Sou e serei um homem do papel e das tintas

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Sempre fui uma pessoa de papel. Lembro-me de ser miúdo e estar deitado no chão do meu quarto, em cima do jornal A Bola, a ver os resultados dos jogos da segunda e da terceira divisão. Todos os dias, ia ao quiosque em frente à minha casa, em Faro, comprar “O Diário de Lisboa” (que só chegava à tarde), ou o “Diário de Notícias”. Desde que me lembro de existir que sempre senti em casa aquele cheiro tradicional do papel de jornal, e não tenho dúvidas de que essa atmosfera teve influência na minha decisão de querer ser jornalista.

Ainda hoje, e mesmo tendo-me virado totalmente para a área digital, continuo a sentir a nostalgia do papel, dos hábitos que o papel nos impunha, e que faço questão de manter. E não estou só a falar de jornais, mas também de revistas, livros ou fotografias.

Por muito que cresça o negócio dos livros em formato digital, continuo a não conseguir abdicar de os comprar em papel, e a sentir o cheiro a livro, a poder dobrar a riscar as páginas (sim, eu escrevo nos livros — e a caneta). Os livros recordam-me sempre épocas, pessoas, sítios, momentos particulares. Já experimentei ler em tablet e não é, de todo, a mesma coisa. Até as manchas que ficam nos livros guardam histórias, e recordo-me de quase todas.

Com as fotografias passa-se o mesmo. E este é um daqueles exemplos típicos de procrastinação social que se instalou em todos nós. Vamos acumulando milhares de fotografias nos telemóveis, nos computadores, nos cartões de memória, sempre com a ideia de um dia as podermos organizar e mandar imprimir, mas esse dia quase nunca chega. E as fotos vão sendo cada vez mais, cada vez, que a vontade de tratar do assunto se vai esmorecendo.

A solução que encontrei para isso foi passar a imprimir as fotos em casa. Comprei uma impressora melhor (a HP Officejet 5740, uma multifunções), tinteiros de alto rendimento, papel de fotografia e comecei a fazer as impressões em casa, do tamanho que quero, sem ter de esperar por aquele dia em que me irei dedicar a organizar tudo e ir à loja imprimir as fotos. Faço o mesmo, por exemplo, com os textos que tenho de ler, sobretudo se forem muito grandes, como capítulos de livros, guiões ou grandes reportagens. Adoro aquela coisa meio saudosista de imprimir e anotar tudo a caneta no papel. Parece-me, até, que consigo olhar para o que estou a ler com mais clareza, uma visão mais global, não sei explicar.

Um dos problemas que sempre tive com este método foi o de gastar muita tinta dos tinteiros. Isto porque comecei a encher tinteiros antigos, em vez de comprar novos, achando que estava a poupar imenso dinheiro. Não só não estava, porque a duração dos tinteiros recarregados é bastante menor, o que me obrigava a gastar mais dinheiro do que se comprasse novos, como a qualidade das impressões, sobretudo imagens, não era a mesma. As cores não são tão vivas, não são tão distintas, e ficava muitas vezes com a sensação de que o resultado final era uma espécie de versão low-cost das imagens. Desde que comecei a usar os tinteiros novos percebi onde estava o problema. E senti, claramente, que a duração dos mesmos aumentou bastante.

Outra coisa boa: a HP tem uma política de proteção ambiental, por isso, todos os tinteiros podem ser reciclados depois de usados, por isso, nada de os deitar para o lixo (podem ver o vídeo aqui).

Agora que falo nestas coisas, tenho umas 1000 fotos das três últimas viagens para ver, escolher, editar e imprimir aquelas que quero mesmo guardar num álbum. Desejem-me boa sorte.

Texto escrito em parceria com a HP.

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