substrato biológico de cada um, do que propriamente aos estados civis que cada um tem no BI.
    Cumprimentos a todos.

  9. O que acho que a maioria das pessoas ainda não percebeu é que não há regras definidas de como ser feliz.
    Para algumas pessoas ser feliz é trabalhar para meter comer em casa, casar, ter 10 filhos e viver toda o resto da vida em função da familia
    (curiosamente até acontece muito as pessoas afastarem-se dos amigos por causa do tempo para a familia).
    Para outra pessoa ser feliz pode ser ter bons amigos e familiares de grau diferente, namorar apenas e descobrir a cura para a SIDA, ganhar o premio Nobel e ajudar milhoes de seres humanos.

  10. Caro anónimo das 00h23. Os comentários a que me refiro não foram, naturalmente, aprovados, daí achar "descabida" a minha intervenção.
    Quanto ao facto de as relações serem muito mais complexas do que o que eu refiro aqui, bom, também me parece um comentário óbvio. Toda a gente sabe que sim, que o são. E todas as dissertações sobre essas complexidades cabem aos académicos, aos psicólogos, e devem ser encerradas em livros próprios. Isto é um blogue pessoal, que reflecte a visão do seu autor, aberto à discussão civilizada. Quem não sabe o que isso é, quem é incapaz de dizer o que pensa sem achar que sabe mais do que os outros e que os outros são estúpidos, então, essas pessoas não cabem nesta caixa de comentários. Só isso.

  11. Achei a tua última intervenção aqui nos comentários completamente descabida, Arrumadinho. Acho que as pessoas têm vindo a expressar as suas opiniões, têm usado citações tuas para se fundamentar e ninguém se tem insultado. Se alguém se exaltou foi com base neste teu post, não foi um ataque pessoal. Só vi a palavra 'estúpido' num comentário teu e depois um anónimo usou-a para te responder. Acho é que muitas pessoas comentam as falhas do teu registo tão generalista, tão defensor do status quo, tão over simplified. E, sinceramente, percebo perfeitamente. As relações humanas são tão mais do que dás a entender! São tão mais complexas do que este texto quis demonstrar.

  12. Gente, será possível darem a vossa opinião sem terem de atacar os outros, chamar estúpidos aos outros ou insistirem em como os outros é que não percebem nada, como se vocês é que soubessem a verdade absoluta dos factos? É por coisas deste género que muitos comentários não são aprovados. E continuarão a não ser. Querem dizer o que pensam, digam, querem achar que o que eu disse não faz sentido, exponham as vossas ideias, mas exponham-nas sem terem de reforçar que quem disse isto ou aquilo é burro, estúpido ou não percebe nada de nada. Pode ser? E vamos a ter um bocadinho mais de calma. Estamos a falar de amor, de felicidade, e não do estado da nação.

  13. Realmente é preciso ser corajoso para ter um blog; eu não tinha paciência para aturar esta malta toda que não tem mais nada para fazer, senão chatear os outros !

  14. Curiosamente vejo este texto mais como "a felicidade ao longo dos anos" e não uma dictomia entre casados e solteiros. Porque o que acontece não é passarmos do solteiro para o casado mas sim o amadurecimento da pessoa em si que passa a ver a felicidade em outras coisas. Antes de se ficar contente com mamas ao léu e notas de cadeiras, a felicidade resume se a um brinquedo novo ou ir ver um desenho animado da Disney ao cinema. O que muda é a idade, os anos vividos, a experiência e não o estado civil, o arranjar um@ companheir@.
    “a felicidade inocente de um solteiro não pode ser comparada com a felicidade completa de um casado”
    Não acredito que se possa chamar felicidade “inocente” de um solteiro a uma pessoa que tem 70 anos e seja solteira.
    E se vir este texto como casado vs solteiro no meio de uma generalização tão generalizada compreendo o comentário que fala do Bla Bla Bla porque efetivamente dificilmente dá para enquadrar o que quer que seja.

