Sobre os filhos

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Recebi vários comentários de gente que espera ansiosamente uma resposta minha ao post no blogue da Pipoca sobre os filhos.

Bom, acho que o que ela diz não chega a ser, sequer, polémico.

Como pai, sei a responsabilidade que é ter um filho. Sei o que de bom isso traz. Também conheço as limitações. Mas sei, sobretudo, que ter um filho deve ser uma decisão muito ponderada e que isso só se deverá concretizar quando há uma certeza muito grande da parte do casal em relação a esse assunto. Se se tem dúvidas, se se sente que não é o momento, se não se sente vontade, então, para quê, sequer, pensar nisso? Por pressão social? Pressão familiar? Mas que sentido é que isso faz?

Também sei que por mais impreparados que nos sintamos, depois de a criança nascer tudo muda. O instinto maternal, que muitas mulheres julgavam não possuir, nasce sabe-se lá vindo de onde. E as mulheres que se julgavam completamente inaptas, afinal, conseguem cuidar de um bebé, tal como todas as outras mães.

Só que para se chegar a essa fase é preciso passar-se pela outra, pela fase da decisão, pelo “sim, vamos ter um filho porque é isso mesmo que queremos”. E essa vontade deve guiar qualquer decisão.

Filhos não salvam relações, filhos não seguram casamentos, filhos não aproximam pessoas, filhos não servem para nos fazer felizes. Nós, enquanto pais, é que os devemos fazer felizes a eles.

50 Comentários

  1. perdoem-me a objectividade do comentário, mas, à medida que aumenta o tempo que ando neste mundo, mais me convenço da importância do que vou dizer: pôr um filho no mundo é uma responsabilidade titânica que a maior parte das pessoas sente cada vez menos: quando mais aglomerados estamos (vivemos) maior é essa responsabilidade e menores as condições para a sentirmos).
    criar e ensinar um ser que vai interagir com os outros todos, num futuro próximo, é uma tarefa tão séria que exige aos pais uma maturidade que quase ninguém tem quando põe um filho no mundo (e incluo-me no lote).

    pôr um filho no mundo, sem lhe pedir concordância (!!!), pode ser uma violência enorme para alguém a quem não formos capazes de proporcionar as competências necessárias e suficientes para poder ser feliz no tipo de sociedade em que vivemos: e ir pelo caminho mais fácil (que é dar-lhes tudo o que querem, fazer-lhes sempre as vontades e enchê-los de ideias cor-de-rosa), não é, seguramente, a forma de o conseguir.
    criar um novo ser deveria ser um acto de amor e não de egoísmo como acontece com as pessoas que têm os filhos para satisfação das próprias necessidades ou instintos: foi assim que chegámos ao reino do "vale tudo para me safar" e do "salve-se quem puder"!

  2. Yes, they are things that may have to get done, but they don't have nearly the impact as your catalysts and achievements. Abraham received the promise from God that he and Sarah would have a son but it took years before it happened. Wait, stop, halt, and don't think that!Those leaves represent a hidden danger as the top leaves may be fine and they are the leaves your car tire tread will try to, and usually succeed, in grabbing. [URL=http://lopolikumieo.com ]sorbic[/URL] The doTERRA executives do not have an exit strategy. Tattoo artists love designing and donning scorpion tattoo designs.

  3. nas minhas deambulações pelos blogs, parei aqui por um bocadinho e li este post sobre filhos. Penso que a sociedade onde estamos inseridos exige muito das pessoas. Os namorados andam sempre a ouvir a pergunta: então quando é que se casam? Está na altura.Após o casamento a pergunta já é: então quando mandam vir a cegonha? já está na altura. Depois do nascimento do 1º filho muda a pergunta: então quando dão um(a) mano(a)a x? não convém deixar passar muito tempo. Haja pachorra!

  4. Bolas! Às vezes, assusto-me ao ler os teus post's. Parece que entras na minha cabeça e escreves exactamente aquilo que eu penso sobre determinados assuntos… este é um deles!
    Parabéns!

    Maura

  5. E já agora, Arrumadinho, acrescento que será hipocrisia se a maior parte da pessoas não admitir que pelo menos uma vez na vida já se terá interrogado do porquê desta omissão da Pipoca (não digo que ela não terá as suas razões, mas já que o filho do Arrumadinho não é segredo para ninguém, não ficava mal, em vez de pular o assunto, fingindo que não existe, esclarecer que não fala sobre isso por determinado motivo)

    maria m.

