Quem é que manda lá em casa? É o Faísca (nada a fazer)

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Quando ontem cheguei à escola do Mateus para o ir buscar achei estranho não o ter visto a correr para mim, aos pinotes, como faz praticamente todos os dias. Estava sentado, triste e a fazer aquela espécie de beicinho que não chega a ser vontade de chorar, é mesmo só para mostrar que está sentido com alguma coisa. Fui até perto dele, ajoelhei-me e perguntei-lhe o que se passava.

— Perdi o meu Jackson Storm (é o carro preto do “Carros 3”, o rival do Faísca McQueen).

Todos os dias de manhã o ritual repete-se.

— Posso levar um brinquedo para a escola?

— Podes, mas só se for um pequenino.

— Posso levar o Faísca?

— É melhor não, porque depois os meninos podem tirar-to e ficas muito triste.

— E o Gekko (é o bonequinho verde dos PJ Masks)?

— Mateus, tu é que sabes, mas despacha-te.

Lá vem ter comigo a correr. Aparece com um brinquedo enorme.

— Mateus, eu não te disse que tinha de ser um brinquedo pequenino?

É isto todas as manhãs. E invariavelmente chegamos em cima da hora, ou ligeiramente atrasados à conta destas histórias.

Mas ontem ele estava verdadeiramente triste. Levou o carrinho do Storm de manhã e, como acontece algumas vezes, perdeu-o (igualzinho ao seu pai). E ficou mesmo sentido com aquilo. Lá fomos para casa, e ele sempre com aquele beicinho. Quando chegámos, para o animar, liguei a Playstation 4 e estivemos a jogar um bocadinho ao “Carros 3” (já perceberam o fascínio da criança com a coisa, certo?). Melhorou. Quase que se esqueceu. Resolvi então jogar a cartada final.

— Mateus, queres ver o filme do “Carros 3”?

Podem ver a reação dele no vídeo.

Imagino que já haja por aí indignados por eu estar a promover pirataria, até porque o filme só está à venda desde hoje nas lojas. Mas eu não sou pirata, pelo contrário, sou totalmente a favor da democratização das artes como o cinema ou a música. E, tal como aconteceu com o negócio da música, que praticamente migrou para o digital, com as lojas de música, o Spotify ou a Apple Music, o cinema está a seguir o mesmo caminho. Há algum tempo que faço compras digitais de filmes, sou subscritor de plataformas de séries e cinema, e acho mesmo que a maioria das pessoas está disposta a pagar o que consideram um preço justo pelo acesso a conteúdos de qualidade, descarregados legalmente.

O videoclube da NOS é um bom exemplo. Descarreguei o filme do “Carros 3” e fiquei com o filme para sempre. É meu. Posso vê-lo no telefone, na televisão, no tablet, no computador, quantas vezes quiser, quando quiser, para sempre. Muita gente ainda confunde o aluguer dos filmes com as compras digitais, mas são coisas diferentes. Quem tem filhos, sabe que não existe o conceito do “eu já vi esse filme”. Os putos veem os filmes em repeat, as vezes que forem precisas. O Mateus é assim com o “Carros” e o “Carros 2”, e já me andava a chatear há meses a dizer que queria ver outra vez o “Carros 3”, que vimos no cinema logo na estreia.

Ontem, como já era tarde, só conseguimos ver metade do filme. Hoje de manhã, assim que acordou, a primeira coisa que me disse foi:

— Podemos ir ver o resto do “Carros 3”?

E lá fomos para o sofá, ainda meio a dormir, ver o desgraçado do Faísca a ser treinado pela Cruz e pelo Doc para tentar destronar o super high tech Jackson Storm. Não conseguimos ver o filme até ao fim, mas, como fiz a compra digital, e tenho acesso em qualquer aparelho, lá foi o Mateus a ver o que faltava do filme no meu telemóvel. Outra das enormes vantagens da compra digital é que podemos ver os filmes offline, não precisamos de internet nem de gastar dados, o que é ótimo sobretudo para viagens de carro grandes, de avião, ou para aqueles almoços intermináveis em casa dos tios do Alentejo que, claro, não têm wifi em casa.

Se há filmes que nós devemos querer ter para sempre são estes da Disney, precisamente porque são filmes que sabemos que são inteligentes, criativos, educativos, e que apaixonam os putos, como nos apaixonam a nós. Eu não sou muito de me emocionar no cinema, mas se há filme que me deixa sempre de lágrimas nos olhos é o “Toy Story 3”, com aquele final inacreditavelmente belo, quando o Andy entrega os seus amigos, os seus brinquedos, os seus companheiros de infância, a outra menina. Nós, pais, que acompanhámos o Andy, o Buzz e o Woody desde que éramos adolescentes ou jovens adultos, identificamo-nos com a passagem de tempo, crescemos com aquelas personagens, e filmes como este merecem ser vistos e revistos de tempos a tempos, precisamente porque nunca ficam datados, não têm idade, porque a qualidade não se perde no tempo. E é um pouco isso que quero passar ao Mateus, são estes os filmes e as referências que eu quero que ele guarde.

Para quem ainda não sabe muito bem como é que isto das compras digitais de filmes funciona, eu explico, não custa nada. Então, para quem tem o serviço de TV da NOS só é preciso ir ao videoclube, escolher o filme que se quer e ir para a opção “Comprar”. Vai-nos ser pedido o PIN (quem nunca o mudou será o 5555, que é o que vem escolhido por defeito), e o filme fica disponível na box. É rapidíssimo, e o valor do filme vem depois debitado na fatura.

Se quisermos ver o filme em todo o lado, temos duas hipóteses:

  1. No smartphone: descarregamos a aplicação NOS TV e entramos. Lá dentro, vamos encontrar a opção NOS PLAYER. Fazemos o download do player, que nos vai permitir ver os filmes offline. Depois, vamos à nossa área “Alugueres e compras” e encontramos lá o filme que comprámos. Só temos de escolher “download”, e já não teremos de pagar nada, porque só se paga uma vez. A partir daí, o filme é descarregado e ficamos com ele para sempre, para o podermos ver mesmo sem internet, em qualquer lado.

2. No computador: o processo é o mesmo, só que em vez de irmos à app NOS TV, vamos ao site nostv.pt. Depois, o processo é o mesmo.

Se também têm um Mateus lá em casa, maluco pelo Faísca, já podem descarregar o “Carros 3”. O DVD do filme ainda não está à venda, por isso só mesmo aqui é que o podem ver. Mas mesmo quando houver DVD, têm a certeza que só o querem ter disponível no leitor de DVD lá de casa? Querem mesmo comprar birras com os putos? Eu prefiro tê-lo na televisão, no telemóvel e no tablet. Mas eu sei o que tenho lá em casa.

Texto escrito em parceria com a Disney

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