  15. Nao percebes nada. E possivel ser feliz e infeliz estando casado ou solteiro em qualquer fase da nossa vida. Muito ou pouco. E nem e possivel ser feliz sempre, todos os dias, a toda a hora. So se for um idiota.
    A nossa felicidade nao depende de outro, as vezes podemos estar casados e bem casados mas ser infelizes, porque falta o dinheiro no fim do mes, porque um familiar tem uma doenca, porque temos problemas no trabalho.
    A felicidade nao tem nada a ver com o nosso estado civil, nem e maior ou menor por termos problemas pequenos ou grandes. As vezes ha merdinhas que nos fazem mais tristes do que problemas mais graves que enfrentamos com garra.

    Acho que ja nao ha paciencia para a tua sabedoria de algibeira. O verdadeiro caminho para a felicidade comeca com o conhecimento proprio, com saber quem somos, o que gostamos, o que queremos. E viver de acordo com isso, sem fazer grandes concessoes, sem nos anularmos, sem fingirmos ser felizes so porque e muito cool ser feliz e ter um blogue em que se diz post sim post nao o quanto se e feliz quando qualquer pessoa com dois olhos na testa olha para este mundo em que vivemos e tem que perguntar uns quantos porques.

    Tu vives de olhos fechados. Tantas regras, tanto trabalho, tanto regar a plantinha que nao percebes a questao fundamental: porque e que tens k fazer esforco p que a relacao resulte? Porque e que tem que resultar? Porque e que se tem que ser feliz para sempre? Porque?

    Se nao sabes porque nao vale a pena insistir… No final do dia, no dia em que acordares menos feliz, vais saltar do barco e procurar algo que te faca feliz.

    Nao se tem que ser feliz sempre. Nem numa relacao, nem fora dela. Deus me livre ficar com o meu marido so porque um divorcio era assumir um falhanco. Era porque falhei, falhamos.

    Tal como quando uma pessoa morre, nao quer dizer que a vida nao tenha valido a pena. Quando o amor morre ou as pessoas crescem em direccoes diferentes, tambem nao quer dizer que nao valeu a pena. Mas essa tua panca de que tens que fazer um esforco para estarem os dois no mesmo patamar a toda a hora e ridicula! Ha um limite para o quanto alguem pode dobrar. Por experiencia propria te digo que e melhor viver a vida pensando em nos, no que nos somos, queremos e nos faz feliz e dar espaco ao outro para fazer o mesmo. Se tiver que ser sera, mas solteira ou casada eu serei sempre bem resolvida. Uma plantinha tambem pode apodrecer com tanta rega.

  16. A felicidade está no que fazemos e como o vivemos. A felicidade vive dentro de nós, tudo depende como vivemos e o que fazemos. É possível sendo solteiro ou casado visto que a felicidade está conosco e não nos outros.

  17. "Em resumo, a felicidade inocente de um solteiro não pode ser comparada com a felicidade completa de um casado. A grande diferença é que é muito mais fácil ser feliz sendo solteiro (e vivendo bem com o facto de se ser solteiro) do que sendo casado. Só que lá está: também é muito mais fácil dar 50 cêntimos por um gelado de gelo de uma marca manhosa do que dar €2,80 por uma bola do Santini. Ambos são gelados, como ambas são as "felicidades". Mas não é a mesma coisa."

    Tipo WOOOOW, mas assim um "woow" bem grande, é exatamente isso :,)

  18. A verdadeira felicidade nunca vem do exterior vem sempre de nos próprios por isso não me parece que seja relevante sermos solteiros ou casados…

  19. PL,
    É óbvio que ninguém pede ao Arrumadinho que particularize todos os tipos de relações existentes. Mas o que o Arrumadinho aqui faz é descrever as relações que tem tido e assumir que todas são assim, ou pelo menos a maior parte.:)

  20. O ponto em que as respectivas opiniões do Arrumadinho e dos leitores diverge é simples de explicar, na minha perspectiva. Tem a ver com a forma verbal com que o Arrumadinho faz as suas declarações: "Um homem solteiro de 18 anos NÃO TEM as mesmas prioridades NEM PROCURA as mesmas coisas que um homem solteiro de 30".