  6. Por acaso também já me tinha interrogado sobre o facto da Pipoca nunca ter feito qq referência ao filho do Arrumadinho. E não acho que se o fizesse ela estaria a faltar ao respeito a alguém. Porque haveria de estar? …A mãe da criança poderia não gostar??? De quê? Do miúdo também fazer parte da vida da Pipoca? De mencionar a importância dessa criança na vida do casal? Poupem-me!! Nada tem a ver com coscuvilhice e sim com bom senso.

    maria m.

  7. Minha nossa como se pode falar de cor de coisas q nem nos dizem respeito?! Anónimo já pensou q a pipoca se n faz qq referência ao enteado poderá ser por respeito? já pensou q a mãe d criança pode não gostar e ela respeita? já pensou q o pai esse sim fala do seu filho? o não falar não quer dzr q n exista! Incrível esta sede do português querer saber de tudo e todos!
    RITA

  8. pois, só gosto de comentar pela positiva, mas o facto do enteado ser ignorado deixou-me assim meio incomodado.
    Uma coisa é não o mencionar a propósito do que seja.
    Outra coisa é, num tema onde ele é directa ou indirectamente visado, continuar a escrever com os óculos escuros na cara.

  9. Então… mas o enteado? Não conta?

    Arrumadinho, sinceramente não entendo porque no discurso da sua mulher o seu filho simplesmente… não existe!
    É triste o puto ser invisível aos olhos dela. E NO CASO (sublinho, NO CASO…)de coabitarem debaixo do mesmo tecto ainda se torna mais deprimente, é sinal que a criança lhe passa completamente ao lado.
    O casamento é feito de partilhas, incluindo os filhos de cada um. Não há cá "O filho é teu, atura-o tu".

  10. Sofia a questão é mesmo essa.. os seus pais estavam dispostos e com vontade de ter filhos quem não tem essa vontade vê um drama maior que o real. Eu não quero ter filhos, não tenho perfil nem carácter para ser mãe, pelo menos nos próximos anos e não estou disposta a abdicar de nada! Egoísta? sim bastante.. mas acho ainda mais egoísta quem faz crianças nascer só para satisfazer um desejo sem pensar se tem ou não condições para as ter!
    Quanto à decisão, é óbvio que tem de ser de ambos, do pai e da mãe mas também é óbvio que em termos práticos e físicos não é assim que funciona, a mulher tem a faca e o queijo na mãe, se não quiser a criança não precisa do consentimento do pai para por fim ao seu estado assim como num caso de um divórcio mal resolvido são quase sempre as mães que sozinhas criam os seus filhos.. falo porque após viver 18 anos com os meus pais, eis que estes se divorciam e o meu pai nunca deu um tostão desde então e a verdade é que é que eu não deixei de comer nem de tomar banho nem de estudar! Enfim é sob a mãe que recai quase tudo quase sempre, e não temos de ser bonzinhos e humanos temos de ser praticos e realistas quando pensamos num filho.

  11. Boa noite!
    Eu tenho apenas 19 anos mas tenho um ponto de vista muito convicto em relação a este assunto: a maternidade não é para qualquer um. Primeiramente, não é uma decisão 50/60, recaindo os 60 para a mulher. É uma decisão dos dois. Em segundo, o mundo não vai acabar depois de se ter um filho. Fiquei muito espantada com o post da Pipoca, porque as consequências da gravidez que ela enumerou são exageradas e um pouco egoístas. Os meus pais tiveram 3 filhos mas sempre que podem, tiram um tempinho para eles. Obviamente que até eu e os meus irmãos termos 3 anos de idade, as saídas eram um pouco limitadas. Ter filhos? A vida deles mudou, certamente. Mas não deixaram de fazer o que gostam por causa dos filhos. Perguntei à minha mãe se as dores de parto são assim tão más. Ela disse que são de trepar paredes, mas que no fim compensa tudo, depois de ter o pequeno rebento nos braços.
    Quanto à forma física, não há milagres. É preciso algum esforço para que a barriga volte ao normal, mas não é impossível. Mais uma vez recorro ao exemplo da minha mãe, que tem 3 filhos e uma barriga invejável (sem ginásios ou whatever).
    É certo e sabido que os filhos não salvam relações, mas no final delas, foi o que se criou de melhor. Após o divórcio, os tempos que se seguem são dolorosos e quem sofre mais são as crianças, garanto. Mas quando, à partida, a mulher problematiza tanto a maternidade, o melhor é esquecer mesmo a ideia. Tal como o anónimo acima referiu, sempre estranhei o facto da Pipoca nunca referir o seu filho… Quando existe aquele instinto maternal (por mais pequeno que seja), é usual as mulheres desenvolverem um certo afecto pelo enteado. Contudo, isto é um assunto muito pessoal e ninguém tem nada a ver com a vossa vida enquanto casal. É óbvio que quando expõem certas coisas, o mais comum é as pessoas comentarem.
    Não estou a querer atacar nenhum de vocês e esta é apenas a minha opinião quanto a este assunto. Desejo-vos o melhor.

