Zombieficados em nome do sangue

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Desde a primeira temporada que sou fã da série “The Walking Dead”. Não só porque em miúdo adorava filmes de zombies, mas porque acho que esta adaptação a televisão de uma BD está perfeita, com ritmos que oscilam entre o quase parado e o intenso, uma adrenalina e tensão constantes, uma história intrigante, em que parece que não está nada verdadeiramente a acontecer, mas não conseguimos deixar de ver aquilo, de querer saber o que se vai passar na cena seguinte. Muito mais do que uma série de terror, esta é uma série de esperança, determinação, de como as acções humanas são alteradas quando um grupo de pessoas fica circunscrita a um espaço, obrigada a relacionar-se com as mesmas pessoas durante um longo período, sendo que todas elas vivem em ansiedade, desespero, sofrimento, dor.

Esta não é uma série sobre mortos, mas sobre vivos. Os zombies são o catalisador de tudo o resto, mas não passam disso, de instrumentos que põem tudo a mexer, são o medo lá fora, que paira, mas não fazem a história andar.

A propósito do lançamento da terceira temporada, a FOX juntou-se ao Instituto Português de Sangue e Transplantação e criou uma iniciativa muito interessante. Trataram de “zombieficar” algumas figuras conhecidas lembrando, assim, a importância crescente de dar sangue. Os escolhidos foram Merche Romero, Fernando Alvim, Marcantonio del Carlo e Nélson Évora. Esta ideia foi também aplicada nos Estados Unidos e as imagens “zombieficadas” foram as do realizador Peter Jackson, o ilusionista David Copperfield, e os The Black Keys.

Aqui fica o meu contributo. Recordo que existem três unidades móveis de recolha de sangue, uma em Lisboa, na Avenida da Liberdade, outra no Porto, na Praça da Batalha, e uma terceira em Coimbra, na Praça da República.

Passem por lá, façam a vossa doação, que poderá ajudar a salvar vidas.

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