    O Arrumadinho, enquanto homem das letras, jornalista, deveria compreender a diferença entre o tempo verbal que utiliza e o tempo verbal mais adequado ao efeito: Um homem solteiro de 18 anos NÃO TERÁ as mesmas prioridades NEM PROCURARÁ as mesmas coisas que um homem solteiro de 30".

    Tenho a certeza que assim ficaria muito mais perceptível que esta é, tão somente, a sua opinião e experiência e reuniria mais consenso.

  21. O post está excelente!
    Agora nao se compreende como é que só generalizas!!! Lol. Devias particularizar todas as realidades existentes num único post como este sobre relações humanas.

    PL

  22. LOL
    Tanta conversa fiada Arrumadinho.
    O que vale é que não se paga para ler isto 🙂
    Isso tudo vem da tua meia-duzia de anos de experiencia ?
    LOL
    Na boa, o blog é teu escreves o que queres mas evita fazer disso um livro.
    Por que senão ainda és processado por venda enganosa 🙂 ehehehehh

  23. Essa conversa é puramente cultural + tradição.
    Quem é que "estabeleceu" o modelo que de casal que defende ?
    Se a pergunta fosse entre ter sexo ou não, ou ter filhos ou não até se podia recorrer à natureza para justificar que sim.
    O ser humano tem necessidades fisicas e afectivas.
    Mas quem estabeleceu que essas necessidades têm de ser preenchidas com o casamento com um outra pessoa.
    Então porque não considerar os modelos de poligamia ? ou outros menos "tradicionais".
    Porque raio uma pessoa não pode preencher as necessidades afectivas com amigos e outra familia e as outra necessidades (fisicas, e tb afectivas) com varias pessoas ?
    Basta pensar que existem imensos exemplos no reino animal em que procriação é feita com parceiros diferentes e há outros onde os animais "vivem" e procriam sempre com o mesmo parceiro.
    Essa conversa que a vida das pessoas é a "familia nuclear" é altamente redutora. Uma pessoa até pode num casar e nunca ter filhos e depois ? E porque não pode preencher a sua vida com outros objectivos ?
    Fico sempre com a ideia que anda por ai muita gente que tenta enganar-se a si proprio com a conversa de "viver para a familia"-
    Talvez não tenham outro objectivos ?
    Não há nenhum problema com isso, mas tambem podem perfeitamente existir pessoas que preferem viver de forma mais "individual" no sentido em que podem não ter interesse em formar a tal familia "nuclear".
    Com disse antes, as pessoas estão muito influenciadas pela parte cultural e tradicional.

  24. Mas se generalizas quando não devias generalizar não é suposto alguém comentar isso mesmo? Não é suposto vir aqui alguém dizer: 'Não, comigo não é assim. Não tive as mesmas experiências que tu. Não me identifico'. Então qual é o problema? É estúpido dizer que não abrangeste todas as pessoas em todas as situações? Sou estúpida por não dizer 'Ámen, Arrumadinho'?
    Fiz o comentário das 15:22.

  25. Eu percebo que generalizes. Aliás, é impossível não o fazeres uma vez que há sempre as excepções à regra. Penso que a questão aqui é que a generalização que fazes, a tua visão, não vai ao encontro da realidade para muitos de nós. Como se por exemplo um homossexual dissesse "Os homens gostam de outros homens": estava a generalizar (tudo bem, não é grave) mas não estaria propriamente a constatar um facto, certo? Não considerarias com certeza a opinião dele como correcta, não é? Tentarias se calhar explicar-lhe que as coisas não são bem assim, tal como tens leitores que o tentam fazer a ti. 😉

  26. Concordo inteiramente com o MS. Fui solteira, casada e agora divorciada. Posso dizer que fui feliz nos estados anteriores e sou feliz no atual, mas gostava de encontrar o "tal", sem fazer disso um objetivo, só assim posso pensar partilhar o mesmo espaço novamente com alguém. Se assim não for, então que continue sozinha o que não significa que me sinta só

  27. Há pessoas que não entendem o generalizar da coisa, deixa lá. 😉

    Eu estou totalmente de acordo! E gostei de como algumas frases foram dicas.