    (Peço desculpa por eventuais erros ortográficos/gramaticais)

  12. Minha gente calmaaaaaa!

    Eu sei que querem toda a gente quer ver uma pipoca arrumadinha ou um arrumadinho pipoco, mas realmente cada um sabe de si e ninguém melhor que eles próprios para decidirem tal coisa!!

    E claro que os filhos não salvam relações mas infelizmente há muitas pessoas a pensar que sim! Quando os pais se dão mal, os filhos crescem infelizes com os pais juntos, sendo que na maioria dos casos podiam ser muito mais felizes se os pais estivessem separados, sem discussões e tristezas constantes no ambiente familiar…

  13. Caro anónimo, antes de soltar uma barbaridade dessas, informe-se. Existem umas quantas palavras em português com DOIS acentos. Quer um exemplo? O meu amigo Estêvão.

  14. Com o devido respeito acho que a sua senhora não tem mesmo perfil para mãe…pois se nem sequer faz qualquer tipo de comentário sobre o seu filho. É no minimo estranho.

  15. Anónimo céptico, existe instinto maternal sim. E quer melhor? Existe entre humanos, mas também entre os bichos. Nomeadamente os macacos. Instinto maternal é sinónimo de hormonas em fúria, meu caro. Sabe porque é que os bebés sorriem aos 3 meses? Acha que é porque acharam graça à anedota que o pai contou à mesa? Não. É porque está implicito que a um sorriso (denominado esse por sorriso social) a mãe responde com carinho, levada por uma carrada de hormonas que mais não fazem do que torná-la consciente de que aquele ser depende dela. E este é só um dos muitos exemplos de que a natureza é uma perfeição. Nem vou falar da estrutura facial dos bebés e etc etc. Só para dizer que é tudo feito em prol do desenvolvimento desse instinto maternal aka hormonas aka ciência pura aka vida. Pesquise, por favor.

  16. Eu sou da opinião de que muitas vezes nem nós sabemos muito bem se estamos ou não preparados, mas o querer é mais de meio caminho.
    Sempre quis ser mãe e nunca quis ser mãe muito tarde, mas se me dissessem há uns tempos que ia estar a viver numa cidade diferente, num trabalho diferente, com o homem que amo e um filho nosso eu diria que só podiam estar a gozar.
    O nosso caminho, filhos incluídos, somos nós que construímos, com bom senso, responsabilidade e o melhor de nós para dar.
    Não acho que ser mãe seja uma ciência, aliás, é das coisas mais subjectivas que existe, talvez por isso passemos tanto tempo a pensar se somos ou não boas mães.

  17. Eu também li o post da Pipoca e achei que ia ser polémico, não pela questão dos filhos em si, mas por ela ter sugerido que a decisão não era 50/50, que a futura mãe devia ter mais peso na decisão que o pai.

    Quanto aos filhos, espero tê-los um dia, mas que venha longe que tenho muita liberdade para gozar. E concordo a 300% com a Pipoca nessa questão, até me surpreende que haja debate de todo…

    Agora na questão da decisão ser mais da mãe… não posso concordar a 100%, embora compreenda parcialmente o argumento, realmente a gravidez traz mais consequências para a mulher. Mas parece-me um bocado injusto e mesmo simplista, numa questão tão séria, dar mais votos a quem a Natureza dotou de um útero!