    A "sac" disse isto : "Se somos egoistas nao ha amor que aguente". Que também estou de acordo. Tal como diz do trabalho entre o casal. E posso até dizer que o meu ex relacionamento foi basicamente por isso. Por um achar que estava a ter muito trabalho e ir "para um canto" e ser egoísta.
    Depois há aqueles comentários de pessoas próximas que dizem que quando há amor tudo se consegue. Na minha opinião, não é bem assim. Até, exactamente por causa do que foi referido anteriormente (trabalho e egoísmo) , quando se tem isto "no meio" surgem muitas discussões e "interrompe" tudo, , inclusivé, o amor. Porque não há amor que aguente. 😉

  28. Sim, cara anónima, já reparei que sou eu que generalizo, e faço-o propositadamente, porque a única forma de se dar uma opinião é generalizando. Uma opinião é sempre subjectiva, seja ela sobre o que for. Haverá sempre quem não se identifique, quem não a ache abrangente. Eu poderia escrever "os homens gostam de mulheres" que iria ter comentários a dizer "não generalizes, há homens que não gostam", eu poderia dizer que "os homens gostam de futebol", que iria ter comentários a dizer "não generalizes, eu sou homem e não gosto de futebol". Neste blogue escrevem-se opiniões de uma pessoa, com liberdade para generalizar. Isto não são tratados académicos ou científicos. Por isso, eu escrevo como me apetece. Se se identificam, óptimo, se não se identificam, óptimo na mesma, se gostam, voltam, se não gostam, não voltam. É simples. Agora, não vou é passar a escrever de forma a tentar abranger todas as pessoas em todas as situações, porque isso sim seria estúpido.

  29. "e ninguém diz que não valeu a pena enquanto que amigos que casaram novos( e não gozaram a "liberdade" até ao fim hoje já estão todos novamente solteiros( divorciados)."

    Bom, eu casei muito novinha e não estou solteira (divorciada). Se voltasse atrás faria tudo igualzinho de novo! Nunca me senti presa, aliás, o casamento, ou a vivência a dois (ou a 3 ou 4) é do melhor que há! Há por aí muito estudos que o comprovam.

    Já reparaste que és tu, Arrumaidnho, que generalizas?

  30. És fantástico a escrever!!!
    Pareçe que entras dentro da nosa ( minha) mente, e pões por palavras todos os sentimentos e tudo aquilo que se sente mas não se consegue expressar.
    Tens toda a razão em tudo aquilo que disseste.
    É mesmo assim!
    As pessoas sã muito egoístas, ficam muito ofendidas com qualquer coisa e nao entendem que ás vezes é preciso ceder , claro que tem de ser das duas partes.
    E sim o casamento dá muitooooo trabalho, mas quando é bom vale mesmo a pena ter esse "trabalho".
    Agora é preciso sorte para encontrar um parceiro/a que pense assim…

  31. Isto está muito bom oh arrumadinho! Parabéns!

    Eu já fui solteiro, e agora sou casado, vá unido de facto. E nunca fui tão feliz agora como quando era solteiro.
    Agora tudo o que faço, faço com um objetivo, tenho um rumo e tenho uma espécie de caminho mais ou menos definido na minha cabeça que quero percorrer juntamente com a minha mulher.
    Quando era solteiro andava ao sabor do vento, uma pessoa pode ser feliz com isto, mas no final vamos sentir sempre a necessidade de partilhar a felicidade com alguém.