  18. Olá, sou nova por aqui, e o post me despertou a vontade de comentar.
    Em se tratando de filhos e casamento, tenho experiência pra tanto. Na primeira vez que engravidei, meu casamento acabou justamente porque o pai não desejava filhos. Agora, alguns anos depois, engravido novamente e meu namorado, extasiado com a ideia da paternidade, pede-me em casamento.
    Não há receitas, há a (boa)vontade de de tê-los.

  19. Arrumadinho era mesmo isso que queria dizer, provavelmente nao me fiz foi entender, a minha opinião vai na linha da tua

    Eu nao acho, nada, que os blogs se confundam, acho é parvo (dai aplicar o termo disparate) que existam pessoas que achem que vocês se teem que responder um ao outro cada vez que o tema é relativo a situações destas, ou semelhantes (sejam elas filhos, casas, ferias, etc)

  20. Leio os dois blogues e nunca comentei, mas cá vai: nunca, jamais em tempo algum filhos salvam relações! Bem pelo contrário, muitos acabam porque não aguentam a pressão, que o trabalho que os filhos dão, coloca sobre a relação a dois.
    Estou nos 30 e nunca me vi como mãe, gosto de crianças? Sim e muito. Nunca porém imaginei vir a ser mãe.
    Ps: O instinto maternal existe. Há depois a hipótese de o desenvolverem ou não.

  21. Cheguei e amei o brilhante texto. a minha opinião é que tudo faz parte de uma experiência e vivê ncia do ser humano, completa-nos em determinada altura da vida,apura sensibilidades, acalma egoísmos e torna-nos mais sensíveis e humanos, palavra mãe7filho, é sempre um doce a degustar, independetenmente das lágrimas derramadas.Todo o tipo de amor é sublime. …eia.

  22. Arkitonta, não questiono ninguém, é o contrário… No meu mundo, amigos com filhos e sem filhos convivem como podem. Não foi uma coisa imediata e natural, foi preciso haver algum esforço de todas as pessoas. Mas acabou por acontecer, é por isso que eu digo que a amizade prevalece sobre as diferenças. Já aconteceu os meus amigos sem filhos sentirem pressões e vice-versa. Se formos a ver bem, toda a gente, em qualquer contexto de vida, é pressionada. As mulheres para serem super-mulheres e sempre giras; os homens para serem fortes e sempre giros.
    Eu disse, se ler bem, que ninguém é pior pessoa por não ter filhos. Mas, em sua honra – suponho que é arquitecta e essa é das mais bonitas profissões do mundo – afirmo também que ninguém é uma pessoa melhor por ter filhos. Isso, se fosse verdade, seria a salvação da humanidade… 😉

  23. Se mais gente pensasse como o teu último parágrafo haveria menos maus pais e filhos ignorados.
    Uma pessoa só deve ter um filho quando sabe mesmo que é isso que quer. Quando acha que é o que fica bem, que num futuro vai achar bom ou que até pode ser que seja engraçado, esse plano tem tudo para correr mal.

  24. Caro Anónimo, não sei onde leu no meu post a palavra "bébé", com dois acentos.
    Quanto ao instinto maternal não me parece que seja uma ciência exacta. Acha que não existe, eu acho que existe.

  25. Dá para dizer que bebé, como todas as outras palavras portuguesas, apenas são acentuadas numa sílaba?
    "bébé" não existe no léxico português.

    Ninguém "possui" instinto maternal.
    Não existe, não se nasce com instinto maternal.

    Ser pai/mãe aprende-se, não se nasce ensinado. Até na vida animal, o ser mãe/pai aprende-se. Não existe cá esse "instinto maternal".

    Instinto maternal é um mito (e bastante recente).

  26. Bee e Ana Pessoa. Eu compreendo os vossos comentários. O que eu escrevi é apenas uma posição minha em relação a um post que a Pipoca escreveu. Ela disse tudo o que quis. Eu limitei-me a dizer que concordava com ela e porquê. Acho um exagero achar-se que os blogues podem começar a confundir-se. Não me parece que tenham nada a ver um com o outro. Poderá haver um ou outro ponto em que tocam, mas nisso eu até acho que se complementam. São muito raros os assuntos da minha ou nossa vida que trago ao blogue. E mesmo os que trago são, quase sempre, coisas banais, sítios onde gosto de ir, sítios onde fui, coisas do género.