    Face ao exposto, acho que estar casado é bem melhor do que estar solteiro. Temos a nossa amiga, companheira e namorada. Desde que não se percam estes valores nas nossas companheiras(ros) então está tudo bem!

    Um abraço! faz mais disto que é giro! hehe

  32. Eu sou solteiro e posso dizer que tenho vindo a modificar a minha opinião acerca dessa questão que colocas.
    Antes apenas acreditava na felicidade a dois. E isso (vejo-o agora) criava-me demasiada ansiedade e não me permitia desfrutar da vida solteiro.
    Curiosamente, nos últimos tempos tenho vindo a descobrir cada vez mais que se pode ser muito feliz solteiro e que também tem vantagens (a nossa privacidade, horários,etc). Digo muitas vezes, que mais vale só do que mal acompanhado!

    No entanto, continuo a acreditar que a felicidade plena (se assim podemos chamar) atingi-se a dois, ao lado da pessoa que amamos e que nos completa. Mas acredito também que isso só sucederá se for mesmo a tal pessoa… Porque se não nos juntarmos com a pessoa certa e o fizermos só para não estarmos sozinhos, não conseguiremos ser verdadeiramente felizes.
    Em resumo, ao lado de alguém só se for a pessoa certa para nós, senão é preferível estar sozinho.

    Como em tudo na vida, existem vantagens e desvantagens em ambas as situações.
    Acredito que hajam pessoas que sejam mais felizes solteiras, tal como existem outras que serão mais felizes casadas. O que importa, a meu ver, é procurar estarmos bem connosco próprios e tentarmos sermos felizes com o que temos sem nunca deixar de lutar por aquilo que acreditamos que nos poderá fazer mais felizes.

  33. Não vamos outra vez ter de falar do "generalizar/não generalizar", pois não? É que já abordei isso tantas vezes, já expliquei isso tantas vezes, que se torna maçador (já escrevi, inclusive, um post sobre o assunto). Então é assim: claro que nem toda a gente tem realidades iguais; claro que nem toda a gente está a estudar aos 20 anos e não tem grandes responsabilidades; claro que nem toda a gente é feliz desta ou daquela maneira; claro que nem todos os homens querem as mesmas coisas. Senhores, no dia em que deixar de se poder generalizar, deixa de se poder opinar sobre o que quer que seja. A visão que eu coloco nos textos é a minha, e é construída com base nas realidades que fui conhecendo ao longo da vida, de experiências próprias, de amigos, de familiares, de gente que fui conhecendo, de histórias que fui ouvindo, de muitos relatos que me chegam via blogue. Claro que haverá excepções, claro que haverá que não tenha nada a ver com estas realidades. Mas este não é um texto para falar sobre o que eu acredito ser a minoria das pessoas, ou, pelo menos, a minoria das pessoas que lêem este blogue.

    No texto, refiro, logo no início, que é totalmente diferente ser solteiro aos 20 ou aos 30. Depois, falo apenas da realidade dos 20. O Jedi Master alerta, e bem, para isso. E concordo com tudo o que ele escreveu.

  34. Refere que é diferente ser solteiro aos 18 e aos 30, o que concordo plenamente, por isso é que se deve aproveitar a felicidade de ser solteiro até ao limite dos 30 anos e depois passar para o clube dos casados.Cada vez mais amigos meus optam por esta situação ( eu inclusivé )e ninguém diz que não valeu a pena enquanto que amigos que casaram novos( e não gozaram a "liberdade" até ao fim hoje já estão todos novamente solteiros( divorciados).Cada tempo tem o seu tipo de felicidade!

  35. Acho este teu tipo de textos tão BLÁ BLÁ BLÁ. Espero que alguém consiga perceber o que quero dizer. Parece que se extrai muito pouco conteúdo de tantas linhas 🙂 Peço desculpa por não ser apreciadora do estilo.

  36. Estás a partir do princípio que a vida de solteiro acaba no início dos 20… E que a partir daí toda a gente é casada ou comprometida e que tem de gerir a sua felicidade em função disso. Tal como partes do princípio que toda a gente no início dos 20 vive essa vida desafogada, cheia de liberdades e sem responsabilidades. Este texto reflecte a tua vida, não devia ser uma generalização. 🙂

  37. Dois pontos de vista bem criticados e bem defendidos. Acima de tudo, parecem-me bem os dois compreendidos e fico com pena de não poder ver na TV. Vejo depois vídeo no site 😛

    Rui

  38. Lá estás tu! "Todos gostamos que alguém se sacrifique por nós", todos não! Eu não gosto! E se amo, não faço sacrifício nenhum, é amor mesmo.

    Agora, quando o amor está abalado, aí sim, pode haver acções que se façam por sacrifíco, até que o amor volte em pleno e o sacrifício desapareça.

  39. concordo bastante 🙂
    era tao inocente nos mus 18-23 anos, a felicidade ía e vinha a todaa hora, tudo era um drama e uma aventura! :D:D
    Conconrdo igualmente com o facto de uma relacao a serio dar trabalho. Exige que ambos se apliquem em manter uma relacao boa e estavel. Amar é muito bonito mas nao chega quando se partilha tudo o resto e temos de encontrar um balanco entre os gostos de ambos.
    10 anos com o meu parceiro e ainda hoje me dizem: "Ai voces sao tao perfeitos um para o outro, quem me dera uma relacao assim!" Mas a minha relacao nao vem só do amor! Vem de eu amar esta pessoas,ela me amar a mim e de ambos fazermos o esforco constante de manter o equilibrio entre os gostos pessoais e os gostos como casal. desde o exemplo mais simple: eu nao gosto de cogumelos e ele adora – ok eu cozinho com cogumelos e retiro depois. Aos intermedios de complexidade como – Ele adora concertos mas eu entro em panico com multidoes. Apesar de saber que ele adoraria partilhar esses momentos comigo e eu tentar, às vezes há que aceitar que o melhor mesmo é eu ficar em casa e ele ir com amigos. Mas também espevita, porque tambem ambos nos esforcamos para encontrar alguns concertos em que eu consiga ir, para estar com ele e me divertir e partilhar o que ele gosta comigo. Isto dá trabalho, exige esforco! Sim o amor ajuda a que nos esforcemos, mas nao deixa de ser um esforco extra que se vivessemos sozinhos nao teriamos de fazer.
    Por isso partilho igualmente desse pontos de vista. O amor é uma motivacao mas o esforco feito precisa de ser de certo modo "recompensado".Se somos egoistas nao ha amor que aguente.

  40. Esqueceste-te de falar que a felicidade dos solteiros que não são adulescentes é bem mais dificil. Pois esses já têm responsabilidades e contas para pagar. Já não são felicidades inocentes e dão bastante trabalho também, pois é muito mais dificil ser feliz sem ter nenhum apoio direto ao lado. É preciso a pessoa ter um grande amor próprio e, obviamente cultivar as amizades, pois sem amigos, para mim, não há verdadeira felicidade.

  41. a felicidade depende da posição de cada pessoa perante a vida e não do estado civil, e é como tudo, se um casamento entra na rotina é lógico que nenhum dos elementos será feliz assim como se um solteiro faz do dia a dia uma rotina, chegará uma certa altura da vida em que se sentirá infeliz.
    Acho que o ser casado ou solteiro, nada tem a ver com a felicidade…
    Maria

  42. "Todos gostamos que alguém se sacrifique por nós, que faça coisas por nós. E se nós fizermos coisas pelo outro o sentimento deve ser recíproco, e assim se vai gostando cada vez mais, o amor vai crescendo, muito mais do que poderíamos achar possível."

    Tudo dito! 😉

DEIXE UMA RESPOSTA