  27. Eu até ia fazer um comentário, mas depois li o que disse a Dora e é exactamente o que penso e sinto como mãe. Por isso Dora, se não se importa, faço das suas as minhas palavras:)

  28. concordo com a ana pessoa. se começarem a dar resposta a tudo, e uma vez que já não são ilustres desconhecidos, qualquer dia não há distinção entre o blog do arrumadinho e da pipoca, e passamos a ter uma 'telenovela' da vossa vida.
    e acho uma pena…
    mas é apenas uma modesta opinião…

  29. não seguram casamentos, é verdade, muito pelo contrário..
    Nunca mais me esqueço de uma frase que um colega disse quando viu aqui uma colega nossa grávida…"Agora é que o casamento vai começar.."
    lol é mesmo isso.

    bjs

  30. Eu acho que quando se quer ter um filho, essa vontade é maior do que todas as outras vontades. É o sinal de que estamos prontos. Quando não se tem vontade, é porque não se está pronto e deve-se mandar à merda as pressões dos outros. Não há mal algum em não ter filhos e não os querer, ninguém é pior pessoa por isso!
    Eu era feliz antes de ser mãe, mas nunca fui tão feliz como desde que tive a minha filha. O descanso foi-se, o tempo para mim foi-se, as saídas foram-se e são agora momentos muito raros. Raros e sempre muito bons, porque os aproveito até ao tutano. Deixei algumas coisas por fazer, como viagens e algumas experiências, mas não lamento isto. Há-de chegar novo tempo para as fazer, que a vida não se vive toda entre os 20 e os 35 anos e depois ficamos velhos e inaptos… E eu acho que há mulheres com pouco instinto maternal, por acaso. Como há homens com muito instinto paternal.
    Ter filhos não deve ser obrigação social e muito menos solução para salvar um casamento – what?? Digam-me um casamento que se salve entre cagadas, vomitados e noites sem dormir e eu dou-vos um prémio.
    Agora, quem quer ter filhos e acha que vai perder a vida por isso, também sofre uma forma de pressão social… Não é fácil ter amigos sem filhos e termos filhos, mas a amizade sobrevive às diferenças de ritmo da vida das pessoas. E perder é palavra que não se aplica. O deslumbramento de ter um filho é algo espantoso, mágico, arrebatador. Mas até para essa reviravolta emocional é preciso estar pronto, porque é uma entrega muito mais forte do que aquela que fazemos ao nosso homem ou mulher.

  31. mas a que propósito é que tu tens que responder a alguma coisa que é do vosso foro privado, e que só a voces diz respeito?

    para mim há 4 entidades distintas: arrumadinho, pipoca, ricardo e ana. E nem sempre as entidades se misturam

    porque não se percebe isto? que disparate

  32. "Filhos não salvam relações, filhos não seguram casamentos, filhos não aproximam pessoas, filhos não servem para nos fazer felizes. Nós, enquanto pais, é que os devemos fazer felizes a eles"

    So true …!! Está tudo dito!!!
    :))

  33. Verdade, verdadinha.
    Um filho não salva uma relação, não nos aproxima de ninguém, não nos salva a nós, nem nos faz melhores ou piores..
    Mandar vir crianças já com fardos tão pesados para carregar é que é egoísmo!

  34. Também li o post da Pipoca e achei logo que iria gerar polémica…Mas para minha surpresa, a maioria dos comentários foram de pessoas que sentem ou sentiram o mesmo. Eu fui mãe há um ano e percebo perfeitamente a Pipoca, também eu hesitei muito, pois gostava muito da vida que tinha. Também eu sofri as pressões que me passaram completamente ao lado. Ainda com dúvidas (no meu caso, nunca cheguei a "ter a certeza" que era o momento, nuca se deu o "chamamento"), engravidámos. Foi muuuito complicado ao início, quando ela nasceu. Porque as pessoas de facto não nos contam tudo, não nos dizem que o mundo, tal como o conheciamos, deixa de existir. Mas a verdade, como está no teu post, é que o instinto aparece sabe-se lá de onde, e com o tempo aprendemos a viver na nova realidade…E é como se nunca tivésse existido outra. Porque como dizes, nós é que temos de os fazer felizes a eles. Eles não são um brinquedo novo, um gadget ou um acessório. Bottom line, não há receitas, cada pessoa tem uma forma muito própria de viver a questão dos filhos. E não somos piores seres humanos se não quisermos tê-los.

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